"...Então verão o Filho do homem voltar sobre as nuvens com grande poder e glória.." (Marcos 13)
 
       
 
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15/02/2016
FÁTIMA E A EXTREMA «ALIENAÇÃO» DAS NAÇÕES NO fIM DOS TEMPOS
 

FÁTIMA E A EXTREMA «ALIENAÇÃO» DAS NAÇÕES NO fIM DOS TEMPOS

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Por Arai Daniele

Na história cristã da nossa época, Fátima é o evento sobrenatural ao mesmo tempo mais assombroso, incompreendido e manipulado.

Quando o mundo moderno foi imerso por guerras catastróficas e a nefasta revolução comunista, ceifando milhões de vítimas e demolindo a Cristandade, apareceu esse sinal incomparável para que os homens pudessem recorrer ao poder divino que aplacasse os ventos destrutivos das desvairadas revoluções ideológicas na sociedade humana.

Todavia, hoje, tal sinal com cariz de desígnio divino, parece mítico até no mundo clerical, enquanto do mesmo modo na Igreja declinou o sentido do sagrado e do pecado, da devoção fiel e da missão sacerdotal, numa clara alienação da identidade católica.

O incrível é que isto ocorra à socapa e onde foi estabelecida a Sé de Pedro e a Cátedra da Verdade como Luz para as Nações (exorcismo de Leão XIII em defesa da Igreja expugnada).

Estaríamos aí diante do quadro de um declino religioso que invoca «o fim do tempo da nações» (Lc 21, 24) ao qual correspondente o retorno dos Judeus a Jerusalém? Não são assombrosos estes fatos históricos?

Esta lembrança dirige-se pois às mentes que não desdenham evidências, mesmo veladas, da presença de um desígnio sobrenatural na história de gentes e impérios. Se o Evangelho e a ideia de conversão afundam hoje no brejo ecumenista, pondo fim à civilização cristã e à ideia do homem eterno, não foi dito ser urgente que esta demolição fosse proclamada dos telhados para o testemunho geral, a fim de que as consciências evitem enganos e reconheçam o tempo que vivemos?

De tais obscuros enganos pode-se dizer que Fátima tem sido reflexo.  De fato, o ano da aparição de Fatima – 1917 – marcou uma mutação sem igual na história dos impérios, não só por causa das guerras e revoluções, mas pelo emergir de um poder de sinal bíblico; sinal da virada crucial na vida da humanidade profetizada por Jesus sobre o fim do «tempo das nações» e o destino de Jerusalém e do povo no eixo da História.

A visão desse misterioso poder de Israel na história, realidade não conjugada, mas oposta à Cristandade, é obscurecida.  O católico acreditava numa «inteligência» da vida e da história; na sua filosofia, que inclui a profecia e o milagre da conversão de um império à ordem cristã; acreditava no milagre ordenado à profecia que desvela um desígnio divino para uma Ordem universal. Hoje em que acredita?

Certo é que o Vaticano atual adere à ideia da «nova ordem mundial». O intento deste livro é focalizar os verdadeiros «sinais dos tempos», porque, se o que foi assinalado há dois mil anos assoma no horizonte da História, então as consciências não podem ficar alheias a este sinal que focaliza as alienações obscuras da mesma Ideia cristã.

Qual termo, melhor que este de «alienação», pode relacionar os enigmas cruciais da história do homem, de seu início até hoje; da rejeição da palavra do Pai com a queda original; da Encarnação divina do Filho com a Sua recusa pelo Povo eleito; do que revelou o Espírito nas Escrituras com o outro que as subverte; do Segredo de Fátima com a mutação ecumenista, indiferente e mesmo oposta às conversões?

Para entender essas visões e recusas espirituais que, numa sequência fatal, vão da negação «original» à atual apostasia «ecumenista», porque não usar o termo «alienação», aplicável num sentido universal? Há problema no uso desse termo abusado pelo Marxismo? Vejamos.  O termo «alienação» para Marx, no quadro das relações capitalistas de produção, exprime a depreciação do produto finalizado ao valor do uso humano, em relação ao seu valor de troca. Nisto reconhece uma justa hierarquia de valores: o produto do trabalho e as instituições são para o homem e não este para o lucro. Assim, o valor do uso humano de um produto de seu trabalho, lembra justamente Marx, não deve ser alienado pelo seu valor de mercado, porque este é feito para o homem e não o contrário. Mas para que essa ideia se aplique à vida humana sua lógica deve ir além; o valor do que serve ao homem de corpo e alma, deve preceder o do que usa o homem carnal. Enfim, a integralidade da vida humana deve anteceder, não só o valor monetário, mas material; sem a verdade sobre o fim último da vida humana, a questão é insolúvel; representa a mais completa «alienação» da razão mesma da vida, que vai além do trabalho, do alimento, do corpo material. Logo, o abuso ideológico e semântico do termo – alienação – consiste em tomar a parte pelo todo, o secundário pelo principal, o meio pelo fim. Eis o ponto de encontro de toda revolução: a gnose do progresso ilimitado na terra. Para que? Para a realização do mesmo progresso: a utopia de um paraíso num mundo socialista como fim do homem!  Assim, a ideia de «progresso social» engendrou a «fé» revolucionária marxista que, para obter tal «bem», justificou os piores massacres do mundo, rindo da suposta «alienação» de “criar a divindade perfeita à qual se submeter”, mas submetendo-se à funérea alienação comunista.

