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11/01/2021
A hipocrisia de 2020: 48 milhões de abortos e 1,8 de COVID
 

A hipocrisia de 2020: 48 milhões de abortos e 1,8 de COVID

sábado, 9 de janeiro de 2021

Enquanto a política se inflama sobre questões ligadas ao COVID, às máscaras e aos bloqueios, numa época que fez do vírus chinês e da sobrevivência física a esse o único problema do mundo, esquece-se que, em 2020, em todo o planeta, estimam-se 1,8 milhão de vítimas (dados da Universidade Johns Hokins) da epidemia (um número excessivo, dado que várias pessoas que morreram de ataques cardíacos ou outras doenças foram contadas como mortes de COVID apenas porque tiveram resultado positivo), nada em comparação com os 42 milhões de bebés mortos nos úteros maternos (um número defeituoso se pensarmos nas pílulas abortivas, do dia seguinte e dos cinco dias seguintes).   

Em suma, a principal causa de morte é o homicídio voluntário dos inocentes, perpetrado por lei e, geralmente, patrocinado como direito humano pela mesma esquerda que, hipocritamente, culpa quem sai de casa ou baixa a máscara por ser um contagionista egoísta e sem piedade. E o que dizer de quem, para não sentir o peso das próprias acções, tira delas o fruto, ainda que seja um ser sem culpa e sem voz? O que dizer de quem, para não enfrentar a responsabilidade de um filho ou o peso de se separar dele para o seu bem (como no caso da adopção), prefere matá-lo com o consentimento dos progressistas que gostam de se apresentar como altruístas?    

Obviamente, o mundo cala-se, finge que nada aconteceu, sendo cúmplice o mundo mediático que, certamente, não dedica uma única linha às notícias dos abortos, ao invés disso, aterroriza, quase há um ano, os cidadãos ao falar de um vírus, de grande difusão mas de baixa mortalidade (entre 1 e 3 por cento, enquanto, por exemplo, o ébola pode chegar a 90), que empalidece diante dos homicídios no útero.          

A dar a notícia dos 42 milhões de mortes de inocentes às mãos das mães, muitas vezes com a cumplicidade dos pais, dos médicos e do Estado, foi Worldometers (retirado de The Christian Post), juntando todos os valores, divulgados pela Organização Mundial da Saúde, dos diferentes países. Resultou que a segunda causa de morte (13 milhões) de 2020 foram todas as doenças transmissíveis (como a malária, que mata quase um milhão todos os anos, ou o HIV, que afecta, principalmente, os países em desenvolvimento). Segue-se o cancro, que fez 8,2 milhões de vítimas, o tabagismo (5,1 milhões) e o álcool (2,5 milhões). Só a este ponto aparece o Coronavírus, seguido dos acidentes rodoviários (1,4 milhão) e dos suicídios que, em 2020, foram 1,1 milhão.

Mas, precisamente, governos e informação estão a fazer do vírus chinês o único problema sanitário, colocando todas as outras doenças em segundo plano. Claro que se pode fazer muito menos contra os acidentes rodoviários (a menos que se comece a proclamar que quem leva o carro é um egoísta que se coloca a si mesmo e aos outros em risco), também se pode fazer pouco contra o cancro (mesmo se é uma grande responsabilidade dos nossos governos terem parado, por causa do COVID, operações e quimioterapias). Mas porquê que o Estado não faz campanhas igualmente pesadas sobre o fumo e o álcool? Por que não se questiona sobre o motivo dos suicídios crescentes? Por que não lamenta os mortos de malária que, desde há anos, faz vítimas mesmo entre os pequenos africanos? Mas, sobretudo, se o seu problema é, efectivamente, salvar as vidas, por que não faz de tudo para evitar o aborto, que é diferente do COVID e facilmente contido?  

Talvez porque a lógica por trás de tudo seja uma só: o lucro, o controlo da população e o poder. Não é por acaso que os grandes patrocinadores de bloqueios e vacinas sejam os mesmos que pregam a redução dos nascimentos por meio da distribuição de contraceptivos nos países pobres. Não é por acaso que grandes multinacionais estão por trás do fumo e do álcool, enquanto as empresas farmacêuticas se nutrem da fraqueza e das doenças da população. Enfim, tanto no caso das políticas sanitárias quanto nas relacionadas aos nascimentos e ao aborto, assiste-se a um controlo e a uma manipulação que empurra o Homem a viver pensando que age livremente (fechar-se em casa ou abortar) sem se perceber o quanto é, em vez disso, manipulável. 

E assim, enquanto até os católicos decidem votar falando de distensão e de paz social, iludindo-se que a “dialogante” esquerda é preferível à direita belicista, milhões de mortes continuam a pesar sobre os nossos ombros. Mesmo que as escondamos por trás daquelas máscaras que nos fazem sentir cidadãos responsáveis ​​ao falar de respeito pelos outros.

Benedetta Frigerio    

Através de La Nuova Bussola Quotidiana  

Fonte:https://www.diesirae.pt/2021/01/a-hipocrisia-de-2020-48-milhoes-de.html?

 
 
 

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