"...Então verão o Filho do homem voltar sobre as nuvens com grande poder e glória.." (Marcos 13)
 
       
 
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03/02/2014
FESTA DE SÃO JOÃO BOSCO
 

FESTA DE SÃO JOÃO BOSCO

Sexta-feira, dia 31 de Janeiro de 2014

"Vinde benditos de meu Pai, recebei por herança o Reino preparado para vós desde a fundação do mundo" Mt 25,34

São João Bosco foi o fundador dos padres salesianos e das irmãs salesianas, muito aceites pelos seus trabalhos junto dos jovens de todo o mundo.
A oração da missa revela o conteúdo da vida deste santo: "Deus suscitou Dom Bosco para dar à juventude um mestre e um pai".
Pouca gente se lembra que São João Bosco viveu no século XIX, na Itália, numa época religiosamente confusa, marcada pela luta entre conservadores e liberais. Marcada também pelo afastamento dos operários, que da Igreja passaram para o socialismo. E marcada ainda pelo afastamento dos intelectuais, que debandaram para o Modernismo.
Com a fundação de Oratórios Festivos, Dom Bosco, reuniu os filhos desses operários abandonados, e levou as salesianas, também chamadas de "Filhas de Maria Auxiliadora", a cuidar das meninas deixadas ao abandono.
Esquecemos, por vezes, que o nosso Santo foi escritor e que marcou, como tal, o seu tempo e o nosso. De sua iniciativa surgiram as Leituras Católicas, em fascículos mensais, e uma Biblioteca da Juventude. A máxima do Santo, é bem conhecida:

"Mais vale prevenir do que remediar".

Morreu aos 73 anos, em 1888.


Na festa de São João Bosco: “Assim fizeram todos os Santos fundadores de Ordens”.

Caros amigos, este excelente excerto da biografia de Dom Bosco, escrita pelo Padre Auffray (que recebeu seu primeiro imprimatur no Brasil em 1946), mostra-nos como os sofrimentos de nossos mais valorosos padres atualmente são, na realidade, graças que Nosso Senhor concede a seus mais diletos filhos. Procuremos aplicar essas palavras e o exemplo de Dom Bosco à situação atual da Igreja.

Dom BoscoFazia oito anos que vinha rezando fervorosamente para que Deus Nosso Senhor pusesse termo, não já aos seus sofrimentos, mas a uma provação que estava embaraçando a marcha de sua Congregação, desorientando as pessoas de bem e escandalizando o povo. Era um problema que se criara desde o dia em que fora nomeado para Arcebispo de Turim S. Excia. Dom Lourenço Gastaldi, bispo de Saluzzo. Tinha sido essa uma nomeação promovida pelo próprio Dom Bosco; pois o novo Arcebispo que sucedia a Mons. Riccardi de Netro, era um dos nomes que o Santo colocara na lista de quarenta candidatos que apresentara a Pio IX em 1871, a fim de prover de novos pastores as dioceses da Itália. O Papa não compartilhava da simpatia de Dom Bosco para com o bispo de Saluzzo. “Vós o desejais – teria ele dito a Dom Bosco – e o tereis”. Mas dado o conhecimento que tinha do prelado, já previa mais um trágico conflito. Dom Lourenço Gastaldi tinha sido sempre grande amigo de Dom Bosco e durante trinta anos essa amizade se manifestara com vários préstimos valiosos. [...] O próprio Dom Bosco declarara que ele tinha sido um de seus melhores conselheiros. E para mostrar sua gratidão, o apóstolo se tinha empenhado em fazê-lo nomear primeiro bispo de Saluzzo e depois Arcebispo de Turim. Um só ponto negro havia naquela amizade: as idéias filosóficas do prelado. Quando era ainda cônego de Turim, Gastaldi se tinha filiado entre os primeiros discípulos do Abade Rosmini, fundador do Instituto da Caridade. Após o noviciado tinha sido mandado à Inglaterra; mas depois, voltando à Itália, tinha deixado a jovem Congregação, por motivos os mais louváveis; no entanto continuara a estudar e propagar as teorias do filósofo, teorias que iam produzindo então a mais lamentável cisão no campo católico.

 

Retrato de Gastaldi.

No novo Arcebispo de Turim os dotes do coração e do caráter não igualavam os altos dotes da inteligência. Era de temperamento assaz impulsivo, violento, às vezes colérico. Dificilmente tolerava que alguém pensasse de modo diverso do seu. Cioso de sua autoridade, era facilmente levado a suspeitar que alguém quisesse usurpá-la ou censurá-la.

