"...Então verão o Filho do homem voltar sobre as nuvens com grande poder e glória.." (Marcos 13)
 
       
 
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05/03/2018
Fé na Igreja – Por que estar com a Igreja?
 

Fé na Igreja – Por que estar com a Igreja?

Um texto mais do que oportuno para o momento e a situação que vivemos – e que dá sinais de que vai perdurar e piorar, até que as coisas sejam restauradas no interior da Igreja, seja pela ação interna de homens santos movidos pela Inspiração divina –, como ocorreu nos tempos de Santo Atanásio, São Basílio e São Gregório –, seja pela Intervenção divina mais radical, como a volta de Nosso Senhor.

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"Edifica a tua casa sobre rocha firme." (Mt 7, 21.24-27)

Por Igor Andrade – Fraternidade São Próspero

NO ÚLTIMO CARNAVAL, participei de um retiro de um grupo da Renovação Carismática Católica – depois de alguns anos sem o mínimo interesse em estar em grupos do tipo. O fato é que minha vinda para a Igreja aconteceu diretamente pelo trabalho da RCC: meus pais se conheceram em um grupo de jovens da Renovação, fui catequizado por um integrante dela, conheci algumas práticas de devoção com eles (como, por exemplo, a comunhão de joelhos), etc.; os carismáticos me iniciaram no Catolicismo.

Porém, algumas coisas fizeram eu me afastar da RCC: os gravíssimos abusos litúrgicos e a soberba enorme das pessoas. Esta segunda se manifesta muito claramente no enaltecimento do sentimentalismo (que pode ser notado em frases como “não sei o que, não sei o que, eu sinto isso no meu coração”, etc.); nos erros doutrinais ensinados por muitos “pregadores”, que não pregam nada além de si mesmos, que não conhecem a própria Igreja, e até mesmo falam abertamente contra os seus ensinamentos, que ensinam práticas não-católicas como o puritanismo, o ecumenismo exagerado que culmina na imitação de diversas práticas de protestantes pão-com-ovo; e no fato de que muita gente que aspira ao conhecimento da Doutrina Católica é impedida por não fazer parte deste ou daquele “ministério”.

Essas e outras coisas me afastaram dos carismáticos, o que foi bom, já que consegui saciar fora a sede que tinha lá dentro. Enfim, sempre que tenho a oportunidade de criticar os vícios dos carismáticos, o faço; mas isso não significa que não seja grato pelo trabalho que fazem trazendo as pessoas à Igreja, não vou cuspir no prado onde comi.

Mas por que, então, insisto nessas críticas? De modo geral, o faço pelo apreço e gratidão que tenho pela RCC ter sido minha porta de entrada para a Igreja. Seus membros são homens de carne e osso – como os leitores e este que vos escreve –, são pecadores e falhos; por suposto que isso não justifica os erros de ninguém, mas pelo menos torna-os compreensíveis, e só a partir disso é possível ajuda-los a trilhar o caminho da Verdadeira Fé.

Saí da Renovação e comecei um longo e árduo caminho por grupos ditos “tradicionalistas”. O que encontrei? O mesmo: homens pecadores que – pasmem – também erram: a mocinha de véu e saia era menos controlada que fogueira de São João; o rapaz de terninho e suspensório era tão soberbo quanto o próprio Diabo; o professor famosinho era como que uma encarnação da vaidade, a quem São Pedro Damião condena pela idolatria das Letras. Saí de um ninho de vaidade e ignorância das coisas da Terra e do Céu para entrar noutro de Vaidade, ciência das coisas da Terra e ignorância das coisas do Céu.

Então comecei a entender a frase do Venerável Fulton Sheen: “você diz que não vem à Igreja porque tem muitos hipócritas aqui; eu lhe digo que venha, porque sempre cabe mais um”.

Da minha experiência com a Teologia da Libertação, apenas conto o fato de que fui obrigado a presenciar a invocação de Ogum, Iemanjá e outras entidades pagãs durante a celebração de uma “missa afro” presidida por um bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo (cujo nome não menciono aqui porque pode ser encontrado na lista dos bispos que estiveram presentes no 14º Inter-eclesial das CEBs, e porque Dom Eduardo ficaria muito chateado em ser mencionado com tanto desprezo num texto escrito por um rapaz com menos da metade de sua idade).

