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22/01/2014
Em dois anos, Vaticano expulsou 400 padres por denúncias de pedofilia
 


Em dois anos, Vaticano expulsou 400 padres por denúncias de pedofilia

18/01/2014 13:29

Destituições por denúncias de abuso sexual ocorreram ainda sob Bento 16, que renunciou ao pontificado

 

Por iG São Paulo

Nos dois últimos anos de seu pontificado, o papa Bento 16 expulsou 400 padres acusados de pedofilia e abusos sexuais, mais do que o dobro das destituições nos dois anos anteriores a 2010, quando explodiram as denúncias contra párocos. A revelação está num documento oficial obtido pela agência Associated Press. O Vaticano confirmou as informações neste sábado (18).

Trata-se da primeira compilação de padres expulsos por pedofilia em toda a história da Igreja Católica - e uma indicação, segundo vaticanistas, de que o número é ainda maior, já que não inclui os processos no âmbito das dioceses.

A maneira com a qual a Igreja passou a lidar com padres pedófilos mudou radicalmente desde 2011, ano em que o Vaticano ordenou que os bispos enviassem a Roma, para posterior investigação, todas as denúncias envolvendo abusos sexuais.

Ainda antes de se tornar papa, o então cardeal Joseph Ratzinger reforçou a necessidade de enfrentamento do problema - tradicionalmente, os bispos simplesmente mudavam de paróquia os padres envolvidos em denúncias.

Francisco
Se com Bento 16 a punição aos padres pedófilos parece ter sido implacável, isso não deverá mudar no pontificado de Francisco.É o que garante o monsenhor Charles Scicluna, maior autoridade católica sobre a crise dos abusos da Igreja. Ele diz que, no ano passado, outros 100 clérigos foram expulsos pela mesma razão.

Scicluna disse que Francisco, a despeito de sua natureza misericordiosa, seria muito duro com clérigos pedófilos após a crise que o papa chamou de "a vergonha da igreja". "Eu me encontrei-me com Francisco e ele expressou grande determinação para continuar na linha de seus antecessores", disse Scicluna , que atuou no Vaticano por 17 anos antes de ser nomeado bispo auxiliar em Malta em 2012.

"Seu evangelho da misericórdia é muito importante, mas não é uma misericórdia barata. Tem que respeitar a verdade e as exigências da justiça ", disse Scicluna em entrevista por telefone.

O papa, eleito em março passado, criou uma comissão de especialistas em dezembro para enfrentar o abuso sexual de crianças na Igreja Católica, no primeiro grande passo para enfrentar uma crise que tem assolado a instituição por duas décadas.

O grupo vai estudar formas de melhor vigiar sacerdotes, proteger os menores e as vítimas nas acusações em que o Vaticano não fez o suficiente para proteger os mais vulneráveis ou fazer as pazes.

Em 2012, quando Scicluna ainda estava em seu trabalho anterior, no Vaticano, ele criou uma polêmica quando pronunciou a palavra "omerta" - geralmente usada para descrever o código da máfia siciliana de silêncio - em relação à crise dos abusos sexuais na Igreja.

Ele usou-o novamente neste sábado em resposta a uma pergunta. "Eu acho que há um sinal claro de que 'omerta' não é a forma como a Igreja deve responder", disse ele.

A igreja teve de pagar centenas de milhões de dólares em indenizações por casos de abuso sexual em todo o mundo, levando à falência uma série de dioceses.

 

Fonte:http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2014-01-18/em-dois-anos-vaticano-expulsou-400-padres-por-denuncias-de-pedofilia.html


Vaticano expulsou 400 padres por denúncias de pedofilia

 

18/01/2014 - 14:39

Em 2005, Bento XVI prometeu afastar todos os que esconderam os abusos sexuais dentro da Igreja, mas não conseguiu.
 

Sofia Lorena

Quase 400 sacerdotes foram expulsos da Igreja Católica em 2011 e 2012, durante o pontificado de Bento XVI, depois da explosão de denúncias por abusos sexuais de crianças.

Os números estão nos documentos reunidos para o Comité da ONU para os Direitos das Crianças, onde representantes do Vaticano começaram a responder na quinta-feira – é a primeira vez que a Igreja é confrontada publicamente sobre os abusos.

As audiências, que decorrem em Genebra, vão prolongar-se até ao fim do mês. Na abertura, os especialistas do Comité da ONU pediram à Igreja Católica que actue de forma mais rigorosa contra os abusos cometidos por membros do clero.

O Vaticano expulsou 260 padres em 2011 e 124 em 2012, dizem os dados que a Associated Press obteve e que a Igreja entretanto confirmou. Os 384 casos são mais do sobro dos 171 padres afastados em 2008 e 2009, os primeiros anos em que se conhecem os dados.

No mesmo período, 2011 e 2012, houve mais 400 casos enviados para tribunais da Igreja ou que foram resolvidos com sanções administrativas. A expulsão é a punição mais grave prevista no direito da Igreja.

A transparência tem aumentado, mas ainda deixa a desejar, dizem as vítimas e diz a ONU. O mês passado, o Vaticano recusou um pedido do mesmo Comité para os Direitos das Crianças para disponibilizar dados sobre os abusos, defendendo que essa informação só pode ser fornecida a pedido de um país onde decorram procedimentos legais que o justifiquem.

Para a Rede de Sobreviventes de Pessoas Abusadas por Padres (SNAP na sigla inglesa), "o Papa tem que começar a expulsar do sacerdócio os eclesiásticos que encobriram crimes sexuais, não só aqueles que os cometem. Enquanto isso não acontecer, as coisas não mudarão muito".

Os abusos foram mantidos em segredo pelos superiores dos acusados, incluindo bispos e cardeais. Em muitos casos, estes limitavam-se a transferir os sacerdotes para outras paróquias, em vez de denunciá-los à polícia ou à Santa Sé.

Durante mais de uma década, a Igreja Católica esteve mergulhada em escândalos de abusos sexuais sucessivos. Primeiro, foram denunciados casos na Irlanda, mais tarde na Alemanha, Estados Unidos e em vários países latino-americanos, como o Brasil e o México.

O pico das denúncias aconteceu entre 2008 e 2010, o que ajuda a explicar o pico das expulsões nos anos que se seguiram. “Desde a erupção americana, houve erupções na Irlanda, na Austrália e noutros países europeus”, lembrou ao jornal The Washington Post Nicholas P. Cafardi, académico e autor de um livro sobre a resposta da Igreja aos abusos.

“Alguns casos tinham décadas. Estes números são certamente grandes, mas quando se pensa no período de tempo em causa são menos impressionantes”, diz Cafardi. A Igreja Católica tem perto de 412 mil padres espalhados pelo mundo.

Em 2011, o então cardeal Ratzinger fez com que todas as denúncias começassem a ser enviadas para a Congregação para a Doutrina e da Fé, em Roma. Em 2005, quando foi eleito Papa, Bento XVI prometeu afastar todos os que esconderam os abusos sexuais dentro da Igreja, mas não conseguiu.

O Papa Francisco anunciou em Dezembro a criação de um comité para combater os abusos de crianças.

 

Fonte:http://www.publico.pt/mundo/noticia/vaticano-anunciou-que-expulsou-400-padres-por-denuncias-de-pedofilia-1620182

 
 
 

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