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14/03/2019
Morre Cardeal da Mafia de Saint Gallen
 

Morre Cardeal da Mafia de Saint Gallen

14 de Março de 2019

Cardeal Belga Godfried Danneels falece aos 85 anos

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Por David Nussman • ChurchMilitant.com

MECHELEN, Bélgica (ChurchMilitant.com) - O cardeal Godfried Danneels, de 85 anos, ex-chefe da arquidiocese de Mechelen-Bruxelas, na Bélgica, morreu.

O Cardeal aposentado de 85 anos de idade morreu na manhã desta quinta-feira. O atual arcebispo de Mechelen e Bruxelas, Cardeal Jozef de Kesel, anunciou a passagem do Cardeal  Danneels, dizendo: "Continuamos a agradecer-lhe com gratidão. Que ele descanse na paz de Deus."

Danneels fazia parte de uma coalizão de líderes da Igreja de tendência esquerdista conhecida como a Máfia de St. Gallen - assim chamada em homenagem ao seu local de encontro em St. Gallen, na Suíça.

Embora a causa exata da morte do cardeal seja desconhecida do público, uma declaração dos bispos belgas menciona: "Sua saúde física deteriorou-se gradualmente".

O papa Francisco expressou suas condolências, dizendo em uma mensagem ao Cardeal De Kesel na quinta-feira: "Envio minhas mais profundas condolências a você e à sua família, aos bispos da Bélgica, ao clero, às pessoas consagradas e a todos os fiéis afetados por este luto.

"Esse pastor zeloso serviu a Igreja com dedicação", acrescentou o papa.

Conhecido como um liberal na Igreja, Cardeal Danneels falou favoravelmente em 2013 da legalização do casamento gay na Bélgica, dizendo a um jornal holandês: "Eu acho que é um desenvolvimento positivo que os estados estejam livres para abrir o casamento civil para os gays se quiserem".

Outro membro da Máfia de Saint Gallen, o alemão Cardeal Karl Lehmann morreu em março do ano passado, aos 81 anos.

A Máfia de Saint Gallen foi fundamental para conseguir que o Papa Francisco fosse eleito em 2013. O grupo semi-secreto conspirou durante anos para conseguir um prelado de mentalidade progressista eleito para o papado. Embora o grupo tenha se separado em 2005, quando não conseguiu eleger o Cardeal da Argentina Jorge Bergoglio ao papado, ressuscitou em 2013 após a repentina abdicação do Papa Bento 16.

Em agosto de 2015, o conselheiro papal Austen Ivereigh mencionou a Máfia de Saint Gallen  em sua biografia “O grande reformador”: Francisco e a formação de um papa radical. Ivereigh alegou que a Máfia de St. Gallen foi fundamental na eleição do papa Francisco ao papado pelo Colégio dos Cardeais durante o conclave de 2013.

Junto com o Cardeal Danneels e Cardeal Lehmann, membros da Máfia de St. Gallen, incluem o holandês Bispo Adriaan van Luyn, Cardeal Walter Kasper da Alemanha, Cardeal Achille Silvestrini da Itália e hoje falecido British Cardeal Cormac Murphy-O'Connor.

Em setembro de 2015, o agora falecido Cardeal Danneels confirmou a existência da cabala. Ele disse em uma entrevista em vídeo, "'The Saint Gallen Group' é uma espécie de nome elegante. Mas na realidade nós falamos de nós mesmos e desse grupo, 'A Mafia'."

Parece que o Grupo St. Gallen se formou no final da década de 1990 para combater o Papa São João Paulo II e o então Cardeal Joseph Ratzinger. Na época, Cardeal Ratzinger era conhecido como um dos assessores mais próximos do Santo Padre. A Máfia de St. Gallen era um grupo informal de clérigos católicos de alto nível com visões radicais que temiam que o então Cardeal Ratzinger se tornasse o próximo papa.

A coalizão secreta supostamente jogou seu peso atrás do então Cardeal Jorge Bergoglio no conclave de 2005. Eles se opuseram sem sucesso à eleição do Cardeal Ratzinger, que se tornou o Papa Bento XVI. A Máfia de Saint Gallen apoiou o Cardeal Bergoglio novamente no conclave de 2013 após a renúncia do Papa Bento XVI. Sua campanha de 2013 foi bem-sucedida e, em seguida, o Cardeal Bergoglio tornou-se o papa Francisco.

Este tipo de campanha organizada para a eleição papal durante um conclave é tecnicamente proibido. No capítulo seis da constituição apostólica de 1996, Universi Dominici Gregis, o Papa São João Paulo II emitiu uma série de condenações contra várias formas de politicagem entre os cardeais eleitores nos conclaves.

O Sumo Pontífice avisou: "Os Cardeais eleitores deverão abster-se de qualquer forma de pacto, acordo, promessa ou outro compromisso de qualquer tipo que os obrigue a dar ou negar seu voto a uma pessoa ou pessoas".

Tal comportamento, segundo o documento, merece uma excomunhão latae sententiae.


Fonte: https://www.churchmilitant.com/news/article/saint-gallen-mafia-cardinal-dies

 
 
 

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