"...Então verão o Filho do homem voltar sobre as nuvens com grande poder e glória.." (Marcos 13)
 
       
 
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24/11/2018
A PAPOLATRIA COMO APOSTASIA
 

A PAPOLATRIA COMO APOSTASIA

Escutemos o Papa Pio XI, num trecho da sua encíclica "Quas Primas", promulgada em 11 de Dezembro de 1925:

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por Pro Roma Mariana

«E agora, se mandamos que Cristo Rei seja venerado por todos os católicos do mundo, com isso providenciaríamos para as necessidades dos tempos presentes e veicularíamos um remédio poderosíssimo aquela peste que atinge a sociedade humana. A PESTE DA NOSSA IDADE É O ASSIM CHAMADO LAICISMO, COM SEUS ERROS E SEUS ÍMPIOS INCENTIVOS. E vós sabeis, veneráveis irmãos, que esta impiedade não floresceu num só dia, mas desde há muito tempo se ocultava nas entranhas da sociedade. Com efeito, começou-se por negar o Império de Cristo sobre todas as gentes; negou-se à Santa Igreja o direito, que deriva do Direito de Jesus Cristo, de ensinar as gentes, de fazer leis, de governar os povos para conduzi-los à Eterna felicidade.

E aos poucos, a Religião Cristã foi igualada com as outras falsas religiões e rebaixada indecorosamente ao nível destas. Depois, foi submetida ao poder civil, sendo deixada como que ao arbítrio dos príncipes e magistrados. E foi-se ainda mais longe: Houve os que pensaram substituir a Religião de Cristo POR UM CERTO SENTIMENTO RELIGIOSO NATURAL. E não faltaram estados quer opinaram poder prescindir de Deus E PUSERAM A SUA RELIGIÃO NA IRRELIGIÃO E NO DESPREZO DO PRÓPRIO DEUS. Os péssimos frutos que este afastamento de Cristo por parte dos indivíduos e das nações produziu tão frequentemente e por tanto tempo, nós o lamentámos na encíclica "Ubi Arcano" e ainda hoje lamentamos: As sementes de discórdia espalhadas por todo o lugar; atiçados aqueles ódios e aquelas rivalidades entre os povos, que tanto atraso ainda interpõem ao restabelecimento da Paz; a intemperança das paixões, QUE TÃO FREQUENTEMENTE SE ESCONDEM SOB AS APARÊNCIAS DO BEM PÚBLICO E DO AMOR PÁTRIO; as discórdias civis que derivaram disso, junto com aquele cego e desmedido egoísmo, tão largamente difundido, o qual, tendendo sòmente ao bem privado e ao próprio cómodo, É TUDO CONSEQUÊNCIA DO LAICISMO; a paz doméstica, profundamente perturbada pelo esquecimento e descuido dos deveres familiares, infrigidas a união e a estabilidade das famílias, e finalmentre, a própria sociedade sacudida e levada à ruína.

Sustentamos, contudo, a boa esperança de que a Festa anual de Cristo Rei, que se celebrará em seguida, impulsione felizmente a sociedade, como está no desejo de todos, a voltar para o nosso Salvador amantíssimo. Acelerar e apressar esta volta, com a acção e a obra deles, seria dever dos católicos, dos quais na verdade, muitos parecem não ter na convivência civil, nem aquele lugar, nem aquela autoridade, que convêm aqueles que levam diante de si A CHAMA DA VERDADE. Esse estado de coisas, talvez deva ser atribuído à apatia e timidez dos bons, os quais se abstêm da luta ou resistem fracamente. Disso os inimigos da Santa Igreja tiram maior temeridade e audácia. Mas se os fiéis entendem que devem militar com coragem e sempre sob as insígnias de Cristo Rei, se esforçarão, com ardor apostólico, por reconduzir a Deus os rebeldes e os ignorantes, e por manterem inviolados os direitos do próprio Deus.

E para condenar e remediar a estas públicas defecções, que o laicismo gerou com tanto dano para a sociedade, não parece que deve ajudar grandemente a celebração anual da Festa de Cristo Rei entre todas as gentes? NA VERDADE, QUANTO MAIS SE PASSA COM SILÊNCIO INDIGNO O NOME SUAVÍSSIMO DO NOSSO REDENTOR, NAS REUNIÕES INTERNACIONAIS E NOS PARLAMENTOS, TANTO MAIS ALTO SE DEVE AFIRMAR E COM MAIOR PUBLICIDADE GRITAR OS DIREITOS DA SUA DIGNIDADE REAL E DO SEU PODER.»