Centralizava tudo e queria que todos dependessem dele ao mesmo tempo que se ingeria facilmente e sem ser rogado nos negócios de outrem. Além disso, era um homem que vivia muito ao sabor das impressões, fácil em ceder ao primeiro impulso e pronto a castigar. Mais de um de seus atos e mais de uma de suas decisões tiveram quase sempre estas três explicações: havia, segundo escreveu uma pessoa que o conheceu profundamente, algo de anormal em sua compleição; sofria além disso de uma afecção hepática muito forte; e, o que era pior, estava rodeado de perigosos elementos. Os três conselheiros nos quais confiava ingenuamente sua boa alma e dos quais ouvia muito freqüentemente conselhos e intrigas, eram três cônegos da Catedral, de quem preferimos não dizer coisa nenhuma. [...]

Inícios da luta.

Quando Mons. Gastaldi tomou conta da Sé de São Máximo, Dom Bosco sentiu viva alegria. Mas foi uma alegria que durou pouco tempo. Apenas se passaram seis meses e já o Arcebispo mudava inesperadamente de atitude, mostrando certa frieza para com o Santo e para com sua obra. O pérfido veneno da insinuação e da calúnia que lhe tinham feito sorver gota a gota, tinha-lhe penetrado até o coração. “Mas este Dom Bosco! Sempre ele! Quando é que desistirá de abrir seminário contra seminário?… Agora se dedica à obra das vocações tardias. Mas com que finalidade? Seria muito melhor que cuidasse da educação de seus moleques. Que modos os dos seus clérigos! Jogam no meio dos meninos, deixando às vezes perceber os míseros trapos que vestem por baixo da batina!… E depois sempre com a história dos privilégios, que são como o fio que o liga diretamente a Roma! Seria curioso saber que raça de estudos eclesiásticos se fazem em Valdocco. Segundo dizem é uma coisa muito divertida!… Parece que há também um noviciado no Oratório de Dom Bosco. Engraçado! Um noviciado cujos alunos se ocupam de todos os serviços de casa e portanto não têm muito que empalidecer sobre o livro das regras. E essas regras! Dizem que é o que se pode encontrar de mais mesquinho. Basta imaginar que estes pretensos religiosos conservam a propriedade dos próprios bens!!!” E as murmurações continuavam. Seria preciso um cérebro muito sólido para resistir vitoriosamente a essa estratégia traiçoeira que ia mudando dia por dia as posições de suas baterias para sondar a praça em todos os seus pontos fracos. O Arcebispo não foi capaz de resistir. Acabou por ver as coisas através do mesmo prisma com que as viam esses senhores que o rodeavam. E assim começou a luta que devia durar dez anos. Não nos é possível contar-lhes todos os episódios; e por isso nos contentaremos de alguns principais que serão suficientes para fazer compreender ao leitor o duro Calvário que o Santo teve que escalar. É a mais heróica página de santidade de sua vida. No depoimento a respeito destes dez anos de sofrimentos indizíveis, perante a Comissão pontifícia encarregada de instruir o processo sobre as virtudes heróicas de Dom Bosco, assim concluía o Cardeal Cagliero o seu testemunho:

“Esta cruz que Deus pôs sobre os ombros de Dom Bosco não lhe arrancou jamais um lamento, um gesto de impaciência, um ato de represália. E no entanto só Deus sabe o tempo que ele perdeu em defender-se. Levou este fardo com coragem, serenidade e humildade, sem interromper nem um minuto de seu trabalho de apostolado. Esta alegria de espírito e esta inalterável união com Deus, no meio das piores provações, é a marca que distingue os Santos”.

[...]

Mas vamos finalmente conhecer os dois incidentes mais graves que alimentaram nos últimos cinco anos a desagradável divergência. Nos anos de 1878 e 1879 saíram a lume na Tipografia Bruno de Turim quatro opúsculos: Lembranças para o clero; Ensaio das doutrinas de Dom Lourenço Gastaldi; o Arcebispo de Turim; Dom Bosco e o Padre Oddenino. Eram opúsculos anônimos; porém na capa do primeiro e do segundo declarava-se que eram escritos respectivamente por “um Capelão” e por “um Cooperador Salesiano”. Todos os quatro atacavam o Arcebispo, o primeiro pelas suas injustiças para com Dom Bosco; o segundo e o terceiro pelos seus princípios rosminianos; o quarto pela parcialidade com que o Arcebispo tinha resolvido uma questão que surgira em Chiere entre o Pároco e o Diretor do Oratório Feminino. Imediatamente suspeitou-se que os autores eram Dom Bosco e seus salesianos, ao passo que eles eram absolutamente inocentes. Mais tarde, muito tarde, dezessete anos depois – em 1895 – um dos culpados revelou os nomes de três autores dos opúsculos: o primeiro tinha sido composto pelo Padre Turchi, ex-aluno e ex-professor do Oratório de Valdocco; o segundo pelo Padre Ballerini, jesuíta; o terceiro pelo Cônego Anfossi, que tinha sido clérigo no Oratório. Do quarto até hoje não se soube quem é o autor.

