"...Então verão o Filho do homem voltar sobre as nuvens com grande poder e glória.." (Marcos 13)
 
       
 
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27/05/2018
O Papa encobriu o padre que molestou meu filho
 

O Papa encobriu o padre que molestou meu filho

O artigo original estranhamente desapareceu da página de Marco Tosatti poucas horas depois da publicação. Desconhecemos as motivações do “silenciamento”. O artigo em italiano pode ainda ser encontrado aqui.

https://fratresinunum.files.wordpress.com/2018/05/beatriz-varela-e-gabriel.jpg

Beatriz Varela e seu filho, Gabriel, abusado sexualmente em 2002. “O Papa encobriu o padre que abusou do meu filho”, afirmou ao jornal “Publico”.

Marco Tosatti – Tradução: FratresInUnum.com – 26 de maio de 2018 – O jornal espanhol “Publico”publicou há dois dias o testemunho de uma mulher argentina, Beatriz Varela, que, depois de quase onze anos, obteve da magistradura argentina uma sentença sem precedentes, que responsabilizou a Igreja argentina pelos abusos cometidos por um sacerdote contra o seu filho, Gabriel, que na época tinha quinze anos. Beatriz Varela, em seu testemunho, chama em causa Jorge Mario Bergoglio, na época, arcebispo da capital.

A Câmara de Apelo do município de Quilmes, na província de Buenos Aires, confirmou a sentença de um tribunal que, em dezembro passado, condenou a diocese ao pagamento de 155.600 pesetas (mais de 23 mil euros) pelas despesas do tratamento psicoterápico e pelos danos morais provocados ao rapaz e à sua mãe.

Os fatos aconteceram em 15 de agosto de 2002. Beatriz Varela convidou para uma visita em sua casa o Padre Ruben Pardo, de 50 anos, a fim de que instruísse os seus dois filhos rapazes sobre os preceitos religiosos. Segundo o relato do jornal argentino, o sacerdote pediu depois à mãe a permissão para que Gabriel passasse a noite na Casa de Formação na qual morava, para continuar o diálogo e fazê-lo servir à missa do dia seguinte.

Gabriel contou depois aos juízes que o padre convidou-o a dormir com ele, gesto que o jovem interpretou como uma atitude paterna. O padre aproveitou a ocasião para abusar sexualmente dele. “Sabia que estava me violentando, mas eu não conseguia pensar no que eu poderia fazer para impedi-lo, porque tinha muito medo e estava chocado”. O padre adormeceu e Gabriel correu pra casa e contou tudo para a sua mãe.

Beatriz Varela foi falar imediatamente com o bispo de Quilmes, que, depois da consternação inicial, não deu a impressão de querer fazer nada; tentou minimizar o fato, falando de compreensão e de momentos de fraqueza. Varela, que trabalhava em uma escola da diocese, foi submetida a pressões, mas continuou. “Bergoglio estava por dentro da denúncia. O seu compromisso é da boca pra fora”.

Varela procurou o tribunal eclesiástico, “cujo presidente não quis acolher a denúncia”, e onde, em seguida, foi levada à parte por quatro sacerdotes, submetida a “um interrogatório humilhante, com perguntas lascívas e tendenciosas”, e isso não obstante o responsável já tivesse confessado ao bispo. Beatriz Varela foi, depois, à cúria metropolitana, residência do arcebispo Bergoglio, de onde foi expulsa pelo pessoal da segurança. Na Catedral, adjacente à Cúria, descobriu que o padre abusador tinha sido alojado em uma casa do Vicariato, no bairro de Flores, dependente do arcebispado de Buenos Aires.

Varela é muito áspera: “Na Igreja, todos sabem e todos calam e, assim, são todos cúmplices. Bergoglio estava por dentro da denúncia. Ninguém se instala num vicariato sem a autorização do arcebispo. Este é o compromisso de Bergoglio: da boca pra fora”, ataca Beatriz, que acusa a Igreja argentina em geral a fazer pouco ou nada para impedir os abusos e cita outros casos, atuais, nos quais os sacerdotes acusados de abuso estão ainda em seus cargos, em contato com jovens.

O sacerdote que abusou do seu filho morreu de AIDS em 2005. Quem sabe espanhol, pode ler o artigo original em Publico, neste link.