Esta «alienação» coberta pela ideia de paz, liberdade e fraternidade, no paraíso terreno que exclui o eterno, custou cem milhões de mortos.  Agora atenção, pois análoga atualização aparece aplicada à fé cristã, com custo para uma infinidade de almas! Tudo seguindo a elaboração religiosa ecumenista do progresso numa «fé mais universal»! Trata-se da fé no homem a dano da fé divina; dos «sinais dos tempos» dos modernistas contrapostos aos sinais da Providência, que resultaram em descristianização e apostasia: alienação universal de marca terminal.

A alienação presente é sinal que se revela à luz de sua íntima analogia com as duas fatais grandes alienações históricas da recusa do Verbo de Deus: a original e a hebraica. No presente, o Vaticano «conciliar» na sua afinidade com o novo poder terreno de Israel e a sua aversão não ocasional à Tradição católica, não revela a terceira grande alienação?

Tal hora tremenda da história não estará ligada às Aparições de Fátima? A primeira, de 13 de Maio, se revelou resposta ao recurso impetrado pelas orações especiais da Igreja invocadas pelo Papa Bento XV, responsável pela confirmação da Fé católica que é essencialmente fé da intervenção divina na terra dos homens. E no evento milagroso que seguiu havia todos os termos de resposta do Céu através da Regina Pacis ao pedido da Igreja em extrema aflição, por meio do Papa.

Todavia, a mensagem divina de ajuda foi estranhamente alienada.  Assim, após aquele período de guerras devastadoras, o clima moral e religioso do mundo tornou-se cada vez mais sórdido devido ao geral declinar da Fé causado, seja pelo materialismo seja pelo americanismo. Imperou a falsa «liberdade de consciência na verdade»; o ardil mais sinuoso contra o dom da liberdade da consciência ordenada à verdade.

No plano dos fatos a tentação moderna a substituir a ordem natural cristã pela nova ordem mundial redundou no descalabro presente.  Na era da comunicação total, circulam notícias de crises e perigos terríveis, mas sobre suas causas e soluções só há confusão. A realidade hodierna é a decadência espiritual numa crise geral e profunda que atinge todos os níveis: da família ao estado, da justiça à política; onde não reinam violência e corrupção há ocultas perversões.

Convive-se com libertinagens, crimes e perfídias. Nunca a autoridade foi tão precisa, nunca tão ausente. Jamais houve controles tão potentes; jamais tanta inconsciência. Não há mais como recorrer a poderes humanos para conter desordens nacionais e chacinas internacionais.  Nunca a ajuda divina foi tão urgente, nunca tão ignorada!

Todavia estava escrito: «Se guardardes a minha Palavra, sereis meus discípulos, conhecereis a verdade e a verdade vos tornará livres» (Jo. 8, 31). A liberdade tem por fim o bem conforme à razão; a liberdade de enganar-se e enganar, «revela que somos livres, como a peste que estamos vivos, mas da liberdade humana real é só uma falha» (S. Tomás).

Para o cristão, a sociedade «liberada» da fonte divina da ordem e da lei, na onda da descristianização, não ficou mais livre, mas enveredou no caos da degradação moral e mental: vive-se hoje na mentira.    Para entender qualquer crise, o católico se volta para a Sede de Roma.

Em 1958 lá morria Pio XII, e no seu lugar havia quem lera o «segredo divino» para prevenir o que ameaçava o mundo. Era João XXIII, chamado o «papa bom», que aceitava em público a origem divina da profecia de Fátima, mas visava um concílio para a fraternidade na terra! Mandou, pois arquivar a profecia de desditas, que aborrecia, sagrando a «era iluminista», que entrevia, para suscitar a «igreja espetáculo».  Passados quarenta anos, o «segredo profético» foi desarquivado. Era a visão da virtual eliminação do papa católico com o seu séquito fiel que deixava a já arruinada Cristandade, «decapitada» de seu guia (p. 4). Confirma tal profecia a visão da atual vida no mundo e na Igreja?