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Enfim, parei de frequentar grupos católicos por esses motivos, todavia, topei com a hierarquia: leigos influentes, monges, frades, padres, cônegos, bispos... vi tanta miséria, tanta coisa digna de um filme sobre a máfia – coisas que não cito aqui para preservar os estômagos dos leitores –, que, durante uma perseguição que sofria, me vi caído de joelhos na basílica Nossa Senhora da Assunção (a igreja do Mosteiro de São Bento, de São Paulo), dizendo a Cristo Senhor Nosso: “Senhor, muitos motivos me foram dados para largar a Sua Igreja, mas eu não consigo”.

“Eu não consigo”, mas por quê? “A dificuldade em explicar 'Por que eu sou Católico' é que há dez mil razões para isso, todas se resumindo a uma única: o catolicismo é verdadeiro”, disse Chesterton. Eis a minha dificuldade em largar a Igreja: a pesar de todos os males internos de que sofre, ela é Corpo Místico de Cristo, ela é verdadeira, guardiã e mestra da Verdade, nela está Cristo vivo e verdadeiro.

O leitor deve estar se perguntando o motivo de eu ter ido a um retiro carismático no carnaval deste ano, sendo que parei de participar de grupos de qualquer espiritualidade determinada. A resposta é: depois de tudo o que tenho vivenciado, consegui compreender a supracitada frase do Venerável Arcebispo Dom Fulton Sheen. Embora Corpo Místico de Cristo, os membros da Igreja são seres humanos, são falhos, e a pesar disso, cada membro não é a Igreja completa. Os meus erros e pecados são MEUS erros e pecados, e não erros e pecados da Igreja. Por isso fui ao tal retiro, e lá tive a oportunidade de catequizar pessoas sedentas de uma água que não é a do Poço de Jacó (Cf. Jo 4, 5-42).

Uma das pessoas com quem tive a oportunidade de conversar é um rapaz que acabara de se afastar da seita dos Testemunhas de Jeová. Em certo ponto de uma das conversas ele me disse o porquê de ter saído da seita: “tem muita panelinha, muita gente ‘cuidando da sua vida’”, “se você vier pra Igreja pelas pessoas”, respondi, “sairá pelo mesmo motivo”. Em seguida expliquei – e repeti diversas vezes aos amigos que fiz lá – que estamos na Igreja porque ela é Corpo Místico de Cristo, porque Ele a edificou, porque Ele está com ela até o fim dos tempos e porque as portas do Inferno NÃO prevalecerão contra ela. Esta é a nossa Fé. Cremos verdadeiramente em Cristo Senhor Nosso e nas verdades que disse e diz por meio da Igreja.

Recentemente, Bernardo Küster “jogou m*#%@ no ventilador” ao denunciar verdadeiros crimes contra a fé, cometidos por religiosos, padres e bispos comunistas e apóstatas. Isso causou um enorme rebuliço: gente contra, gente a favor, gente contra e a favor (apoiam as denúncias mas contrariam o método), etc.. Muitos começaram a questionar a integridade da Igreja por conta desses erros de seus membros.

Irmãos, tenhamos fé nas palavras de Nosso Senhor: as portas do Inferno não prevalecerão.

É esta a mensagem que quis passar com este texto, para que você, católico devoto, não se perturbe com o fato de que há prelados apóstatas; a estes, o Inferno aguarda (porque 'o chão do Inferno é pavimentado com crânios de bispos', como disse São João Crisóstomo).

Para você, prosélito, que acaba de chegar à Igreja e encontra a casa bagunçada, não se assuste, o foco e o centro é Nosso Senhor Jesus Cristo; para você, católico de fachada, devoto exterior, converta-se enquanto é tempo; “Convertei-vos e crede no Evangelho”, porque, no final, os Fiéis se salvarão e os Infiéis queimarão pela eternidade no Inferno.

“Referi-vos estas coisas para que tenhais a paz em Mim. No mundo haveis de ter aflições. Coragem! Eu venci o mundo!” (Jo 16, 33)

Fonte:http://www.ofielcatolico.com.br/2008/03/fe-na-igreja-por-que-estar-com-igreja.html

 
 
 

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