Quando consideramos os excessivamente graves males do nosso tempo, jamais devemos esquecer o magistério dos Papas, sobretudo nos últimos duzentos anos. Mas será que anteriormente à época moderna o mundo era melhor? De modo nenhum, todavia o mal manifestava-se de modo diferente: Não havia uma vontade perfeitamente institucionalizada de destruir a Santa Madre Igreja. As monarquias absolutas, por exemplo, medularmente imorais, mantinham o poder da Santa Igreja, conquanto assim procedessem, não por motivos religiosos, mas estritamente por motivos políticos. As dragonadas de Luís XIV, para conversão dos protestantes, constituíam uma manobra puramente política de um rei ateu, que asinàriamente se autodeificava. A revolução de 1789, com todos os seus crimes, cometidos em nome dos direitos do homem, constituiu um castigo de Deus a essas mesmas monarquias absolutas, com suas côrtes depravadas. Exactamente por isso, o Papa Pio XI, ao instituir a Festa de Cristo Rei, não a dirigia apenas contra o laicismo moderno, mas contra todos os poderes da História que se revoltaram contra Nosso Senhor Jesus Cristo. E nós verificamos, pela História Civil e pela História Eclesiástica, que essa revolta é constante, ainda que sob formas diversas.

A PAPOLATRIA ANTI-SEDEVACANTISTA CONSTITUI UMA ESPÉCIE DE REVOLTA CONTRA CRISTO E CONTRA A SUA IGREJA, LOGO É FORMALMENTE UMA APOSTASIA.

Porquê? Exactamente porque coloca a "fé", não na objectividade da Revelação Sobrenatural, MAS NOS CAPRICHOS DE UM CANALHA QUALQUER QUE, A MANDO DA MAÇONARIA, USURPOU O TRONO DE PEDRO. A papolatria inverte totalmente o sentido eminentemente objectivo da Verdade, que deixa de ser transcendente, para se incarnar numa qualquer imanência subversiva e maçónica.

Tudo isto decorre necessàriamente do laicismo utilitarista demoliberal, que nos últimos séculos foi corroendo as mentalidades demolindo-lhes qualquer referência Absoluta, Eterna e Imutável, que constitua o único fundamento de toda a Autoridade bem como de toda a Obediência.

A PAPOLATRIA, ALÉM DA APOSTASIA, COMETE UM CRIME MONSTRUOSO CONTRA A INTELIGÊNCIA, ENCORAJANDO O IRRACIONALISMO E FINALMENTE - A ANARQUIA. Porque então só será verdade e bem aquilo que o bonzo do Vaticano, nos seus humores quotidianos, resolver expelir. De nada serve jurarem que conservam a integridade da Doutrina Católica, porque dogmatizando a autoridade legítima dos usurpadores, concomitantemente, SUBLIMINALMENTE, proclamam que a sua obra de aniquilação das realidades mais Sagradas- É IGUALMENTE LEGÍTIMA!

Escutemos São Paulo: "Estou admirado de que tão depressa passeis d'Aquele que vos chamou à Graça de Cristo para outro Evangelho. Na verdade, não há outro Evangelho; há apenas os que semeiam a confusão entre vós e pretendem subverter o Evangelho de Cristo. MAS AINDA QUE ALGUÉM, NÓS MESMOS, OU UM ANJO DO CÉU,VOS ANUNCIE OUTRO EVANGELHO, ALÉM DAQUELE QUE VOS TENHO ANUNCIADO - ESSE SEJA ANÁTEMA.(...) Porventura procuro eu agora conciliar o favor dos homens, ou o de Deus? OU PROCURO AGRADAR AOS HOMENS? SE PROCURASSE AGRADAR AOS HOMENS NÃO SERIA SERVO DE CRISTO (Gal 1, 6-10)."

Aquele que proclamar, materialmente, toda a Doutrina Católica (Dogma, Moral e sã Filosofia), mas no final admitir, sem reservas, o princípio da liberdade religiosa, NEGA DE IMEDIATO, FORMALMENTE, SUBLIMINALMENTE, TUDO O QUE ACABOU DE PROCLAMAR.

Anàlogamente, se alguém proclamar, também materialmente, toda a Doutrina Católica (Dogma, Moral e sã Filosofia), mas no final admitir, sem reservas, que aqueles que, premeditadamente, assassinam essa mesma Doutrina, possuem, legìtimamente, verdadeira autoridade, então NEGA DE IMEDIATO, FORMALMENTE, SUBLIMINALMENTE, TUDO O QUE ACABOU DE PROCLAMAR.

É que existe perfeitíssima analogia entre aqueles que há cinquenta anos usavam a forma do princípio da liberdade religiosa para aniquilar toda a Doutrina materialmente proclamada; e estes anti-sedevacantistas, que garantem a legítima autoridade para destruir quase dois milénios de Verdade e de Santidade. Nestes casos, É A FORMA QUE DISSOLVE O CONTEÚDO,O QUAL CONTRADIZ A PRIMEIRA. ASSIM SE USA A RELIGIÃO PARA DESTRUIR A RELIGIÃO.

