"...Então verão o Filho do homem voltar sobre as nuvens com grande poder e glória.." (Marcos 13)
 
       
 
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27/10/2015
Progressistas: Compreender o Sínodo como um “evento” e fazer dele uma comédia sem fim.
 

Progressistas: Compreender o Sínodo como um “evento” e fazer dele uma comédia sem fim.

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Cardeal de Viena, Christoph Schönborn

Mathias von Gersdorff

Roma, 24 de outubro de 2015 — Aumentam nos últimos dias do presente Sínodo da Família, as vozes do campo progressista dizendo que o mais importante de tudo não são necessariamente os textos que serão publicados, mas o acontecimento em si.

De fato, ouve-se de há muito na esquerda católica que o Sínodo não é o fim, mas o começo de um processo que afinal poderá mudar profundamente a Igreja.

Isso deve dar-se não apenas com base em debates sobre temas doutrinários, mas também pela introdução de um estilo que os progressistas denominam de “sinodal”.

Alguns exemplos desse novo estilo já puderam ser experimentados durante o Sínodo.

Neste sentido, recebeu especial atenção da mídia o caso de uma comunhão em que uma criança deu uma parte das Sagradas Espécies a seu padrasto (um divorciado recasado).

A mídia e diversos eclesiásticos comoveram-se até às lágrimas com esse sacrilégio. Uma vitória do sentimentalismo sobre a razão!

Quem domina essa técnica na perfeição é o cardeal Christoph Schönborn, de Viena, que defende abertamente a admissão de divorciados recasados à comunhão. Não apenas isso, mas também que as parcerias devem ser objeto de uma nova avaliação pela Igreja, porque nelas “existe algo de bom”. Segundo a concepção do cardeal Schönborn, essas parcerias são degraus anteriores ao casamento sacramental e por isso devem ser levadas em consideração.

O cardeal Schönborn já defendeu repetidas vezes suas ideias em entrevistas. A última delas foi com Andrea Tornielli para o “Vatican Insider”, um portal da internet pertencente ao jornal italiano “La Stampa” e especializado em notícias eclesiásticas.

O método do cardeal Schönborn consiste em enumerar muitos casos particulares: de casamentos fracassados; de mães solteiras que se casam com um homem divorciado; de casamentos civis entre divorciados, dos quais nascem filhos.

O público leitor – cujas emoções foram marcadas pelos seriados de televisão, por novelas e programas similares – ficará certamente comovido com a enumeração do cardeal Schönborn e lhe dará razão: ‘Sim, essas parcerias são fabulosas!’

Mas o que o cardeal de Viena na verdade propõe é uma adaptação da doutrina católica ao mundo emocional dos seriados noturnos de televisão.

Precisamos de uma Igreja assim?

Os progressistas dizem: ‘Sim!’.  De fato, eles acreditam que tem futuro uma Igreja que “nos bons e nos maus tempos” se orienta não mais pelo Magistério, mas por revistas juvenis imorais como “Bravo” e similares.

Mas obviamente se enganam. Quem vai afinal se interessar por uma Igreja que se deixa rebaixar a semelhante nível?

Não, os homens anseiam por algo inteiramente diferente, por uma Igreja que anuncia a verdade em sua totalidade, ainda que possa parecer dura; anseiam por uma Igreja hierárquica e fiel aos princípios, que seja capaz de anunciar verdades incômodas. Em suma, por uma Igreja que diz que somente na cruz se encontra a salvação.

Precisamos de pastores que tenham a coragem de lutar por essa Igreja, pela Igreja de sempre, contra a resistência do mundo.

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(Tradução do original alemão por Renato Murta de Vasconcelos)

Fonte: http://www.abim.inf.br/progressistas-compreender-o-sinodo-como-um-evento-e-fazer-dele-uma-comedia-sem-fim/#.Vi6JUCtTbt8

 
 
 

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