"...Então verão o Filho do homem voltar sobre as nuvens com grande poder e glória.." (Marcos 13)
 
       
 
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17/05/2014
‘Às vezes, a batina cheira à gasolina’, diz padre fundador de motoclube
 


‘Às vezes, a batina cheira à gasolina’, diz padre fundador de motoclube

17/05/2014 09h06

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Edson Roberto Codato tem 51 anos e construiu um triciclo e uma moto.
Ele também disse que já sofreu preconceito por causa da aparência.

O padre Edson Roberto Codato, de 51 anos, é muito conhecido em Bauru (SP) não só pelos fiéis da paróquia São Bras, no Núcleo Gasparini, mas também pelos apaixonados por motos e triciclos. Integrante fundador do motoclube ‘ByCoda’s do Asfalto’ e com uma irreverência de dar inveja, padre Edson afirma que para aliar as funções dentro da igreja e em cima do veículo, a batina, às vezes, cheira gasolina.

“Tem dia que chego para celebrar a missa com a batina cheirando gasolina. Isso acontece. Faz parte porque às vezes, no atropelo, que a gente acaba tendo que se desdobrar e, realmente, o cheiro da gasolina acaba se tornando um pouco o cheiro da gente. Mas, é um cheiro do bem e não da maldade”, disse o pároco, que usa um capacete com a mesma cor da batina.

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A moto começou a fazer parte da vida de Edson há 20 anos, quando saiu de Bauru como padre para ensinar a palavra de Deus no sertão da Bahia. “Depois que ordenei por seis anos em Bauru, fui para a Bahia. A paixão com a moto surgiu mais da necessidade. Gostava de moto só que não tinha. Fui para a Bahia, consegui uma moto doada. Era o único padre que gostava de moto. Com as estradas ruins, a necessidade era maior de usar a moto e comecei a pegar mais amor pela coisa”, lembrou.

Alguns anos mais tarde, padre Edson foi transferido para Passos, em Minas Gerais. E foi lá que a moto entrou de vez em sua rotina. “Comecei a fazer parte e ajudei a fundar o motoclube ‘ByCoda’s do Asfalto’. Ai veio aquele negócio: eu preciso ter uma moto também”, enfatizou.

Sem dinheiro, ele usou as técnicas que apreendeu aos 16 anos em um curso de mecânica do Senai para construir a própria moto, ou melhor, um triciclo. “Não queria ter uma motinha, queria uma moto grande. Quer saber de uma coisa? Dinheiro pra comprar uma moto eu não tenho. Então, vou ter que fazer a minha. E fiz o meu triciclo há 10 anos. Já andei 50 mil km com ele”, explicou.

O triciclo levou um ano e dois meses para ficar pronto e, até hoje, recebe vários acessórios. Além do triciclo, padre Edson também já montou uma Styllus Chopper 450. Convidado nos anos 2000 para retornar a Bauru, ele disse que engatou a moto atrás do triciclo e pegou a estrada rumo ao Centro-Oeste Paulista. “Construí os dois veículos usando pedaços de outros. Peça por peça. Deixei a oficina em Passos, mas voltei a Bauru dirigindo o triciclo com a moto no engate.”

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Com traje de motociclista, padre Edson em momento de reflexão no altar da igreja

Peregrinação na estrada

Além de participar de vários eventos de motoclubes pelo país e de celebrar missas aos fiéis do Núcleo Gasparini e do distrito de Tibiriça, padre Edson sempre relacionou a vontade de andar de moto com a religião. Tanto é que ele integra a “Pastoral da Estrada” com a finalidade de evangelizar as pessoas que vivem nas rodovias. “Buscamos evangelizar as pessoas que estão afastadas de Deus, da Igreja. E na estrada encontramos muitas. É uma grande satisfação ter essa missão cumprida. Você saber que está na estrada para evangelizar. E quando você celebra uma missa diferenciada, especiais, com liturgia diferenciada, as pessoas veem até você, debruçam, choram no seu ombro. É recompensador”, contou.

Com o estilo motociclista no “sangue”, o pároco precisou atender ao celular durante a entrevista ao G1. Detalhe: uma das músicas ícones do rock’n'roll, Born to be wild, é o toque principal do aparelho.

Preconceito

Padre Edson afirmou também que já sofreu preconceito por causa de sua aparência. Ele, inclusive, lembrou uma situação. “Sofri preconceito quando morava na Bahia pelo fato de ter esse estereótipo mais despachado. Quando viajava da Bahia para São Paulo ou para Bauru, no começo me achava um cara de muita sorte porque sempre viajava sozinho no ônibus. Depois comecei a perceber que não era sorte. Era preconceito. E durante as viagens comecei a conversar com as pessoas, que quando sabiam que era padre. Poxa, era um marginal e, de repente, parecia Jesus. Foi um pulinho. Lá eu sofri.”

