"...Então verão o Filho do homem voltar sobre as nuvens com grande poder e glória.." (Marcos 13)
 
       
 
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01/07/2019
Brandmüller, o sínodo amazônico e o destino da Igreja.
 

Brandmüller, o sínodo amazônico e o destino da Igreja.

29 de junho de 2019

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Por Aldo Maria Valli, Duc in Altum, | Tradução: Hélio Dias Viana, FratresInUnum.com

Queridos amigos do Duc in altum, voltemos a focalizar o próximo sínodo da Amazônia. Após ter publicado há alguns dias o discurso do professor Roberto de Mattei, tenho hoje o prazer de lhe oferecer uma carta que me foi enviada pelo professor José Antonio Ureta. Trata-se da acusação que o cardeal Walter Brandmüller fez ao documento preparatório da assembleia, cujo texto, segundo o cardeal alemão, “contradiz o ensinamento vinculante da Igreja em pontos decisivos e, portanto, deve ser qualificado como herético”. Não só isso. Uma vez que o documento questiona o próprio fato da revelação divina, na opinião de Brandmüller “também se deve falar, além disso, de apostasia”. O Instrumentum laboris, conclui o cardeal, “constitui um ataque aos fundamentos da fé, de uma maneira que não foi considerada possível até agora. E, portanto, deve ser rejeitado com a máxima firmeza”.

Comparado a todas as outras críticas ao sínodo e ao Instrumentum laboris, Ureta argumenta, o ataque do cardeal Brandmüller pode ser comparado a um golpe desferido pela Grande Berta, o supercanhão alemão usado na Primeira Guerra Mundial. Mas como responderão, se responderem, os paladinos do ecoindigenismo, que gozam de tantos créditos em Santa Marta e nos seus arredores?

Do professor Ureta, estudioso e conferencista chileno, lembremos o livro A “mudança de paradigma” do Papa Francisco. Continuidade ou ruptura na missão da Igreja? (Instituto Plinio Corrêa de Oliveira), análise inconformista dos primeiros cinco anos do pontificado de Bergoglio. (A.M.V.)

* * *

A Grande Berta do cardeal Brandmüller

Caro Dr. Valli, como o seu blog está se ocupando amplamente do sínodo sobre a Amazônia, gostaria de lhe transmitir algumas observações pessoais sobre a recente tomada de posição do cardeal Walter Brandmüller relativa ao Instrumentum laboris. Espero que elas lhe interessem e aos seus leitores.

Em um ato digno de El Cid Campeador, o cardeal Walter Brandmüller desceu à arena lançando um desafio aos organizadores do sínodo sobre a Amazônia e, indiretamente, ao Papa Francisco: acusou o Instrumentum laboris nada menos que de heresia e de apostasia.

Como nos espetáculos do passado, um grande estrépito se elevou nas galerias, e os rostos agora se voltam com olhares interrogativos para o palco, onde estão localizadas as autoridades que presidem a celebração: chamarão elas alguns heróis do alinhamento místico-eco-indígena para calçar a luva e defender a ortodoxia de suas intenções e do documento de trabalho anatematizado? Darão uma gargalhada, convidando-os a continuar a festa como se nada tivesse acontecido? Enviarão a guarda pretoriana para prender o audacioso que perturbou o programa?

Ninguém sabe. Mas uma coisa é certa: o debate subiu a outro patamar.

Em relação ao primeiro documento preparatório e às declarações feitas à imprensa por este ou aquele prelado ou representante da rede Panamazônica (uma verdadeira Wehrmacht de agitação social e racial que opera na região), apareciam alguns artigos de maior ou menor importância para alertar a opinião pública sobre a ofensiva em curso. Até mesmo um site especializado no monitoramento do trabalho preparatório do sínodo (panamazonsynodwatch.org) acolheu aqueles artigos que pareciam mais interessantes em vários campos: inculturação, ambientalismo, teologia indiana, tribalismo indígena, e assim por diante. Mas tudo isso foi uma contraofensiva de infantaria com a ajuda de alguns morteiros.

Os bombardeios bem calibrados da Grande Berta do cardeal alemão, pelo contrário, abriram não uma, mas diversas e grandes brechas no muro da próxima Assembleia especial do sínodo dos bispos. Ei-las:

– Os participantes do Sínodo são convidados a tratar principalmente de questões temporais que têm uma relação apenas marginal com a Revelação e a missão da Igreja: desmatamento, impacto climático, extração mineral e biodiversidade. Isso não é senão uma forma inaceitável de “mundanismo” e “clericalismo”.

– Os participantes do Sínodo são convidados a louvar as religiões fetichistas e rituais de cura e a apresentar os índios que os praticam como modelo de relação com o cosmos e com Deus Pai-Mãe.

