"...Então verão o Filho do homem voltar sobre as nuvens com grande poder e glória.." (Marcos 13)
 
       
 
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02/09/2019
Uma resistência inesperada
 

Uma resistência inesperada

2 de setembro de 2019

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Dezembro de 2015 – O “espetáculo” Fiat Lux toma a Basílica de São Pedro

Por FratresInUnum.com

Não é sem razão que alguns têm chamado o iminente Sínodo da Amazônia de Concílio Vaticano III. E não apenas porque ele, como afirmava o bispo de Essen, quer introduzir uma ruptura definitiva, mudanças irreversíveis na estrutura da Igreja, mas sobretudo porque visa alcançar objetivos que ultrapassam de longe os escopos de um sínodo: reinterpretar radicalmente toda a revelação cristã, fazendo apelo às “revelações primordiais dos povos da floresta” como fonte de reinterpretação do Evangelho e da doutrina católica.

Contudo, como afirmamos em nosso último editorial, o desespero do Vaticano é nitidamente indisfarçável. O Sínodo não está “pegando” entre os católicos. A perplexidade só aumenta e, inclusive, mesmo as manobras para criar o alarmismo que conferiria ares de relevância ao Sínodo acabaram por “sair pela culatra”.

Para percebê-lo, porém, precisamos ir mais fundo em relação à superfície dos noticiários. Infelizmente, muitos de nós sucumbimos àquele oficialismo que induz à falsificação de que somente aquilo que aparece na mídia e nos órgãos oficiais de comunicação é realmente verdadeiro. As eleições brasileiras de 2018 mostraram muito claramente o quanto subestimar a percepção do povo pode sair caro para as elites.

Pois bem, algo de muito similar está acontecendo com a Igreja de nossos dias, especialmente em relação ao Sínodo pan-amazônico. Muitos fiéis, sacerdotes e leigos, inclusive bispos e cardeais, têm levantado a sua voz, em tons diferentes, com intensidades diferentes, mas de maneira contundente e inequívoca: a pauta sinodal está na contramão do sensus fidei, e é, portanto, uma violência contra a Igreja e o seu povo. Para além dos teólogos de corte e os bajuladores – que los hay, los hay! –, quase ninguém tem aberto a boca, a não ser uns corajosos fiéis que não cessam de opor sua explícita resistência.

Este fenômeno não aconteceu no Vaticano II. Trata-se de uma realidade totalmente nova, sinal claro de que todo o “avanço” despudorado levado a cabo pelo pontificado vigente está produzindo um efeito colateral extraordinário: o fortalecimento da resistência católica, cada dia mais aguerrida e militante, cada dia mais discordante do establishment que usurpou os lugares de decisão na Igreja. O próprio povo levanta a sua voz com firmeza para declarar sem medo a completa ilegitimidade dos atos de todos estes falsos pastores que, ao invés de procurar o bem da religião, querem vendê-la à completa submissão à agenda globalista.

O Sínodo pan-amazônico nada tem de pan-amazônico, a não ser a alegação. Na verdade, são os mesmos protagonistas germânicos que bagunçaram todo o catolicismo na década de 60 e seguintes que, agora, saem de seus sarcófagos, para transformarem toda a estrutura eclesiástica em um inferno. Os alemães entram com o dinheiro, os jesuítas com a militância e a Amazônia com a desculpa.

Trata-se da revanche germano-jesuítica à Cœlibatus sacerdotalis e à Humanæ vitæ, de Paulo VI, a todo o pontificado de João Paulo II e Bento XVI, à Revista Communio e a toda a hermenêutica da reforma na continuidade. Querem levar à cabo a revolução que ficou engasgada desde então.

No entanto, os anticorpos católicos reagem com decisão a esta infecção herética, obrigando os progressistas à agressividade ostensiva: em plenos templos de Francisco, nos quais os hereges de outrora ganharam total anistia, um simples padre do interior do Rio Grande do Sul, o Pe. Dr. Renato Dornelles, foi “excomungado” por rebeldia contra o romano pontífice, como se todos os teólogos que sustentam a heterodoxia atual não tivessem sido encarnecidos rebeldes aos pontificados anteriores. Isso não é apenas hipocrisia, é sobretudo a revelação da verdadeira natureza da “misericórdia bergogliana”: a promoção de todos os delinquentes com a simultânea eliminação de todos os seus opositores.

Neste ínterim, todas as manobras progressistas vão se diluindo na completa ausência de respaldo. O ataque da semana passada, capitaneado pelo presidente Macron e por Francisco, apenas fortaleceu ainda mais o patriotismo brasileiro diante dos inimigos externos, reforçou o patrocínio conservador à soberania nacional quanto à questão amazônica e retirou qualquer possibilidade de respaldo popular ao Sínodo, obrigando Francisco, inclusive, a parar com a desculpa de que o tema é a evangelização para como que confessar que a preocupação é com a internacionalização da questão ecológica.

Nas últimas semanas, apareceram vídeos importantes documentando a resistência popular ao Sínodo, inclusive com depoimento de indígenas que estão se sentindo usados e a adesão de centenas de pessoas nos comentários, desafogando a sua indignação contra a ofensiva que pretende subordinar a Igreja à revolução tribalista.

Esta resistência, de fato, é inédita e possivelmente suscitada pela própria Providência Divina. Não podemos recuar. A luta pela defesa do catolicismo honra muito a Nosso Senhor e a Nossa Senhora, os quais certamente não deixarão de derramar graças em favor de todos os que se sacrificam pela fé e pela religião, e tudo isso reverterá em benefício de nossas almas e de toda a Igreja.

Fonte:https://fratresinunum.com/2019/09/02/uma-resistencia-inesperada/

 
 
 

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