Obstinado em sua acusação, o Arcebispo exigia que Dom Bosco apresentasse uma declaração dizendo que condenava formalmente o conteúdo daqueles livrinhos. Mas podia Dom Bosco fazer tal declaração? As teorias filosóficas expostas em dois dos opúsculos eram muitíssimo combatidas como errôneas, e os fatos narrados nos outros dois eram autenticamente verídicos. Portanto não se podiam desdizer nem a doutrina de uns nem os fatos dos outros. Numa carta cheia de dignidade o Santo se limitou a afirmar que nem ele nem nenhum de seus filhos tinha tido parte na redação dos opúsculos e que desaprovavam energicamente o tom irreverente que usavam para com a pessoa sagrada do Arcebispo.

Dom Bosco e seus filhos

Mais não podia fazer. Entretanto isso não bastou para desfazer a persuasão de que ele era, senão o autor, pelo menos o inspirador dos libelos. O pretexto para tal persuasão era que certa vez Dom Bosco prestando ouvidos a uma das queixas do Padre Pellicani, da Companhia de Jesus, a respeito do modo de governar do Arcebispo, tinha achado oportuno aconselhá-lo a escrever a Pio IX sobre o assunto.

Em fins de 1878 um segundo fato veio agravar as relações entre Dom Bosco e o Arcebispo; foi o caso do Padre Bonetti. Quatro anos ia durar a questão e ia fazer sofrer atrozmente o coração do Santo e de um de seus melhores filhos, o Padre Bonetti, religioso modelo, apóstolo infatigável e escritor primoroso. Vamos aos fatos. Em 1878, no mês de junho, Dom Bosco abiu em Chieri, cidade que contava então seus 15.000 habitantes, um oratório para meninas, com capela pública. Pôs na direção do Oratório o Padre Bonetti. Dentro de brevíssimo tempo surgiram gravíssimas dificuldades entre o oratório e a paróquia. São coisas muito freqüentes na vida pastoral: de um lado a paróquia reclama suas crianças, e é uma reivindicação legítima, porque ela um dia deverá mesmo acolhê-las e no seio dela se desenrolará o resto da existência dessas almas hoje pequeninas; de outro lado, a instrução e a educação da juventude constituem uma tarefa propriamente técnica que os padres da paróquia, mesmo que tivessem preparação suficiente, não estariam em condições de acrescentar aos outros trabalhos que já têm. É portanto necessário procurar uma fórmula de mútua compreensão; e ordinariamente, se há boa vontade recíproca e se ambas as partes desejam igualmente a paz, tal fórmula não é difícil encontrar. Em Chieri, porém, não puseram todo empenho em procurá-la. O Arcipreste, Padre Oddenino, tomou posição contra a florescente obra que já contava com 500 meninas e fez compreender que com seu horário, com o barulho que fazia e com sua vida à margem da paróquia era uma concorrente desleal. O Diretor continuou a seguir seu caminho sem se perturbar com as queixas do Arcipreste; este se obstinou em considerar o Oratório como um baluarte inimigo e continuou a protestar.

Seu protesto chegou até o Arcebispo e este interveio rigorosamente. Segundo escreveu o próprio Mons. Gastaldi, a fim de prevenir todo o escândalo, o chefe da diocese julgou que não havia outro remédio senão trocar o Diretor. E para obrigar Dom Bosco a essa troca, retirou ao Padre Bonetti a faculdade de ouvir confissões, primeiro em Chieri, depois em toda a diocese. Tal suspensão foi dada autoritariamente, sem os três avisos prévios exigidos pelo Direito Canônico e sem prevenir o Superior Geral. Um sacerdote dos mais dignos era portanto assim atingido publicamente e ferido em sua honra sacerdotal sem que tivesse podido defender-se de modo nenhum.

Dom Bosco tomou então sua defesa. Levaram a questão a Roma, onde recebeu solução satisfatória, três anos mais tarde. O Cardeal Nina, Prefeito da Sagrada Congregação do Concílio, em carta de 22 de dezembro de 1881, reprovava em nome desse altíssimo Tribunal, o excesso de rigor do Arcebispo. Em 1883, depois da morte de Mons. Gastaldi, o Padre Bonetti readquiriu o exercício completo de sua liberdade sacerdotal. Não nos é possível entrar em pormenores desse processo interminável, do qual disse Dom Bosco: “A maior parte dos aborrecimentos que tivemos naqueles anos de 1869 a 1881 dependiam desse assunto”.