A demolição da Igreja e a desordem e perversão que vigem na terra, no meio de escombros morais e religiosos, é uma evidência, mas pode a grande comunicação entender o que ocorre no mundo chamado católico, se os mesmos clérigos não percebem o que lá foi perpetrado? Não pode. Esse mundo clerical, porém, assim como aquele entretido por essa comunicação, crê na lenda do «papa bom», em paradoxal contraste com a sua adulterada obra religiosa.  Seria a burla de vigários de Cristo que visam nada menos que «bonificar» a Sua religião? Algo como a censura feita a Jesus pelo grande inquisidor de Dostojevskij, para o qual, depois de Sua partida para o céu, só aos grandes sacerdotes compete discernir «sinais dos tempos» para guiar a grei na terra?

O fato é que a visão do papa católico eliminado com o seu séquito fiel configura um grande delito.  Como é que sobre esse atentado que parece sinal virtual da demolição da Igreja, da qual já tanto se falou, só há confusão? Foi-se ao ponto de escrever livros para «provar» que o texto da visão fora forjado.  Se o foi, porém, o que parece inacreditável, então despontariam duas hipóteses que apontam para uma mesma responsabilidade do Vaticano:

1ª- O texto da visão do Segredo, sobre o virtual massacre do papa com o seu séquito, foi falsificado ou mutilado por falsários no Vaticano que substituíram, não só o texto, mas a Irmã Lúcia, que o confirmou. 2ª- O texto publicado em 2000 é verdadeiro e de fato o papa católico, guardião da verdade revelada, foi virtualmente «eliminado».  As duas hipóteses apontam para o mesmo Vaticano: ou lá há falsários, ou lá foi «eliminado» o vigilante que impede as falsidades religiosas, que é o papa católico com seu séquito; só assim a Santa Sé podia ter publicado documentos propostos como visões transmitidas por Maria Santíssima. Daí as acusações de serem falsos (veja SAN, TSF).

De todo modo, estamos diante da visão de um delito; quer tal texto seja forjado, quer seja autêntico; não se escapa! Isto sim é espantoso! No Antigo Testamento lemos do Profeta Daniel que investiga enganos (Dn. 13-14). Mas hoje, este delito – a virtual «eliminação» do Papa – não é investigado, como se os enganos cruciais na fé devam ser evitados.

Vamos falar aqui desse ludíbrio no Vaticano que o Segredo espelha.  Para isto serve dispor o paralelo cronológico entre o evento profético de Fátima e os fatos concernentes aos Pontificados de seu tempo, isto é, de 1917 até 1958, com a morte do “Papa de Fátima”, Pio XII.

Dois tempos não podem deixar de interessar a quem vê em Fátima a profecia trazida pela Mãe de Deus para ajudar seus filhos a superar males espantosos na nossa época. Estes tempos marcam a sua história: – da dificuldade de acolher tal ajuda no tempo de Bento XV, Pio XI e Pio XII; – da tentativa de obscurecê-la, com a censura de João XXIII, das manipulações e da sua adaptação final à pessoa de João Paulo II.

Entre os dois tempos se coloca a visão do Segredo, isto é do evento assinalado como um castigo mais devastador para a Fé da Igreja que as duas guerras mundiais e a revolução comunista. No tempo posterior à morte de Pio XII, castigo dessa dimensão só pode ser a hecatombe do Catolicismo e do Papa, que começou a tornar-se clara em 1960. Visto que o tempo do primeiro fato se concluiu com a morte do Papa Pacelli em 1958, o último dos três papas que não acolheram devidamente a ajuda divina encerrada na profecia de Fátima, como não ver nisso uma das causas da demolição espiritual que seguiu?

Em outras palavras, visto que toda falha tem consequências, podia uma falha a este nível não ter por efeito o eclipse do Papado católico, representado na visão da virtual «eliminação» do Papa católico com todo o seu séquito? Pois todo católico sabe como, a partir da morte de Pio XII, as vozes católicas proféticas, como Fátima, e a Santa Missa foram abafadas (a favor dos desvios religiosos dos profetas de enganos conciliares).

Eis a visão simbólica da 3ª parte do Segredo, representando a «eliminação» dos «profetas de desventuras», que são todos os profetas de Deus, prenunciando desastres e as guerras assoladoras do mundo que recusa a Palavra de Deus.

Não foi isto que ocorreu na realidade com o colapso do Papa do e da Cristandade, mais claro em 1960? Os homens da Igreja alienaram esse Sinal divino dado em Fátima, e a grande alienação das nações cristãs seguiu a galope!

Fonte:https://promariana.wordpress.com/2016/02/15/fatima-e-a-extrema-alienacao-das-nacoes-no-fim-dos-tempos/

 
 
 

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