"...Então verão o Filho do homem voltar sobre as nuvens com grande poder e glória.." (Marcos 13)
 
       
 
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27/09/2018
A dialética de Francisco (II). A destruição da Igreja pela divisão.
 

A dialética de Francisco (II). A destruição da Igreja pela divisão.

Apresentamos na semana passada um editorial sobre a “Dialética de Francisco”, mostrando o abismo que existe entre a mente de um homem comum e a de um revolucionário, na qual a contradição forma parte da estrutura mesma de sua psicologia. Nada de coerência, nada de ação linear… A unidade do processo, em si, determina o significado das ações pontuais que, via de regra, se contradizem, garantindo a vitória do movimento.

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Por FratresInUnum.com, 27 de setembro de 2018

Nossa abordagem estaria incompleta sem entendermos que, a esta psicologia nefasta, Hegel introduziu outro elemento que lhe é absolutamente essencial: aquilo que ele chamava de “trabalho do negativo”. Em poucas palavras, o processo, em sua dinâmica de autoafirmação subjetiva, destrói toda a objetividade. Obviamente, essa mesma estrutura lógica foi assumida e desenvolvida por Marx e, sobretudo, pelos filósofos da Escola de Frankfurt, que entendiam ser sua missão não apenas incutir a subjetiva psicologia dialética, mas também destruir toda a ordem objetiva.

Os frakfurtianos inventaram, para isso, duas táticas simples: primeiro, convencer a todos de que toda a sabedoria humana existente não passava de vigarice e trapaça, ou seja, de proceder a uma impiedosa desmoralização intelectual de toda a história do pensamento; para, depois, substituir tudo o que é bom por tudo que há de pior, na estética, na ética e em todos os âmbitos da cultura humana. No fundo, este último passo consistia também numa deformação sociológica: o homem honesto tem de ser considerado uma fraude, e os únicos realmente bons são os bandidos, os depravados etc.

Ora, compreendendo essas coisas fica muito fácil entender o modus procedendi do papa argentino. Não basta pensar de modo dialético e manipular as contradições sobredeterminando-as em vista de um fim, que é o advento do socialismo, do qual a Igreja está sendo feita escrava; é necessário desmontar a estrutura mesma da Igreja em todos os âmbitos, desmoralizando suas doutrinas como vigarices farisaicas e impondo de todos os lados a imoralidade como imperativo moral, anistiando o adultério, a fornicação, o homossexualismo e promovendo ao mais alto escalão da hierarquia eclesiástica os mais escandalosos dentre os efeminados e prevaricadores.

Agora, Francisco acaba de transferir ao Sínodo dos Bispos faculdades do poder papal, permitindo que, após ampla consulta popular, os representantes das conferências episcopais escrevam um documento que será submetido apenas à formal aprovação do Bispo de Roma, sendo considerado ipso facto magistério ordinário do Romano Pontífice. É a substituição da monarquia papal pelo sindicalismo eclesiástico, é a adulteração da Igreja como sempre a conhecemos feita propositalmente para a inserção de uma arquitetura que permitirá simultaneamente eximir o papa de sua responsabilidade, de um lado, deixando-o completamente amarrado, de outro, caso queira cumprir o seu encargo de defensor da fé a despeito de qualquer desvio entre a maioria do episcopado. Com este sistema em vigor, Santo Atanásio ou Santo Agostinho de nada teriam valido, e a Igreja seria hoje ariana ou pelagiana.

Com vistas à aprovação da ordenação sacerdotal dos homens casados na Amazônia (que será apenas o pontapé inicial para todo o resto do mundo), essa estrutura é adequada para preservar o Papa Francisco de críticas e, ao mesmo tempo, fazer avançar a sua agenda revolucionária, pois ele mesmo pode conferir às assembleias sinodais poder deliberativo (Cf. Constituição Episcopalis Communio, art. 18 § 2). A questão transcende, contudo, a ordenação dos viri bropati. É uma verdadeira mudança na arquitetura da Igreja, que permitirá a introdução de todas as mudanças revolucionárias controladas nas últimas décadas, a despeito do papa ou, caso ele as queira promover, sem lhe produzir algum deficit junto à opinião pública. Um golpe de mestre!

Obviamente, Papa Bergoglio é muito consciente do mal-estar que está produzindo por todos os lados. Mas este não é um efeito colateral indesejado, ao contrário, faz parte de todo o seu modo de atuar.

Os pontificados anteriores se notabilizaram por uma espécie de “governo de equilíbrio de forças e coalização”, harmonizando progressistas e conservadores através de uma constelação de centristas insípidos e apáticos. Isto é muito diferente do que fizeram os melhores e mais santos Papas, que não equilibravam forças, mas defendiam a verdade mesmo às custas de toda e qualquer intranquilidade.

Francisco radicaliza e encarna na Igreja o imperativo de Maquiavel, sistematizado por Marx et caterva: dividir para conquistar! Ele está acirrando a divisão na Igreja. Com efeito, segundo o jornal Der Spiegel, ele mesmo teria confessado a um círculo muito íntimo de amigos: “passarei para a história como o papa que dividiu a Igreja Católica”.

De fato, a dialética de Jorge Bergoglio não é apenas psicológica, é uma forma de governo e uma estratégia desconstrutivista. Ele é a versão eclesial do “trabalho do negativo” de Hegel e está muito imbuído dessa consciência.

Quem quiser permanecer fiel terá de ser muito, realmente muito, virtuoso. Caso contrário, sucumbirá ao caos. Como dizia Nosso Senhor: “de todos sereis odiados por causa do meu nome, mas não perecerá um único cabelo da vossa cabeça. É pela perseverança que salvareis as vossas almas” (Luc. XXI,17-19).

Fonte:https://fratresinunum.com/2018/09/27/a-dialetica-de-francisco-ii-a-destruicao-da-igreja-pela-divisao/

 
 
 

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