"...Então verão o Filho do homem voltar sobre as nuvens com grande poder e glória.." (Marcos 13)
 
       
 
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13/08/2019
PAOLA BONZI ESTÁ MORTA, UMA GRANDE MULHER QUE SALVOU 22 MIL CRIANÇAS E MAMÃES. NO ENTANTO A MÍDIA “HUMANITÁRIA” E BERGOGLIO EXALTAM BONINO...
 

PAOLA BONZI ESTÁ MORTA, UMA GRANDE MULHER QUE SALVOU 22 MIL CRIANÇAS E MAMÃES. NO ENTANTO A MÍDIA “HUMANITÁRIA” E BERGOGLIO EXALTAM BONINO...   

11 ago 2019 - 05:50 PDT

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A mídia que comemorou, com centenas de artigos, Carola Rackete como grande filantropa e meritória da humanidade, chegando mesmo a propor o Prêmio Nobel, nem notou o repentino desaparecimento, nessas horas, de Paola Bonzi. Principalmente eles nem sabem quem ela era.

É óbvio, porque esta mulher humilde e cordial, que perdera a visão aos vinte anos de idade, em 35 anos salvou milhares de vidas humanas, de crianças não nascidas (e de suas mães), e não fez as mesmas batalhas políticas que os mestres do vapor gostam de fazer.

Paola Bonzi deu toda a sua vida aos mais esquecidos. Incansavelmente, de 1984 até ontem, ela ajudou 22.702 mães em dificuldade, prestes a fazer um aborto (ou tentativa de aborto), superar problemas e dar à luz seus bebês. Assim, graças à ajuda de seu Centro de Apoio à Vida na Clínica Mangiagalli, em Milão, nasceram 22.702 crianças, algumas delas hoje com trinta e poucos anos.

Ela havia feito do CAV uma casa onde ela poderia acolher com carinho tantas meninas sozinhas e indecisas, pelas mais diversas razões, seja para fazer a gravidez ir adiante. Lá elas encontraram o abraço de uma mãe, ouvindo histórias (às vezes "emocionantes"), sua compreensão, seu afeto e sua ajuda incansável que ofereciam hospitalidade e apoio humano e econômico. Foi o suficiente para milhares de mulheres decidirem dar à luz as crianças que tinham no ventre.

Ela desejava com todo o seu coração "poder trazer de volta um sorriso para as mães" e dar ao mundo o sorriso de tantas crianças. Para ela, que não tinha visão esta era a luz.

"Sabe" me explicava: "Eu nunca conheci uma mãe que se arrependesse de não ter feito um aborto". Milão notou-a e a imensidão do seu trabalho silencioso há alguns anos, atribuindo-lhe em 2013 o Ambrogino d'Oro, que é o mais prestigiado mérito cívico em Milão. Mas o resto da Itália sabe muito pouco sobre isso.

No entanto, ela era uma grande mulher de que todo o país deveria se orgulhar. Em 2015, enquanto havia quem propusesse Gino Strada ou o nome de uma mulher - como a habitual Emma Bonino - para a eleição do novo Presidente da República, nessas colunas, proponho provocativamente o próprio nome de Paola Bonzi. Mas é claro que eu sabia que ela era "apenas" uma santa e era indigesta para o sistema de mídia e o establishment.

Uma figura como a dela é indigesta mesmo para a atual igreja de Bergoglio, que, do establishment mundano (e do sistema de mídia), é o apêndice clerical.

Na verdade, Bergoglio, em fevereiro de 2016, indicou (precisamente) Bonino e Napolitano "entre os grandes da Itália de hoje", certamente não Paola Bonzi. E é Bonino que Bergoglio acolheu e saudou com afeto no Vaticano várias vezes (o título de uma revista em novembro de 2016: "O Papa vê a sua amiga Emma Bonino").

Paola Bonzi, por outro lado, fora recebida e abençoada por João Paulo II, cujo magistério era o centro de ajuda à vida. Como o magistério eterno da Igreja.

Bergoglio é outra coisa, não tem nada a ver com a história e a tradição católica, ele não indica os santos como exemplo (e Paola Bonzi era realmente como Chiara Corbella, como Madre Teresa). Bergoglio não fala sobre pessoas assim. Pelo contrário, ele indica as estrelas do circo da mídia como um exemplo, as que são bajuladas por todos os meios seculares e pelo establishment.

No outro dia, por exemplo, em uma longa entrevista com a "Imprensa" (uma entrevista política contra o "sovranisti", com o qual ele abre sua campanha eleitoral) Bergoglio - depois de ter elogiado a mulher que acaba de chegar à chefia da Comissão Europeia ( a alemã Ursula von der Leyen) - indicou como um exemplo positivo para seguir Greta Thunberg.

Naquela longa entrevista, que ocupou duas páginas da "Imprensa", não só os nomes dos santos careciam de exemplos para serem imitados, como também não havia nem o nome de Jesus Cristo. Nem mesmo um chamado para Deus.

Tudo é apenas política. Uma entrevista sobre a exaltação da globalização, o estabelecimento da União Europeia (especialmente a liderança alemã da UE) e a difamação dos povos que tentam permanecer livres e independentes. Com a história habitual bergogliana sobre imigração.

Neste domínio do "pensamento único", oferecido pelas grandes organizações internacionais, não há lugar para o drama que Paola Bonzi enfrentou todos os dias durante anos, o dos menores e os mais indefesos (todos os anos no mundo são feitas dezenas de milhões de abortos).

De fato, quando se trata de aborto, todo o bumbo planetário "humanitário" desaparece, ou está do outro lado. Eles pregam as boas vindas todos os dias, mas apenas aos migrantes (é a sua batalha política e ideológica).

Paola Bonzi, com poucos recursos e alguns voluntários, dedicou sua vida a acolher os menores e mais indefesos (os verdadeiros "últimos" do mundo) e as mães que os carregam no útero.

Ela foi uma testemunha da dignidade e santidade da vida humana. Uma grande italiana. Símbolo de um país que a mídia não conta, mas que existe e não se deixa levar.

Antonio Socci

De "Libero", 11 de agosto de 2019

Fonte: https://www.antoniosocci.com/e-morta-paola-bonzi-una-grande-donna-che-ha-salvato-22-mila-bambini-e-mamme-intanto-i-media-umanitari-e-bergoglio-che-esalta-bonino/?

 
 
 

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