"...Então verão o Filho do homem voltar sobre as nuvens com grande poder e glória.." (Marcos 13)
 
       
 
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10/11/2017
Milenar basílica submersa reaparece em Niceia
 

Milenar basílica submersa reaparece em Niceia

09/11/2017

Entenda a importância deste fato para os cristãos

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Basílica submersa de Niceia foi cenário do primeiro Concílio da Igreja. Crises, perseguições e heresias tentam afundar a Igreja. Mas Ela permanece contra tudo.

Os fundamentos de uma basílica bizantina de 1.600 anos, que repousam no leito de um lago no noroeste da Turquia, estão sendo analisados por arqueólogos, segundo um artigo já publicado na Aleteia.

“Nós encontramos as ruínas da igreja. É a planta de uma basílica com três naves”, disse Mustafa Şahin, professor de arqueologia da Universidade Bursa Uludağ, ao Hurriyet Daily News, o jornal em inglês mais antigo da Turquia.

Os alicerces da igreja se encontram entre um metro e meio e pouco mais de dois sob a água no lago Iznik, em Bursa, Turquia.

A antiga basílica foi localizada por fotografias aéreas tiradas em 2014 durante um inventário de objetos históricos e culturais, segundo o Hurriyet Daily News.

Sahin calcula que a igreja foi construída no século IV, em homenagem a São Neófito, martirizado no ano 303, durante as perseguições do imperador romano Diocleciano.

São Neófito foi para Niceia, cidade do império romano que ficava na Ásia Menor, no noroeste da atual Turquia, para pregar a fé e increpar duramente o paganismo.

A basílica foi erigida no local onde ele foi martirizado pelos soldados romanos.

Segundo as crônicas, os verdugos enfurecidos suspenderam o santo em uma árvore, chicotearam-no com tiras de boi e rasparam seu corpo com garras de ferro.

Em meio às torturas, o santo perseverava na fé, recusava sacrificar aos ídolos e increpava seus algozes. Nada tendo conseguido, esses o jogaram num forno quente, do qual o santo mártir saiu ileso após passar três dias e três noites dentro dele.

Então, os adoradores de ídolos e superstições decidiram matá-lo. Um deles transpassou seu corpo com uma espada ou lança. O santo mártir partiu para o Céu com dezesseis anos e seu nome está inscrito no Martirológio Romano, com festa em 20 de janeiro.

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Primeiro Concílio de Niceia, (325 d.C.) e São Nicolau de Bari (Mira). Afresco bizantino na Igreja de São Nicolau em Mira (atual Demre, na Turquia)

A Providência, entretanto, preparou um revide, cujo efeito se faz sentir até o nosso III milênio.

O arqueólogo Sahin julga que a basílica pode ter sido construída em consequência do Primeiro Concílio de Niceia, convocado pelo imperador Constantino, o Grande, no século IV.

“Provavelmente, ela foi construída em 325, após a primeira reunião do concílio em İznik (Niceia).

“De qualquer maneira, pensamos que a igreja foi construída no século quarto ou em uma data posterior.

“É interessante, pois temos gravuras da Idade Média que retratam esse assassinato. Nós vemos Neófito sendo morto na costa do lago”, disse Sahin ao Hurriyet News.

Os arqueólogos supõem que a basílica veio abaixo após um terremoto em 740 e nunca foi reconstruída. Antes, portanto, de que a barbárie islâmica arrasasse as cidades cristãs da Ásia Menor.

As ruínas foram sendo engolidas pelo lago ao longo do tempo, devido a mudanças no nível da água.

A descoberta da basílica submersa foi reconhecida pelo Instituto Arqueológico dos Estados Unidos como um dos 10 melhores achados de 2014.

“O sangue dos mártires é semente de cristãos”, escreveu Tertuliano. Por certo, São Neófito, em meio aos indizíveis tormentos que padeceu, não pensava o que seria daquele lugar.

Mas Deus quis que seu glorioso sacrifício fosse honrado com uma basílica. E, mais ainda, que ela comemorasse o primeiro Concílio da Igreja após o fim das perseguições. Um fruto da liberdade conquistada pelo heroísmo de mártires como São Neófito

Hoje, os martírios de cristãos nas mãos de islâmicos talvez ainda mais cruéis que os romanos estão se reproduzindo de modo espantoso nas mesmas terras em que São Neófito viveu e morreu.

Como que do fundo das águas sua figura ressurge – a propósito de uma descoberta arqueológica inesperada – lembrando quão pouco vale a crueldade dos infiéis.

E a glória que aguarda aqueles que dão destemidamente suas vidas por Cristo. Seu exemplo voltou à tona após mais de dezessete séculos. Ele encoraja os católicos a resistirem impávidos diante dos inimigos da fé, prenunciando futuras glorificações da Igreja.

O Concílio I de Niceia (20 de maio a 25 de julho de 325) foi o primeiro Concílio Ecumênico, que significa universal, tornado possível após a Igreja ganhar liberdade por obra do imperador Constantino.

Dele participaram bispos de todas as regiões cristãs, alguns dos quais ainda levavam em seu corpo os sinais das torturas sofridas por sua fidelidade a Cristo nas perseguições recentes.

A Igreja sofria nesses tempos outra perturbação pior. Ario, sacerdote herético, negava a verdadeira divindade de Jesus Cristo e justificava a imoralidade sexual. E, embora excomungado, tinha cúmplices e amigos entre os 300 bispos.

Um deles, Eusébio bispo de Nicomédia, defendeu a doutrina de Ario, segundo a qual Jesus Cristo foi somente criatura, ainda que excelsa e eminente, e que não era de natureza divina.

A imensa maioria dos participantes percebeu que era uma traição à fé dos Apóstolos. O Concílio aprovou então um Credo sintético que ensinava a doutrina genuína da fé, trazendo clareza e afastando a confusão introduzida pela heresia.

Ario e os heréticos não deram o braço a torcer. Mas Santo Atanásio, bispo de Alexandria, defendeu a fé de Niceia com grande altura intelectual e um heroísmo que o levaram a enfrentar o imperador e ser exilado.

 Fonte: https://pt.aleteia.org/2017/11/09/milenar-basilica-submersa-reaparece-em-niceia/

 
 
 

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