Esse conjunto de fatos prova suficientemente – como escreveu Mons. Vitelleschi, secretário da Congregação dos Bispos e Regulares – que a oposição do Arcebispo contra Dom Bosco era algo de sistemático. Quantas vezes procuraram fazê-la desaparecer! O próprio Dom Bosco por meio de pessoas amigas – o Arcipreste de Lanzo e o Conge Castagnetto – tentou solucionar amigavelmente as desavenças. Foram tentativas inúteis! Já em 1875 o próprio Santo Padre tinha pedido a Mons. Fissore, Arcebispo de Vercelli, e íntimo amigo de Gastaldi, que interpusesse seu melhor empenho, para conseguir a cessação de uma contenda que estava sendo a delícia dos inimigos da religião. Mas nem sequer a iniciativa do Sumo Pontífice pôde obter resultado. E Dom Bosco continuou a levar dolorosamente sua cruz.

Leão XIII pessoalmente tenta resolver a questão.

Mas um dia Dom Bosco não pôde tolerar mais. Soube que em Roma estava na Cúria um processo contra ele. E compreendeu que se se calasse ficariam comprometidos os interesses supremos de suas duas congregações religiosas. Por isso, servindo-se da pena do Padre Bonetti e do Padre Berto, preparou uma “Exposição aos Eminentíssimos Cardeais da Congregação do Concílio”, encarregados de informar sobre o processo. O documento – que os adversários consideraram um quinto libelo de Dom Bosco – era um relatório objetivo e desapaixonado de todas as provocações a que Dom Bosco fora submetido ano por ano, desde 1872 a 1881, nas suas relações com a Administração Diocesana. Instruiam o relatório as respectivas peças demonstrativas e no final se suplicava a autoridade eclesiástica que viesse em auxílio de Dom Bosco para impedir que se repetissem semelhantes incidentes, os quais, como bem exprimia o Santo, subtraíam ao serviço das almas tempo precioso, forças vivas e até dinheiro.

Ao ler o longo memorial, Leão XIII, que até então só tinha ouvido os sinos de um dos lados, ficou extremamente surpreendido. O vigor da linguagem desses papéis e a sinceridade que neles se percebia comoveram o coração do grande Pontífice, o qual avocou a si a causa. Contando com a humildade do Santo, ditou um projeto de acordo em sete artigos, com o que esperava pôr ponto final à questão. O Cardeal Nina, Prefeito da Congregação do Concílio, teve um sobressalto quando leu o primeiro artigo do texto que lhe foi entregue: “Ao receber estas instruções, Dom Bosco deverá escrever uma carta a Mons. Gastaldi, manifestando quanto desgosto sente pelo fato de incidentes dolorosos terem nestes últimos anos conseguido alterar suas boas relações e causar certa mágoa ao coração do Arcebispo. Se Sua Excelência julgar que Dom Bosco ou qualquer membro de seu Instituto tenha sido a causa desse fato, Dom Bosco pedirá perdão e suplicará ao Arcebispo que ponha uma pedra sobre o passado”.

– Mas esta cláusula me parece injusta, ousou comentar o Cardeal.

– Sei o que estou fazendo, respondeu Leão XIII. Conto com a virtude desse homem de Deus. Dom Bosco, nós o conhecemos, é um santo…

E o gesto do Pontífice parecia completar o pensamento dizendo: “Por amor da paz este servo bom passará sob as terríveis forcas caudinas e tudo se harmonizará”.

Quando se leu o projeto de acordo na presença do Capítulo Superior da Congregação [dos Salesianos], teve a mesma acolhida que lhe fizera o Cardeal Nina: “Não podemos aceitar, disseram todos os membros do Conselho, menos um. O primeiro artigo parece dizer que a razão não está conosco”.

– E tu, Cagliero, que achas? Disse Dom Bosco, dirigindo-se ao capitular que até então se mantivera calado…

– Penso que o Papa, precisamente porque conhece Dom Bosco, suas obras e suas virtudes, espera conseguir desse modo uma acomodação. Dá a impressão de estar impondo um peso injusto sobre os ombros de um inocente, mas faz isto para conseguir mais garantidamente o fim que deseja.

O Santo concordou com esse filho cheio de bom senso e executou escrupulosamente as instruções do documento pontifício.

Só a morte do Arcebispo põe fim a todas as questões.

E conseguiu-se mesmo a paz? E uma paz durável?… Infelizmente não! Bastou um fatozinho insignificante para que se suspeitasse de novo que Dom Bosco estava querendo usurpar a autoridade episcopal. Foi o que aconteceu por exemplo quando Dom Bosco pediu licença de benzer ele próprio a Igreja de São João Evangelista para podê-la abrir ao culto, uma vez que o Arcebispo não podia consagrá-la por se achar nos Alpes desfrutando o repouso a que sua saúde o obrigava nos meses quentes de verão. [...]

Só a morte pôde resolver definitivamente a questão. E foi o que se deu um ano mais tarde, no dia 25 de março de 1883.