– Os participantes do sínodo são convidados a considerar a floresta amazônica como uma manifestação divina e a cantar o hino de adoração à natureza que entusiasmou os jovens nacional-socialistas, deixando-os embriagados com a perspectiva de renunciar à sua individualidade para se fundir no tudo (“pan”…teísmo).

– Os participantes do sínodo são convidados a alterar a estrutura hierárquica da Igreja e a canonizar a abolição do celibato e a introdução do sacerdócio feminino, começando pelas diaconisas.

Em uma palavra, os participantes do sínodo são convidados a transformar o Corpo Místico de Cristo em uma vulgar ONG laica e ecocomunista.

Como na parábola do Evangelho de Lucas, mas em sentido inverso, o cardeal Brandmüller, fiel administrador, se apresenta respeitosamente diante de seu rico patrão e o acusa: “Administrastes mal o depósito que vos foi confiado. Redde rationem villicationis tuæ” (cf. Lucas 16.2).

O cardeal não apresenta um dubium. Ele faz duas declarações de potência atômica: “O Instrumentum laboris contradiz o ensinamento vinculante da Igreja em pontos decisivos e, portanto, deve ser qualificado como herético. Dado que o próprio fato da revelação divina é aqui posto em discussão ou mal entendido, deve-se também falar, além disso, da apostasia”.

O Vaticano do Papa Francisco (ou algumas de suas forças auxiliares) possui algum guarda-chuva atômico para salvar o próximo sínodo?

Se nos próximos dias nenhum paladino se apresentar para calçar a luva do desafio, a Assembleia especial sobre a região pan-amazônica deverá iniciar-se com um atestado de óbito: a data da morte será no dia 27 de junho e levará a assinatura do cardeal Walter Brandmüller.

José Antonio Ureta

Fonte:https://fratresinunum.com/2019/07/01/brandmuller-o-sinodo-amazonico-e-o-destino-da-igreja/

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OBS > Naturalmente que tem razão plena o Cardeal Walter Bradmüller, e responderão diante de Deus, não somente os traiçoeiros organizadores deste desnecessário sínodo Amazônico, como também os que o apoiam, e os se calam muito comodamente sentados em sua evasiva zona de conforto; falo dos príncipes e clérigos da Igreja Católica, que ainda, pelo menos, se dizem católicos, porque quem apoia tais descalabros já está em outra crença. Por que são traiçoeiros os organizadores do sínodo? Porque o objetivo dele é criar um novo “cavalo de Tróia”, por introduzir as “conquistas” de uma insignificante minoria indígena – que, aliás, nem está aí para o sínodo – e depois aplicar isso no resto do mundo.

Eles sabem que isso funciona entre os bilhões de católicos relapsos, e já fizeram isso com o concílio vaticano II, e depois com a “Missa Nova”, que foi aprovada apenas como experimento para duas dioceses, mas se alastrou como um rastilho de pólvora fumegante pelo mundo inteiro. O que eles desejam é efetivar o velho sonho do cardeal Hummes de casar certos homens casados, escolhidos (? Por eles?) para a celebração da Eucaristia e algumas outras funções essenciais. Também no corolário da proposta do documento preparatório se pode vislumbrar a discussão sobre a ordenação de diaconisas e de sacerdotisas. Isso sem deixar de mencionar esta idolatria ecológica e este comunismo disfarçado de religião.

Perceba o leitor uma coisa, e aqui lembro uma denúncia grave, coisa que vem desde séculos passados. Os inimigos de Deus, quando ao comando de Lúcifer decidiram empreender um ataque final contra a Igreja de Cristo, buscavam essencialmente quatro coisas básicas:

1 – Criar um concílio, mediante o qual pudessem mudar e destruir a Doutrina da Igreja!

       Eles já conseguiram isso, com o Vaticano II, que um século antes já fora denunciado por São João Bosco, que viria para destruir a Igreja.

2 – Escolher um papa que viesse a aplicar esta doutrina criando uma nova igreja.

      Eles já o têm agora com este Gog, que disse claramente que veio aplicar aquilo que, nas entrelinhas, o Vaticano II decidiu e que sem dúvida visa destruir a Santa Igreja.

3 – Formar uma geração de padres hereges e apóstatas, que viessem a aceitar e serem coniventes com a destruição posta em curso pela falsa igreja, a título de uma reforma.

      Isso eles já o conseguiram com esta geração de pastores “cães mudos” denunciados com tanta precisão pelo profeta Isaías, os padres relapsos, cegos, surdos, mudos, e apóstatas de hoje, salvo tão raríssimas exceções como o caso deste valente cardeal. Onde os outros, pois entre Cardeais e Bispos são mais de cinco mil? E padres mais de 400 mil? Quem mais tem coragem de ir para a arena dos leões?

4 – Fazer com que estes clérigos relapsos, de todos os níveis hierárquicos, formassem uma geração de católicos cegos, dignos do anticristo, que está por trás de tudo isso.

