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29/11/2017
O PAPA DITADOR
 

O PAPA DITADOR

29/11/2017

Tirânico. Este é o único adjetivo que pode definir com clareza o estilo de governo bergogliano ou, melhor, a própria personalidade do pontífice reinante.

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Por FratresInUnum.com

O fato já não é mais reservado aos cochichos eclesiásticos. Aliás, o nosso próprio blog não se cansa de documentar, quase à exaustão, os atos arbitrários que caracterizam este pontificado.

Contudo, acaba de ser lançado em italiano o e-book de Marcantonio Colonna, Il papa dittatore, que recolhe testemunhos de fontes primárias acerca da atitude extremamente autoritária do papa reinante.

A resenha do livro afirma que:

“Jorge Bergoglio foi eleito papa em 2013 como um liberal e um reformador. Na realidade, era já conhecido há tempos em sua terra natal, a Argentina, como um político manipulador e um hábil promotor de si mesmo. Por trás da máscara de homem do povo, Papa Francisco consolidou a sua posição de ditador que governa com o medo e estreitou alianças com os elementos mais corruptos do Vaticano para esconjurar e inverter as reformas que se esperavam dele. Marcantonio Colonna è formado na Universidade de Oxford e possui uma profunda experiência no âmbito da pesquisa história e em outros campos. Mora em Roma desde o início do pontificado de Francisco e o seu livro é fruto de estritos contatos com muitas pessoas que trabalham no Vaticano, entre os quais alguns cardeais e outros personagens principais citados no curso da narração”.

Quando adolescente, Jorge Bergoglio teve uma namorada, Amália. “Se não me casar com você, vou virar padre”, disse-lhe, quando tinham apenas 12 anos, segundo a própria. Os pais da menina se lhe opuseram.

Entrou para a Companhia de Jesus em 1958, emitiu os votos, foi ordenado sacerdote em 1969 e nomeado superior provincial em 1973 (apenas quatro anos depois, o que revela sua grande capacidade política na ordem). Em 1992 é nomeado bispo por João Paulo II, em 1998 se torna arcebispo de Buenos Aires, em 2001 é escolhido cardeal, em 2005 o elegem como Presidente da Conferência Episcopal, cargo que ocupa até 2011. Em março de 2013 é eleito Papa da Igreja Católica.

Acontece, porém, que a história da Companhia de Jesus nos revela um detalhe surpreendente.

O prestígio de que gozava a recém fundada Ordem Jesuíta era tão imenso que, em 1546, apenas seis anos após a fundação da Companhia, o Rei Fernando I pediu que o Padre Le Jay assumisse o bispado de Trieste, que ficara vacante. O mesmo recusou prontamente. A recusa só aumentou a convicção do rei, que, por sua vez, escreveu ao Papa Paulo III, solicitand0-lhe a nomeação episcopal do jesuíta. Padre Le Jay escreveu a Santo Inácio, que apelou a Margaret de Áustria – Arquiduquesa da Áustria, princesa das Astúrias, Duquesa de Saboia e Governadora dos Países Baixos – a qual obteve da Santa Sé o adiamento da nomeação.

Neste ínterim, Santo Inácio escreveu diretamente ao rei Fernando, explicando-lhe que “ao mesmo tempo que vos tributamos humildes ações de graças pelos favores com que nos encheis, ousamos dizer que nos não podeis fazer um maior que o de ajudar-nos a caminhar pela senda de nosso Instituto. As dignidades eclesiásticas estão de tal modo em oposição a ele que, segundo as ideias que tenho, nada é mais capaz de alterá-lo e destruí-lo. (…) É uma verdade comprovada que as ordens religiosas só merecem tal nome enquanto conservam o seu espírito primitivo. E como poderia sustentar-se a Sociedade (de Jesus) caso perdesse o seu?” (Cretineau-Joli, Historia religiosa, política e literária de la Compañía de Jesús, Tomo I, Librería religiosa, Barcelona: 1853, pp. 213-214).

O rei Fernando se deu por vencido, a instâncias de Santo Inácio. Mas este não se deu por satisfeito e resolveu escrever ao próprio Papa:

“Santíssimo Padre, considero as demais ordens religiosas como esquadrões de soldados que permanecem no posto assinalado pela honra, que estreitam suas filas e que fazem frente ao inimigo, conservando sempre a mesma ordem de batalha e a mesma maneira de servir-se de suas armas; nós, porém, somos os que vamos à descoberta, os que nos alarmes e nas surpresas noturnas devem se achar prontos sem cessar a vencer ou morrer. Devemos atacar, defender e, segundo as circunstâncias, andar por todas as partes e ter em todas o inimigo em contínuo alerta” (Cretineau-Joli, op. cit., p. 215).

O Papa prometeu que a Santa Sé nunca obrigaria um jesuíta a aceitar nomeações episcopais e disse que esta era a primeira vez que um pedido como este era feito a um Sumo Pontífice.

Tendo obtido essa graça do Papa, Santo Inácio mandou que todos os jesuítas cantassem um Te Deum em ação de graças (cf. Daurignac, History od the Society of Jesus, p. 60).

Por fim, Santo Inácio estabeleceu, nas próprias Constituições da Companhia de Jesus, que nenhum jesuíta aceitasse jamais cargos e dignidades eclesiásticas, e que denunciasse os confrades que o desejassem, nem consentissem em sua eleição para qualquer um desses cargos, a não ser que fossem forçados por estrita obediência e sob pena de pecado (Cf. Inácio de Loyola, S., Constituciones de la Compañía de Jesús, 10:817).

Ora, como Santo Inácio deixou claro em sua carta a Paulo III, a recusa às dignidades eclesiásticas por parte dos jesuítas se devia não a um motivo de humildade, mas à própria estrutura de sua fundação e daqueles que teriam vocação para esta: a Companhia de Jesus estava constituída como um exército à serviço da Igreja, mas a Igreja não tem, em si mesma, a estrutura militar, antes, é uma grande família espiritual, uma família de famílias.

Assim como a sociedade civil não pode ser governada como um exército (São Tomás o deixa claríssimo, distinguindo a prudência de governo e a prudência política da prudência militar. Vide: Suma Teológica, IIa-IIæ, q. 50), a Igreja também não pode ser governada deste modo.

Bergoglio foi preparado para ser o superior dos jesuítas, mas não entendeu que a Igreja não é a Companhia de Jesus.

Por isso, simplesmente não tem a maleabilidade política dos pontífices anteriores: não sabe conviver com o contraditório, não admite chegar a consensos a não ser em torno de suas ideias, recusa a dignidade cardinalícia para os arcebispos que teriam tradicionalmente o costume de recebê-las e as confere para eclesiásticos sem a mínima expressividade… e os exemplos se poderiam multiplicar indefinidamente.

O estilo de governo deste papa está causando uma rachadura na Igreja, exatamente porque produz dois efeitos: para fora (ad extra), Bergoglio assume a máscara de um governante populista, que diz aquilo que o establishment e a mídia querem, deixando a Igreja totalmente exposta às opiniões vagantes; e, para dentro (ad intra), destrói todos os protagonismos e deixa a Igreja inteira numa perplexidade absoluta, em torno dele, obediente, submissa. Não existe mais ninguém na Igreja, nenhuma personalidade. Há apenas o papa!

Francisco precisa renunciar ao pontificado e, isso, para o bem a Igreja. Precisa voltar à sua vida privada. De fato, ele não foi formado para ser papa, mas para ser um general e, como pontífice, não tem condições senão a de ser um tirano: il papa dittatore!

Fonte: https://fratresinunum.com/2017/11/29/editorial-o-papa-ditador/

 
 
 

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