Sinais do Reino


Espaço Mariano
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16/08/2023
Assunção de Nossa Senhora: prêmio pelos sofrimentos da co-redenção

Nosso Senhor quis Ele mesmo subir aos céus contemplado pelos homens. Mas, também quis que a Assunção de Nossa Senhora para o Céu, depois da d'Ele, se desse diante do olhar humano. Por quê?

Era preciso que a Ascensão fosse vista por homens que pudessem dar testemunho desse fato histórico duplo: não só de que Nosso Senhor ressuscitou, mas de que tendo ressuscitado Ele subiu aos Céus. Subindo ao Céu, Ele abriu o caminho para as incontáveis almas que estavam no Limbo à espera da Ascensão para se irem assentar à direita do Padre Eterno.

Antes de Nosso Senhor Jesus Cristo ninguém podia entrar no Céu. Apenas os anjos lá estavam. Então, Nosso Senhor, na Sua Humanidade santíssima, foi a primeira criatura – porque Ele ao mesmo tempo era Homem-Deus – que subiu aos Céus. E enquanto Redentor nosso, Ele abriu o caminho dos Céus para os homens. Também era preciso que Ele, que sofreu todas as humilhações, tivesse todas as glorificações. E glória maior e mais evidente não pode haver do que o subir aos Céus. Porque significa ser elevado por cima de todas as coisas da Terra e unir-se com Deus Pai transcendendo este mundo, onde nós estamos, para se unir eternamente com Deus no Céu Empíreo.

Jesus Cristo quis que Nossa Senhora tivesse a mesma forma de glória. Assim como Ela tinha participado como ninguém do mistério da Cruz, que Ela participasse também da glorificação d'Ele. A glorificação d'Ela se deu sendo levada aos Céus. Foi uma assunção e não uma ascensão. A ascensão foi a de Nosso Senhor ao céu por Sua própria força e poder. A assunção não é igual. Nossa Senhora não subiu ao Céu por um poder próprio, mas pelo ministério dos anjos. Ela foi carregada aos céus pelos Anjos. Foi a grande glorificação d'Ela nesta terra, prelúdio da glorificação d'Ela no Céu. No momento em que Ela entrou ao Céu, Ela foi coroada como Filha dilecta do Padre Eterno, como Mãe admirável do Verbo Encarnado e como Esposa fidelíssima do Divino Espírito Santo. Nós devemos conceber a Assunção como um fenómeno gloriosíssimo.

Infelizmente, os pintores da Renascença para cá não souberam descrever a glória que cercou este espectáculo. Quando se quer glorificar alguém, todos se põem nos seus melhores trajes; em casa exibem-se os melhores objectos, ornamenta-se com flores, tudo aquilo que há de mais nobre é exibido para glorificar a pessoa a quem se quer homenagear. Esta regra da ordem natural das coisas é seguida também no Céu. Então, é claro que o maior brilho da natureza angélica, o fulgor mais estupendo da glória de Deus deve ter aparecido no momento em que Nossa Senhora subiu ao Céu.

Muitas vezes na história a presença dos anjos faz-se sentir de um modo imponderável, embora não seja uma revelação deles. Mas nesta ocasião, deveriam estar rutilantíssimos, num esplendor invulgar. É natural também que o sol tenha brilhado de um modo magnífico, que o céu tenha ficado com cores variadas reflectindo a glória de Deus como numa verdadeira sinfonia. É natural que as almas das pessoas que estavam na Terra tenham sentido essa glória de um modo extraordinário, a verdadeira manifestação do esplendor de Deus em Nossa Senhora. Nenhum dos esplendores da natureza se podia comparar com o esplendor pessoal de Nossa Senhora subindo ao Céu.

À medida que Ela ia subindo, como num verdadeiro monte Tabor, a glória interior d'Ela ia transparecendo aos olhos dos homens. O Antigo Testamento diz d'Ela: omnis glória eius filia regis ab intus (Ps 44, 10) – toda a glória da filha do rei lhe vem de dentro. Com certeza essa glória interna d'Ela se manifestou do modo mais estupendo quando, já no alto da sua trajectória celeste, Ela olhou uma última vez para os homens, antes de deixar definitivamente este vale de lágrimas e ingressar na glória de Deus.

Foi o facto mais esplendorosamente glorioso da história depois da Ascensão de Nosso Senhor. Comparável apenas com o dia do Juízo Final em que Nosso Senhor Jesus Cristo virá em grande pompa e majestade para julgar os vivos e os mortos. Junto com Ele, toda reluzente da glória d'Ele, aparecerá também Nossa Senhora. Nós devemos considerar aí a impressão que tiveram os apóstolos e os discípulos quando A viram subir ao Céu.

A tradição narra que o apóstolo São Tomé duvidou da Ressurreição. Por isso foi convidado por Nosso Senhor a meter a mão na chaga sagrada do flanco d'Ele. Ele recebeu a Pentecostes e ficou confirmado em graça e um grande santo. Mas conta uma tradição venerável que, porque ele duvidou, na hora da morte e da Assunção de Nossa Senhora ele não estava presente. Quando chegou, Nossa Senhora já estava a certa distância da Terra. E ali vemos a índole de Nossa Senhora super materna, incomparável.