       Não é preciso pesquisar muito para perceber que eles conseguiram TUDO ISSO. E aqui mesmo em minha localidade se pode ver isso: as Missas dominicais de hoje, quanto muito somam 20% da nossa população dita católica de antes do vaticano II. De mais de 4 mil católicos, nem 100 deles se confessaram pela Páscoa, mas com absoluta certeza todos comungaram na Semana Santa. São dilúvios os sacrilégios, são avalanches os pecados, tudo sob a direção de um clero inoperante, que se funda atrás desta peta do diabo “deus quer qualidade e não quantidade”, quando Jesus quer todos, pois morreu para que TODOS pudessem se salvar.

Pois bem, fiquemos com os clérigos! Quando este Gog foi “eleito”, e começou as “reformas” da Igreja, eu escrevi dizendo muito claramente que “nenhuma reforma da Igreja terá sucesso se ela não começar pela reforma do clero”. Isso porque nunca haverá um rebanho fiel a Cristo, enquanto padres hereges, deformados em seu sacerdócio, preparados para dar curso a esta tremenda apostasia final, conduzirem seu rebanho pela doutrina do anticristo. Se você não consertar os pilares da Igreja – o seu sacerdócio, que deve ser unicamente santo - terá sempre um alicerce carcomido e um edifício em vias de desabar. E claro, o fato de ter no pináculo desta nova igreja deles, um comandante do reles quilate do que visivelmente hoje se apresenta, isso nada mais é que o fruto desta mal formada geração de padres cegos, todos eles seguindo ao cabresto desta atual papolatria franciscana.

Assim, se conseguirem introduzir na igreja – a falsa igreja, porque a Santa Igreja, que eles enclausuraram dentro daquela – a ordenação de homens casados, eles estarão criando um precedente irrefutável para, depois então e com todas as honras, permitam que se possam casar os padres atuais – verdadeiro orgasmo de muitos deles, quem sabe da maioria – porque seria uma “discriminação”, já que se uns podem casar, por que outros não? Entendeu a mecânica solerte de todo este processo? Basta um tempinho e eles chegam lá!

O mesmo se dá em relação às mulheres! Todos nós sabemos que uma das grandes alucinações do diabo sempre foi conduzir as mulheres ao presbitério. Mil esforços ele já empreendeu neste sentido, e ultimamente, sob o reinado aparente – não verdadeiro – do atual Bispo de Roma isso tem prosperado em surdina. Por um solerte malefício, próprio da ação asquerosa dos demônios, ele nunca propõe abertamente aquilo que sabe muito bem que acabará por destruir a Igreja, mas esconde-se por trás de sínodos, como o das famílias, dos jovens, e agora dos indígenas da Amazônia. Então, proposto o mal pelos sinodais, ele apenas o “aceita” e se apresenta como humilde e santo e o mundo o idolatra. Satânico isso! Até mesmo o tal “colegiado” dele é uma farsa, porque os nove não mandam nada, nem se fala deles, tirano é ele que manda e desmanda sozinho. E ai de quem discordar!

Ora, se Jesus quisesse as mulheres no presbitério – sacerdotisas – teria ordenado a Sua excelsa Mãe como a primeira, e todas aquelas santas mulheres que o acompanhavam. Mas a Sabedoria divina previu muito bem o que teria acontecido através dos séculos, pois seria como o que se deu já com todas as civilizações antigas que adotaram sacerdotisas: foram destruídas, porque do culto à beleza feminina, até a idolatria e a adoração é apenas questão de tempo. Basta ver o que aconteceu com certas rainhas, nem precisam ser ministras ordenadas. E ademais, em nenhuma passagem da Bíblia está estabelecido o comando das mulheres sobre a comunidade, menos ainda sobre a Igreja.

Não se trata de uma discriminação feita contra as mulheres, mas de uma disposição divina, de uma ORDEM celeste, que não pode jamais ser descumprida. Cada um, homem ou mulher, na sua função dentro do projeto divino, e para o bem dos Seus filhos. Para a grande Santa Brígida Jesus revelou que o papa que ousasse quebrar o celibato sacerdotal penaria eternamente no mais profundo dos abismos, imagine se ele aceitar ordenar mulheres. Ó sim, se pode ver aí na internet que na Colômbia um alucinado bispo já ordenou duas diaconisas, isso antes mesmo de o sínodo tratar disso, sinal de que tudo toma um rumo infrene de destruição, que sem dúvida se tornará incontrolável.

Isso até que Deus aponte seu dedo para a terra! E acontecerá! Toquem o sínodo amazônico, e Deus mandará os anjos troarem as trombetas do Apocalipse! Eu já as escuto e devo em breve estar escrevendo ao meu bispo!

(Aarão)

Fonte: http://recadosdoaarao.com.br/?cat=34&id=7119

 

 
 
 

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