Um dia – em 1872 – quando o Arcebispo ainda era amigo de Dom Bosco, lhe tinha dado este conselho: “Quando em sua vida vir surgirem-lhe na frente contradições dos homens, não se impressione, pelo menos externamente; nem permita a nenhum de seus filhos, que dê mostras de ressentimento a quem quer que seja. Creia que ter paciência, rezar e humilhar-se diante de Deus e dos homens ainda é o meio melhor para superar o obstáculo. Assim fizeram todos os Santos fundadores de Ordens”.

Parece-nos que o conselho foi seguido ao pé da letra!

Dom Bosco, A. Auffray, S.D.B., 4ª edição, Tradução de Dom João Resende Costa, arcebispo de Belo Horizonte – Editorial Dom Bosco, 1969, pág. 352-362

Fonte:http://fratresinunum.com


CARTA DE SÃO JOÃO BOSCO AOS JOVENS

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Caros jovens,
           
O demônio tem normalmente duas artimanhas principais para afastar da virtude os jovens. A primeira consiste em persuadi-los de que o serviço de Deus existe uma vida triste sem nenhum divertimento nem prazer. Mas isto não é verdade, meus caros jovens. Eu vou lhes indicar um plano de vida cristã que poderá mantê-los alegres e contentes, fazendo-os conhecer ao mesmo tempo quais são os verdadeiros divertimentos e os verdadeiros prazeres, para que vocês possam exclamar com o santo profeta Savi: "Sirvamos ao Senhor na santa alegria".

A segunda artimanha do demônio consiste em fazê-lo conceber uma falsa esperança duma longa vida que permite converter-se na velhice ou na hora da morte. Prestem atenção, meus caros jovens, muitos se deixaram perder por esta mentira. Quem nos garante que chegaremos à velhice? Se se tratasse de fazer um pacto com a morte e de esperar até então... Mas a vida e a morte estão entras as mãos de Deus que dispõe de tudo a seu bel prazer.

E mesmo se Deus lhe concedesse uma longa vida, escutai, entretanto, sua advertência: "o caminho do homem começa na juventude, ele o segue na velhice até a morte". Ou seja, se, jovens, começamos uma vida exemplar, seremos exemplares na idade adulta, nossa morte será santa e nos fará entrar na felicidade eterna. Se, pelo contrário, os vícios começam a nos dominar desde a juventude, é muito provável que eles nos manterão em escravidão toda a nossa vida até a morte, triste prelúdio a uma eternidade terrível. Para que esta infelicidade não lhes aconteça, eu lhes apresento um método, vida alegre e fácil, mas que lhes bastará para se tornarem a consolação de seus pais, a honra de pátria de vocês, bons cidadãos da Terra, em seguida felizes habitantes do céu...

Meus caros jovens, eu os amo de todo o meu coração e basta-me que vocês sejam jovens para que eu os ame extraordinariamente. Eu lhes garanto que vocês encontrarão livros que lhes foram dirigidos por pessoas mais virtuosas e mais sábias que eu em muitos pontos, mas dificilmente vocês poderão encontrar algum que os ame mais que eu em Jesus Cristo e deseja mais felicidade para vocês.

Conservem no coração o tesouro da virtude, porque possuindo-o vocês têm tudo, mas se o perderem, vocês se tornarão os homens mais infelizes do mundo. Que o Senhor esteja sempre com vocês e que Ele lhes conceda seguir os simples conselhos presentes, para que vocês possam aumentar a glória de Deus e obter a salvação da alma, fim supremo para o qual fomos criados. Que o Céu lhes dê longos anos de vida feliz e que o santo temor de Deus seja sempre a grande riqueza que os cumule de bens celestes aqui e por toda a eternidade.


São João Bosco

Fonte: MJCB


Conselhos de Dom Bosco: as amizades!
Fugir dos maus companheiros

domingo, 25 de novembro de 2012

Há três espécies de companheiros: os bons, os maus e os que não são totalmente maus, mas nem são bons. Com os primeiros podeis entreter-vos e tirareis proveitos; com os últimos, tratai quando houver necessidade, sem contrair nenhuma familiaridade. Quanto aos maus, esses devemos absolutamente evitar. Mas quais são esses maus companheiros? Prestai atenção e ficareis sabendo quais sejam.

Todos os jovens que na vossa presença não se envergonham de ter conversas obscenas, de dizer palavras equívocas ou escandalosas, murmurações, mentiras, juramentos vãos, imprecações, blasfêmias, ou então procuram afastar-vos das coisas da igreja, os que vos aconselham a roubar, a desobedecer aos vossos pais ou a transgredir algum dever vosso, todos esses são maus companheiros, ministros de satanás, dos quais deves fugir mais do que da peste e do diabo em pessoa.

Ah! meus caros, com as lágrimas nos olhos eu vos suplico que eviteis e
aborreçais tais companhias. Ouvi o que diz o Nosso Senhor: quem andar com o virtuoso será também virtuoso. O amigo dos estultos tornar-se-á semelhante a ele. Foge do mal companheiro como da mordedura de uma cobra venenosa: quasi a fácie cólubri (Eccl. XXI, 22).

