"...Então verão o Filho do homem voltar sobre as nuvens com grande poder e glória.." (Marcos 13)
 
       
 
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10/11/2017
"Não existe qualquer texto da Tradição que sustente a Comunhão na mão”
 

"Não existe qualquer texto da Tradição que sustente a Comunhão na mão”

Monsenhor Nicola Bux foi entrevistado por Bruno Volpe, do Pontifex. O perito em liturgia desenvolveu o tema da Comunhão na mão, do ponto de vista histórico e das implicações na devoção dos fiéis.

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Monsenhor Bux, qual é a maneira mais correta de comungar?

Mons. Bux: Diria que são duas. Há a posição de pé, recebendo a partícula na boca, ou de joelhos. Não vejo uma terceira via.

Falemos da posição vertical…

Mons. Bux: Está bem, não tenho nada contra ela. O importante é que o fiel esteja intimamente consciente do que vai receber, isto é, que não se aproxime da Comunhão com uma despreocupação que demonstra imaturidade e absoluta distância de Deus.

Comunhão de pé… mas o que é melhor?

Mons. Bux: Veja, até a Comunhão de pé, se feita com devoção, compunção e sentido do sagrado, não está mal. Seria belo e conveniente, sem dúvida, que a Comunhão (inclusive quando de pé) fosse precedida por um sinal formal de reverência, ou seja, a cabeça coberta para as mulheres, o sinal da cruz ou uma inclinação de amor.

Mas, por que é que tantas vezes as pessoas se aproximam da Comunhão como se fosse um buffet?

Mons. Bux: Gosto dessa expressão e em parte é também correta. Muitos levantam-se mecanicamente e não sabem, e nem sequer imaginam, o que recebem. Pensa-se que a participação na Missa inclui automaticamente a Comunhão, mas apenas se devem aproximar aqueles que estão realmente na graça de Deus.

O Papa Bento XVI administrava a Comunhão de joelhos…

Mons. Bux: Fez muito bem. Considero que o ajoelhar-se para receber a Comunhão ajuda a recolher o espírito e a compreender mais o mistério. Ajoelhar-se diante do Corpo de Cristo é um acto de amor e de humildade agradável a Deus, que nos faz reavaliar este sentido do sagrado actualmente à deriva e perdido, ou, ao menos, diminuído.

Em resumo, a Comunhão de joelhos ajuda o espírito…

Mons. Bux: Certamente, favorece o recolhimento e a espiritualidade. Considero que a posição de joelhos para receber a Comunhão é a que mais responde ao sentido do mistério e do sagrado.

E a comunhão na mão?

Mons. Bux: Lamento, mas não existe nenhum texto da Tradição que a sustente. Nem sequer o "tomai e comei todos": não há nenhuma menção da mão e, se quisermos, os apóstolos eram sacerdotes e tinham o direito à Comunhão na mão. Os orientais não a permitem.

Numa igreja de Roma, a da Caravita, geralmente muito concorrida especialmente pela comunidade católica mexicana, um sacerdote jesuíta faz os fiéis tomarem pessoalmente a partícula e molhá-la no cálice. É correto?

Mons. Bux: Trata-se de um abuso gravíssimo e intolerável, do qual faz bem em me avisar e do qual o bispo deve tomar consciência e conhecimento. Os parágrafos 88 e 94 da Redemptionis Sacramentum afirmam que não é permitido aos fiéis tomar por si mesmos a hóstia ou passar o cálice de mão em mão. Creio que a Comunhão não é válida. Analisarei o problema, mas estamos diante de um abuso inadmissível que deve ser reprimido o quanto antes.

Fonte:http://senzapagare.blogspot.com.br/2017/11/nao-existe-qualquer-texto-da-tradicao.html

 
 
 

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