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Padre já andou cerca de 50 mil km com o triciclo

Para o “padre motociclista”, a religião tem várias maneiras de evangelizar, independentemente da cara e do corte de cabelo. “Sou padre. Celebro como qualquer outro padre da igreja Católica Apostólica Romana. Só que eu gosto de moto. E uso a moto como uma ferramenta para evangelizar as pessoas que muitas vezes estão afastadas da igreja por algum motivo. E eu consigo aproximar essas pessoas exatamente pelo jeito de evangelizar”, disse.

Dentro da igreja e nos eventos de motoclubes, ele informou que jamais sofreu discriminação. “Meus fiéis me aceitam do jeito que sou carinhosamente e vários começaram a gostar de moto por causa de mim. Alguns fieis vão aos encontros de moto e tocam nas missas. Já no motoclube sempre se espanta um pouquinho, porque eles concebem a ideia de um padre, com jeito de padre, cara de padre, roupa de padre. A princípio o pessoal assusta, mas depois quando você começa a conversar um pouquinho, já se derrete, vira amigo de infância e quer tirar uma foto pra mandar para a mãe.”

O padre avisou que suas missas são diferenciadas. E citou uma comparação. “Existe o médico. Só que cada médico tem uma especialidade. Um cuida do joelho, outro do coração, do pé. É importante a gente perceber que dentro da igreja também tem suas diversidades. Todos são padres, mas cada um tem uma vocação específica. Tem padre que cuida da saúde, dos camilianos, e eu, sou um padre que escolhi evangelizar a estrada, os motociclistas. Não sou uma andorinha sozinha, existem outros com a mesma vocação. É onde me encontrei, me sinto bem e consigo me realizar”.

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  Como todo motociclista, ele também aprecia uma cerveja gelada

Despesas

Uma vez por semana, os motociclistas da turma do padre Edson fazem um churrasco beneficente para ajudar nas despesas da “Pastoral da Estrada” e da Paróquia São Bras.

“Toda quinta-feira a gente se reúne em uma concessionária de Bauru. O pessoal leva carne para assar e a paróquia entra com o bar, com cerveja, refrigerante e água. A renda é revertida para a paróquia. A minha paróquia é de periferia, pobre. A gente acaba complementando o que falta para construir algumas coisas dentro da igreja”, informou.

Encontro

Já neste final de semana, padre Edson está voltado para outro grande evento que acontece até domingo (18), no Centro Rural de Tibiriça, distrito que pertence a Bauru. Cerca de três mil motociclistas de toda região participam do encontro. “Está sendo uma correria. São pessoas que sabem da causa. O encontro é beneficente para ajudar a ‘Pastoral da Estrada’. Todos estão convidados. Várias bandas participam no local, que também tem segurança e praça de alimentação completa, DJ e globo da morte. A entrada custa R$ 10”, completou.

 

    Fonte:http://g1.globo.com/sp/bauru-marilia/noticia/2014/05/vezes-batina-cheira-gasolina-diz-padre-fundador-de-motoclube.html

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Nota de www.rainhamaria.com.br

Por Dilson Kutscher

A maioria dos católicos vão dizer:

Ora, sr. Kutscher, padre motociclista, que leva essa paixão para Igreja, isto é coisa normal nos dias de hoje. (Mas infelizmente não deveria ser)

Nossa Senhora já havia profetizado...

Jacinta, uma das videntes de Nossa Senhora em Fátima, em suas últimas palavras, comunicadas à sua madrinha, madre Maria da Purificação Godinho, disse:

"Hão de vir umas modas que ofenderão muito a Nosso Senhor. As pessoas que servem a Deus não devem andar com a moda. A Igreja não tem modas O Céu não tem modas, o mundo as tem todas. Nosso Senhor é sempre o mesmo. Peça muito pelos padres! Peça muito pelos religiosos! Os padres só deviam ocupar-se das coisas da Igreja . Eles devem ser puros".

Diz na Sagrada Escritura:

"Não ameis o mundo nem as coisas do mundo. Se alguém ama o mundo, não está nele o amor do Pai.
Porque tudo o que há no mundo - a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida - não procede do Pai, mas do mundo.
O mundo passa com as suas concupiscências, mas quem cumpre a vontade de Deus permanece eternamente". (I São João 2, 15-17)

Vivemos tempos Apocalípticos, onde Sacerdotes que abandonaram seus trajes eclesiásticos (hábitos, batinas) são vistos como qualquer pessoa em nosso dia-a-dia.