Em suma, se andardes com os bons, eu vos afianço que ireis com os bons ao Paraíso. Pelo contrário, freqüentando companheiros perversos, vos pervertereis também vós, com perigo de perder irremediavelmente a vossa alma. Dirá alguém: São tantos os meus companheiros, que seria preciso sair deste mundo para evitá-los todos. Bem sei que são muitos numerosos os maus companheiros e é por isso mesmo que vos recomendo com empenho que fujais deles.

E se, para não tratar com eles, fosseis obrigados a ficar sozinhos, felizes de vós, porque teríeis em vossa companhia Jesus Cristo, a bem-aventurada Virgem e o vosso Anjo da Guarda. Poderemos encontrar companheiros melhores do que esses?

Contudo pode-se também ter bons companheiros e serão os que freqüentemente os S.S. Sacramentos da Confissão e da Comunhão, os que freqüentam a igreja, os que com as palavras e como exemplo vos incitam ao cumprimento dos vossos deveres e vos afastam da ofensa de Deus.

A estes deveis freqüentar e tirareis muito proveito. Desde que Davi, quando jovem, começou a freqüentar um bom companheiro chamado Jónatas, tornaram-se ambos bons amigos com proveito recíproco, porque um animava ao outro na prática da virtude.

Evitar as más conversas

Quantos jovens estão no inferno por ter dado ouvidos ás más conversas! Estas verdade já a inculcava São Paulo, quando dizia que as conversas inconvenientes nem sequer se devem nomear entre cristãos, porque são a ruína dos bons costumes: Corrúmputi mores collóquia mala. Fazei de conta que as conversas são como os alimentos: por muito bom que seja um prato é suficiente que sobre ele caia uma só gota de veneno para dar a morte aos que dele comerem. O mesmo acontece com a conversação obscena. Uma palavra, um gesto, um gracejo basta para ensinar a malícia a um ou também a muitos meninos, os quais tendo vivido até então como inocentes cordeirinhos, por causa daquelas conversas e maus exemplos perdem a graça de Deus e se tornam infelizes escravos do demônio.

Poderá alguém dizer: Conheço as funestas conseqüências das más conversas; mas como se há de fazer?Estou numa casa, numa escola, num serviço, em uma casa de negócio, em um lugar onde se fazem más conversas. Infelizmente, meus caros jovens, sei que há desses casos; por isso vos indico o modo de sairdes dessa dificuldade sem ofender a Deus.

Se são pessoas inferiores a vós, corrigi-as com rigor; dado o caso que sejam pessoas a quem não convenha admoestar , fugi, se vos for possível; não podendo, ficai firmes em não tomar parte nem com palavras, nem com os sorrisos e dizei no vosso coração: Meu Jesus, misericórdia.

E se, apesar destas precauções, vos achardes ainda em perigo de ofender a Deus, dar-vos-ei o conselho de Santo Agostinho, que diz: Apprechénde fugam, si vis reférre victóriam. Foge, abandona o lugar, a escola, a oficina, suporta todos os males deste mundo, ante que a morar em um lugar ou tratar com pessoas que põem em perigo a salvação da tua alma.

Porque diz o Evangelho, melhor é sermos pobres, desprezados, sofrer que nos cortem os pés e as mãos e até que nos arranquem os olhos e ir assim ao Céu, antes que ter tudo o que desejamos no mundo e depois perder-nos eternamente.

Pode às vezes acontecer que algum companheiro vos escarneça e se ria de vós, mas não importa: tempo virá em que o riso e o sarcasmo dos malvados se transmudará em pranto no inferno e o desprezo dos bons se converterá na mais consoladora alegria no céu: Tristítia vestra vertétur in gáudium.

Notai contudo que, permanecendo vós fiéis a Deus, acontecerá que os vossos mesmos detratores será obrigados a prezar a vossa virtude, já não se atreverão a molestar-vos com os seus perversos motejos.

Onde se achava São Luis Gonzaga, ninguém já se atrevia a proferir palavras menos honestas, e si ele chegava na ocasião em que outros as pronunciavam, diziam logo: Silêncio! Ai vem Luis.

Evitar o escândalo

A palavra escândalo quer dizer tropeço e chama-se escândalo aquele que com palavras ou obras dá a outrem ocasião de ofender a Deus. O escândalo é um pecado enorme, porque rouba a Deus as almas que Ele criou para o Céu e que foram resgatadas com o sangue precioso de Jesus Cristo, e as rouba para entregá-las ao demônio, que as conduzirá ao inferno.