Ressalvam-se certos casos de ignorância extrema. Muito embora a posse das virtudes Teologais e Morais e da Graça Santificante de alguma maneira crie um instinto Sobrenatural que repele violentamente tudo o que não é católico.
A verdade exclui necessáriamente tudo o que se lhe opõe. Por vezes, os mundanos dizem-nos: "Vocês terão toda a liberdade de ter a vossa Religião na medida em que concedam igual liberdade a todas as outras religiões". Esquecem, lamentávelmente, que a Verdade objectiva é universalmente, incondicionalmente, obrigatória, E QUE, CONSEQUENTEMENTE, AQUELES QUE CONCEDEM TAL LIBERDADE, "IPSO FACTO", ACABAM POR VERIFICAR QUE JÁ NÃO VALE A PENA, PORQUE SE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO JÁ NÃO É IMPORTANTE PARA REINAR TEMPORALMENTE - ENTÃO NÃO É IMPORTANTE PARA MAIS NADA! RESIDE AQUI A MAIS IMPORTANTE CAUSA PARA A EPIDEMIA DE SODOMIA, PEDERASTIA E PEDOFILIA QUE AVASSALA A FACE HUMANA USURPADA DO CORPO MÍSTICO.

A Revelação Sobrenatural, pela sua transcendência totalizante, só pode ser aceite e adorada como um todo, ou rejeitada também globalmente. Porque todos os seus elementos se exigem com necessidade absoluta, também transcendental, e não podem ser suprimidos, nem diminuídos, sem a ruína aniquilante do todo.

A papolatria resume bem todas as misérias, TODA A ALIENAÇÃO, da humana condição, ferida mortalmente pelo pecado original e pelos pecados actuais. Autêntica esquizofrenia intelectual e religiosa, concentra em si um mal essencialmente pior do que todas as heresias e revoluções do passado, exactamente enquanto atinge letalmente a esfera racional e o Direito Natural.

Assinale-se que, por vezes, certas pessoas argumentam que sendo a contradição intelectual um nada, e o nada não podendo ser, então os argumentos da papolatria, enquanto são, também não seriam contraditórios. Acontece, porém, que há vários níveis e cambiantes de análise ontognoseológica, que não sendo abarcados pela mesma esfera de pensamento, podem, contudo, coexistir. É certo que a asserção: "O papa é um apóstata, mas é verdadeiro Papa", é formalmente contraditória. Mas reparai: Os papolátras não afirmam nunca que "o papa é um apóstata", mas sim que "o papa profere erros"; consequentemente, AO NÃO CONSIDERAREM OS FALSOS PAPAS COMO APÓSTATAS, DEMONSTRAM OS PAPOLÁTRAS SEREM ELES PRÓPRIOS APÓSTATAS, salvo certos casos de ignorância crassa, como já afirmámos.

Efectivamente, um verdadeiro papa, no seu magistério universal e ordinário, pode não ser claro, como sucedeu com Pio XII, na encíclica "Humani Generis", a propósito da origem do corpo do homem; e também pode, no seu magistério autêntico, proferir certos erros materiais no Dogma, na Moral e na sã Filosofia, por distracção, displicência ou inconsideração, sem haver, em ambos os casos, qualquer subversão dos seus deveres funcionais.

Mas não esqueçamos - E ISTO É FUNDAMENTAL- que o que os papólatras pretendem é DESTRUIR INTEGRALMENTE OS RESTOS DA RESISTÊNCIA CATÓLICA, REPRESENTADA, EFICAZMENTE, PELOS MOVIMENTOS SEDEVACANTISTAS. OS PAPOLÁTRAS SÃO ALIADOS FIÉIS DA MAÇONARIA NESSA IGNOMINIOSA TAREFA. Socorrendo-se do processo contraditório, mediante o qual, A FORMA DISSOLVE SUBLIMINALMENTE O CONTEÚDO, alinham a sua estratégia numa tradição diabólica que remonta, pelo menos, até aos enciclopedistas do século XVIII; por exemplo: O artigo desta dita enciclopédia acerca do Santo Sacrifício da Missa é, MATERIALMENTE, perfeitamente ortodoxo; todavia uma nota de pé de página remete o leitor para o artigo sobre os cultos papuas.

A condição humana, na sua extrema miséria, jamais se altera, o que se vai modificando são os ENQUADRAMENTOS CULTURAIS QUE A ENCARNAM.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 23 de Novembro de 2018

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Fonte:https://promariana.wordpress.com/2018/11/23/a-papolatria-como-apostasia/

 
 
 

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