Fonte:https://fratresinunum.com/2018/05/26/exclusivo-a-mae-de-um-rapaz-abusado-em-2002-acusa-o-papa-francisco-ele-estava-por-dentro-da-denuncia/

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Artigo em italiano

ARGENTINA. LA MADRE DI UN RAGAZZO ABUSATO NEL 2002 ACCUSA BERGOGLIO. “ERA AL CORRENTE DELLA DENUNCIA”.   

 


Il giornale spagnolo “Publico” ha pubblicato due giorni fa la testimonianza di una donna argentina, Beatriz Varela, che dopo quasi undici anni ha ottenuto dalla magistratura argentina una sentenza senza precedenti, che ritiene responsabile la Chiesa argentina negli abusi commessi da un sacerdote nei confronti di suo figlio, Gabriel, che all’epoca aveva quindici anni. Beatriz Varela nella sua testimonianza chiama direttamente in causa Jorge Mario Bergoglio, all’epoca arcivescovo della capitale.
La Camera di Appello del municipio di Quilmes, in provincia di Buenos Aires, ha confermato la sentenza di un tribunale che nel dicembre scorso condannò la diocesi al pagamento di 155.600 pesetas (più di 23mila euro) per le spese in trattamento psicoterapeutico e per danni morali provocati al ragazzo e a sua madre.
I fatti si riferiscono al 15 agosto 2002. Beatriz Varela invitò a casa sua il sacerdote Ruben Pardo, di 50 anni, affinché istruisse i suoi due figli maschi sui precetti religiosi. Secondo quando racconta il giornale argentino Pagina 12 il sacerdote chiese poi alla madre il permesso di far passare la notte a Gabriel nella Casa di Formazione in cui risiedeva per continuare nel dialogo e fargli servire messa il giorno seguente.
Gabriel ha poi raccontato ai gIudici che il prete lo invitò a dormire con sé, un gesto che il ragazzo ha interpretato come un’attitudine paterna. Il prete ne ha approfittato per abusare sessualmente di lui. “Sapevo che mi stava violentando, però non riuscivo a pensare che cosa potessi fare per evitarlo, perché avevo molta paura ed ero choccato”. Il prete si addormentò, e Gabriel corse a casa e confessò l’accaduto a sua madre.
Beatriz Varela andò immediatamente a parlare con il vescovo di Quilmes, che dopo la costernazione iniziale non diede l’impressione di voler fare nulla; cercò di minimizzare il fatto, parlando di comprensione e di momenti di debolezza. Varela che lavorava in una scuola della diocesi, fu sottoposta a pressioni, ma continuò. “Bergoglio era al corrente della denuncia. Il suo è un impegno solo a parole”.
Varela si rivolse al tribunale ecclesiastico, “Il cui presidente non voleva accogliere la denuncia”, e dove in seguito fu sottoposta da parte di quattro sacerdoti a a “Un interrogatorio umiliante, con domande lascive e tendenziose”, e questo nonostante che il responsabile avesse confessato al vescovo. Beatriz Varela andò poi alla curia metropolitana, residenza dell’arcivescovo, che era Bergoglio, da dove però fu espulsa dal personale della sicurezza. Nella cattedrale, adiacente alla curia, scoprì che il prete abusatore era stato alloggiato in una casa della Vicarìa del bario di Flores, dipendente dall’arcivescovado di Buenos Aires. Varela è molto amara: “Nella Chiesa tutti sanno e tutti tacciono, e così sono tutti complici. Bergoglio era al corrente della denuncia. Nessuno si installa in un vicarìa senza l’autorizzazione dell’arcivescovo. Questo è l’impegno di Bergoglio: solo a parole”, attacca Betariz, che accusa in generale la Chiesa argentina di fare poco o nulla per impedire gli abusi, e cita altri casi, attuali, in cui sacerdoti accusati di abusi sono ancora al loro posto a contatto con i giovani. Il sacerdote che abusò di suo figlio morì di AIDS nel 2005.
Chi conosce lo spagnolo può leggere l’articolo originale su Publico, a questo contatto.
Marco Tosatti
http://www.marcotosatti.com/2018/05/26/argentina-la-madre-di-un-ragazzo-abusato-nel-2002-accusa-bergoglio-era-al-corrente-della-denuncia/

 
 
 

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