Dessa maneira, o escandaloso pode ser chamado um verdadeiro ministro de Satanás. Quando o demônio com os seus artifícios não consegue de outra forma apoderar-se de algum jovem, costuma servir-se dos escandalosos. De que enormes pecados sobrecarregam sua consciência aqueles jovens que na igreja, nas ruas, nas escolas ou em outros lugares dão escândalos!

Quanto mais numerosas são as pessoas que os vêem, tanto mais grave é a sua culpa aos olhos de Deus. E que deveremos dizer dos que chegam até a ensinar a malícia aos que são ainda inocentes? Ouçam esses infelizes o que lhes diz o Salvador.

Tendo tomado um dia uma criança pela mão, voltou-se para as turbas que o escutavam e disse: "Ai de quem der escândalo a um deste pequeninos que crêem em mim; infelizmente há escândalos no mundo, mas ai de quem der escândalo: melhor lhe fora que lhe atassem ao pescoço uma mó de moinho e o atirassem ao fundo do mar".

Se fosse possível tirar os escândalos do mundo, quantas almas iriam ao Paraíso, as quais, pelo contrário perdem-se eternamente no inferno! Guardai-vos pois desta raça de criminosos: fugi deles como do mesmo demônio.

Uma menina de poucos anos, ao ouvir uma conversa escandalosa, disse a quem falava:

"Foge daqui, ó demônio maldito". Se vós, meus caros, quereis ser verdadeiros amigos de Jesus e de Maria, deveis não somente fugir dos escandalosos, mas empenhar-vos em reparar com o vosso bom exemplo o grande mal que eles causam ás almas. Por isso, as vossas conversas sejam boas e modestas; sede devotos na igreja, obedientes e respeitadores para com vossos superiores.

Oh! quantas almas então imitando-vos trilharão o caminho do Céu! E vós tereis a certeza de para lá ir em sua companhia, pois, como diz Santo Agostinho, o que alcança a salvação de uma alma pode fundadamente esperar que há de salvar a sua: Animam salvásti, animam praedestinásti.

São estas as principais coisas das quais vós, meus caros jovens, deveis fugir no mundo, se quiserdes seguir uma norma de vida virtuosa e cristã.


(Excertos do livro: O jovem instruído na prática de seus deveres religiosos – Parte I – São João Bosco)


Fonte:http://farfalline.blogspot.com.br/


O Cavalo Vermelho - Símbolo do Comunismo

 

segunda-feira, 28 de outubro de 2013


Dom Bosco disse a alguns que lhe rodeavam depois do almoço:

— Este mês teremos que assistir a um funeral.

Em distintas ocasiões repetiu o mesmo uma e outra vez, mas sempre ante um reduzido número de ouvintes.

Estas confidências despertavam nos clérigos uma grande curiosidade, de forma que, nas horas de recreio, quando as ocupações o permitiam, rodeavam ao (Santo) com a esperança de ouvir de seus lábios alguma novidade, e uma delas foi, como o compreenderam mais tarde, a intenção de (São) João Dom Bosco de fundar um instituto para atender às meninas. Em efeito, assim o consignaram por escrito Dom Bonetti e Dom César Chiala.

Em 6 de julho o bom pai narrou a alguns de seus filhos o seguinte sonho que teve na noite do 5 ao 6 do dito mês. Estavam pressentes Francesia, Savio, (Beato) Miguel Rúa, Cerrutti, Fusero, Bonetti o Cavalheiro Oreglia, Anfossi, Durando, Provera e algum outro.

Esta noite — começou (São) João Dom Bosco — tive um sonho singular. Sonhei que me encontrava com a marquesa Barolo e que passeávamos por uma praça situada diante de uma planície muito extensa. Via os jovens do Oratório correr, saltar, jogar alegremente. Eu queria dar a direita à marquesa, mas ela disse-me:

— Não; fique onde está.

Depois começou a falar de meus jovens e dizia-me:

— É tão boa coisa que se ocupe dos jovens! Mas deixe-me a mim o cuidado das jovens; assim iremos de acordo. Eu repliquei-lhe:

— Mas, me diga: Nosso Senhor Jesus Cristo veio ao mundo para redimir somente aos jovenzinhos ou também às jovenzinhas?

— Sei — replicou — que nosso Senhor redimiu a todos: meninos e meninas.

— Pois bem; eu devo procurar que seu sangue não se derramou inutilmente, tanto para as jovens como para os jovens.

Enquanto estávamos ocupados nesta conversação, eis aqui que entre meus jovens que estavam na praça começou a reinar um estranho silêncio. Deixaram todos seus entretenimentos e deram-se à fuga, alguns para uma parte, alguns para outra, cheios de espanto.