Vejam a foto do Padre Edson Roberto Codatos.

Ele aparenta ser um sacerdote do Altíssimo? Ou um homem qualquer?

n/d

Um sacerdote que passa de batina nas ruas faz aquele que está afastado da Igreja há algum tempo lembrar que ele precisa se reconciliar com Deus. Às vezes a pessoa está em seus afazeres diários e nem está pensando em Deus, mas ao ver aquele padre passar, DUVIDO que dentro de sua cabeça e de seu coração a voz da consciência não diga “já faz tempo que você não vai à Igreja” ou “você tem tanto tempo pra tudo… precisa de um tempo para Deus também”

"Batina é o distintivo, a farda de um soldado. Já viste policial, um reles deles, sem farda? Sem farda ele perde a autoridade. Também assim é o padre. Se ele não estiver a usando ele se mistura ao povo, e o povo "o engole".

A batina é um sinal de consagração a Deus. Sua cor negra é sinal de luto. O padre morreu para o mundo, porque tudo o que é mundano não lhe atrai mais. Ela é ornada de 33 botões na frente, representando a idade de Nosso Senhor. São 5 botões nas mangas, representando as 5 chagas de Nosso Senhor. Também possui 2 presilhas laterais que simbolizam a humanidade e a divindade de Nosso Senhor. O padre a usa com uma faixa na cintura, símbolo da castidade e do celibato.

Disse o Santo Papa João Paulo II, em uma carta que exprime seu pensamento, sublinhando mais uma vez a importância do uso do hábito, “testemunho da identidade do padre e de que pertence a Deus” ... “em um mundo tão sensível à linguagem das imagens”.

Sabe porque fiz os cometários acima?

A sociedade, principalmente nossa juventude, não respeita mais a Igreja, a CASA DE DEUS, pois já não reconhecem nos sacerdotes modernos, com suas vestes mundanas, a contemplação de algo Divino e Sagrado. Se os próprios religiosos estão deixando o sagrado de lado para abraçarem as coisas do mundo, porque a nossa sociedade deveria ter algum respeito. Ora, pelas ruas e até na CASA DE DEUS os sacerdotes não são mais diferenciados, preciso dizer mais? Se povo não acha mais a Igreja, a verdadeira CASA DE DEUS, que dirá seus sacerdotes quase que desapercebidos no meio do povo.

Diz na Sagrada Escritura:

"É a ruína que está chegando. Procurar-se-á salvação, sem que se possa encontrá-la. Sobrevirão desastres sobre desastres, má nova sobre má nova. Pedir-se-ão oráculos ao profeta, faltará a lei para o sacerdote, e o conselho para os anciãos. O rei há de pôr luto, ficará o príncipe cheio de consternação, tremerão as mãos dos homens do povo. Tratá-los-ei de conformidade com o proceder que levaram, julgá-los-ei conforme houverem merecido. Então saberão que sou o Senhor". (Ezequiel 7, 25-27)

Para terminar, disse Santo Afonso Maria de Ligório:

"Para fazer um bom padre não bastam apenas graças comuns e pouco numerosas; requerem-se graças muito especiais e abundantes. Ora, como quereria Deus prodigalizar os seus favores a quem se pôs a seu serviço, e depois o serve mal? Santo Inácio de Loyola chamou um dia um irmão leigo da sua Companhia, que passava uma vida muito tíbia, e falou-lhe assim: “Dize-me, irmão meu, que vieste fazer à religião?” Ele respondeu-lhe: “Vim para servir a Deus”. “Ah, meu irmão, replicou o Santo, que disseste? Se me tivesses respondido que foi para servir um cardeal, um príncipe da terra, terias mais desculpa; mas, visto que vistes para servir a Deus, — é assim que o serves?

Todo o sacerdote entra na corte, não dum príncipe da terra, mas noutra muito mais alta, — a dos amigos de Deus, onde se tratam continuamente e em confidência os negócios mais importantes para a glória da soberana Majestade. Donde procede que um padre tíbio mais desonra do que honra a Deus; porque dá a entender, pela sua conduta negligente e cheia de defeitos, que o Senhor não merece ser servido e amado com mais diligência; que, procurando agradar-lhe, não encontra prêmio que o faça bastante feliz; e que a sua divina Majestade não é digna dum amor tal, que nos obrigue a preferir a sua glória a todas as nossas satisfações". (Santo Afonso de Ligório, A Selva -O mal da tibieza no Padre, I)

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Fonte: http://www.rainhamaria.com.br

 

 
 
 

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