A marquesa e eu detivemos o passo e ficamos durante uns momentos imóveis. Procurando a causa daquele terror demos uns passos para frente. Levanto um pouco a vista e eis aqui que ao fundo da planície vejo descender até a terra um cavalo grande... imensamente grande... O sangue gelou-se nas veias. — Seria como esta habitação? —, perguntou Francesia. — Oh, muito maior! — replicou (São) João Dom Bosco —. Seria de grande e de alto como três ou quatro vezes mais que este local, e mais que o palácio Madama (este palácio é um dos grandes palácios da cidade de Turim). Em resumidas contas, que era uma besta descomunal. Enquanto eu queria fugir temendo a iminência de uma catástrofe, a marquesa Barolo perdeu o sentido e caiu ao chão. Eu quase não podia ter-me de pé, tanto tremiam os meus joelhos. Corri a esconder-me detrás de uma casa que havia a muita distância, mas de lá jogaram-me dizendo:

— Saia, saia; aqui não tem que vir!

Enquanto isso eu me dizia mesmo:

— Quem sabe que diabo será este cavalo! Não fugirei, adiantarei-me para examiná-lo mais de perto. E embora tremesse de pés à cabeça, armei-me de valor, voltei atrás e aproximei-me.

— Ah! Que horror! Aquelas orelhas rígidas! Aquele focinho descomunal!

Às vezes parecia-me ver muita gente em cima dele; outras vezes, que tinha asas, de forma que exclamei:

— Mas isto é um demônio!

Enquanto o contemplava, como estava em companhia de alguns, perguntei a um dos pressentes:

— O que quer dizer este enorme cavalo?

O tal respondeu-me:

— Este é o cavalo vermelho: Equus rufus, do Apocalipse.

Depois despertei e encontrei-me na cama muito assustado e durante toda a manhã, enquanto dizia Missa; no confessionário tinha diante de mim a (memória) daquele animal.

Agora desejo que algum averigue se este "equus rufus", nomeia-se verdadeiramente nas Sagradas Escrituras, e qual é seu significado.

E encarregou a Durando de que procurasse a maneira de resolver o problema. (Beato) Miguel Dom Rúa fez observar que, realmente no Apocalipse, capítulo VI, versículo IV, fala-se do cavalo vermelho, símbolo da perseguição sangrenta contra a Igreja, como explica nas notas da Sagrada Escritura, Mons. Martini. Eis aqui as palavras textuais do livro sagrado:


    Et cum aperuisset sigillum secundum, audivi secundum animal, dicens: Veni et vede. Et exivit alius equus rufus: et qui sedebat super illum datum est ei ut sumeret pacem de térra, et ut invicem se interficiant et datus est ei gladius Magnus.


Quando abriu o segundo selo, ouvi o segundo animal clamar: Vem!

Partiu então outro cavalo, vermelho. Ao que o montava foi dado tirar a paz da terra, de modo que os homens se matassem uns aos outros; e foi-lhe dada uma grande espada.

No sonho de (São) João Dom Bosco parece que o cavalo representasse o comunismo, que procedendo furiosamente contra a Igreja avançava conspirando contra a ordem social, sem deter-se nem um só passo; impunha-se aos governos, nas escolas, nos municípios, nos tribunais, desejando realizar a obra destruidora começada com o apoio e cumplicidade das autoridades constituídas, em prejuízo da sociedade religiosa e de todo piedoso instituto e do direito de propriedade.

(São) João Dom Bosco disse:

— Seria necessário que todos os bons e nós em nossa pequenez procurássemos com zelo e entusiasmo pôr um freio a esta besta que irrompe em qualquer parte aloucadamente.

De que maneira? Pondo em guarda aos povos mediante o exercício da caridade e com a boa imprensa que contrarie as falsas doutrinas de semelhante monstro, orientando o pensamento dos povos e os corações para a Cátedra de Pedro.

Nela está o fundamento indubitável de toda autoridade que procede de Deus, a chave mestra que conserva toda ordem social; o código imutável dos deveres e dos direitos dos homens; a luz divina que dissipa os enganos das mais inflamadas paixões; aqui o fiel guardião e o defensor poderoso da moral evangélica e da lei natural; aqui a confirmação da sanção imutável dos prêmios eternos reservados a quem observa a lei do Senhor e as penas igualmente eternas para os transgressores da mesma.

Mas a Igreja, a Cátedra de São Pedro e o Papa, são uma mesma coisa. Portanto, para que estas verdades fossem acatadas por todos, (São) João Dom Bosco queria que se fizessem toda sorte de esforços por desfazer as calúnias contra o Pontificado e que se dessem a conhecer os imensos benefícios que Roma reporta à vida social e se procurasse avivar em todos os corações, sentimentos de gratidão, fidelidade e amor para a Cátedra de Pedro.

 

(São João Bosco - M. B. Volume VII, págs. 217-218)

 

Fonte: http://osegredodorosario.blogspot.com.br/2013/10/o-cavalo-vermelho-simbolo-do-comunismo.html

 

 
 
 

Artigo Visto: 1991 - Impresso: 83 - Enviado: 13

 

 
     
 
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