Foi um castigo pungente e merecido por uma culpa tão reparada. Então, conta-se que Ela sorrindo, concedeu uma graça a ele que não concedeu a nenhum outro:

Ela desatou o seu cinto e de lá de cima fez cair o cinto, que ele recebeu – não como um perdão, porque ele já estava perdoado – mas como uma suprema graça, que era uma relíquia d'Ela atirada para ele do mais alto dos Céus. Assim faz Nossa Senhora quando tem algo a perdoar a algum filho muito dilecto. Ela pune às vezes, porque às vezes Ela nem sequer pune, mas Ela o faz com um sorriso tão bondoso, de um perdão tão completo e de uma graça tão grande que São Tomé poderia mostrar esse presente dizendo: “o felix culpa, ó culpa feliz! Eu tive a desgraça de duvidar de meu Salvador, mas em compensação eu tive a felicidade de receber esta relíquia directa e celeste de minha Mãe Santíssima”.

O último favor d'Ela, a amenidade mais extrema, a bondade mais suave Ela deu exactamente a São Tomé. Isto deve-nos encorajar. Não há nenhum de nós que não tenha falhas, não tenha algum perdão a pedir. Nós devemos pedir a Nossa Senhora na festa da Assunção que Ela olhe para nossas falhas, e nos dê o perdão. Se nós chegarmos atrasados que Ela nos dê o favor especial, particularmente rico e suave, de maneira tal que quando chegarem os acontecimentos anunciados por Nossa Senhora em Fátima nós estejamos prontos.

Na Assunção de Nossa Senhora poderemos nos ir preparando para os grandes momentos previstos em Fátima com a certeza de que Ela nos sorrirá com a maternidade com que tratou a São Tomé.

Plinio Corrêa de Oliveira (10/VIII/1968) via 'Valores inegociáveis: respeito à vida, à família e à religião'

Fonte:http://senzapagare.blogspot.com/

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Maria foi assunta ao céu

Imagens da proclamação do dogma da Assunção de Nossa Senhora aos Céus, pelo Papa Pio XII na Praça de São Pedro, no Vaticano:

"...nós declaramos e definimos que é um dogma divinamente revelado: a Imaculada Sempre Virgem Maria, tendo completado o curso de sua vida terrena, foi assunta em corpo e alma à glória celestial."

vídeo aqui

Fonte:http://senzapagare.blogspot.com/

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A Assunção, o anúncio de como será no Paraíso

Celebrando a Assunção de Maria, é natural imaginar o Paraíso. Mas é completamente diferente das realidades a que estamos acostumados, porque ali existe Deus e uma alegria sem fim. E, no entanto, existem aqueles nesta terra que já podem prová-lo. De um escrito de S. Maximilian Kolbe.

ECCLESIA 15_08_2023

Relatamos a seguir um texto de São Maximiliano Maria Kolbe (1894-1941), publicado pela primeira vez em 1924 na revista Rycerz Niepokalanej [( O Cavaleiro da Imaculada Conceição ) SK 1065 "Como será no Paraíso", Rycerz Niepokalanej , VIII 1924, pág. 146-148 VIII 1931, p. 226-227].

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No dia 15 deste mês, a Santa Igreja, celebrando a Assunção da Bem-Aventurada Virgem Maria, canta com júbilo: "Maria foi elevada ao céu, regozijem-se os anjos, louvem e bendigam o Senhor". Espontaneamente nesse dia nos esforçamos para reproduzir em nossa imaginação o tão esperado Paraíso; no entanto, apesar de todos os nossos esforços, ainda não estamos satisfeitos. Dizemos a nós próprios que lá em cima terá de ser, de certa forma, diferente do que nos dizem ou do que lemos nos livros. E com razão; na realidade, as coisas no Paraíso não serão diferentes apenas “de certa forma”, mas, pode-se dizer, de uma forma completamente diferente do que podemos imaginar. E porque?

Porque tiramos todos os nossos conceitos das coisas que nos cercam , das realidades materiais que vemos aqui nesta nossa terra ou no meio dos espaços do firmamento, e só a partir de tudo isso nos formamos, através do conceitos de semelhança e causalidade, alguma ideia sobre o Paraíso. É, no entanto, uma ideia muito, muito imprecisa. No entanto, tudo o que nos rodeia, mesmo que sejam as coisas mais belas e atraentes, é sempre e sob todos os pontos de vista limitado. Não há beleza infinita ou imutável aqui. Tudo o que vemos, ouvimos ou sentimos não satisfaz plenamente nossos desejos. Queremos mais, mas esse “mais” não existe. Queremos que dure mais, mas aqui inexoravelmente e sempre chega o fim. No Paraíso será exatamente o contrário.

Existe Beleza Infinita e Boa: Deus e Felicidade Infinita . A diferença, portanto, é absolutamente infinita. Na Sagrada Escritura e nas obras dos Padres da Igreja encontramos muitas semelhanças extraídas do nosso conhecimento terreno. Assim, por exemplo, São João compara o Paraíso a uma cidade feliz e escreve: «A cidade não precisa da luz do sol nem da luz da lua, porque a glória de Deus a ilumina e a sua lâmpada é o Cordeiro. As nações andarão à sua luz..." (Apocalipse 21, 23-24). Segue imaginando que é construída com os materiais mais preciosos e belos que se possa imaginar, com ouro, portanto, e com as mais diversas pedras preciosas.

Freqüentemente, então, nos sermões, os padres tentam esboçar uma representação do Paraíso. Coletamos o que há de mais belo e de melhor ao nosso redor para compor o quadro com ele, mas tudo isso é apenas uma imagem distante, muito distante, pois estamos lidando com semelhanças infinitamente diferentes. De maneira ainda melhor, descreveu o Paraíso que, já nesta vida, foi arrebatado por um curto período de tempo, ou seja, São Paulo, que afirma: «As coisas que olhos não viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais entraram no coração do homem, isso Deus preparou para aqueles que o amam” (1Cor 2,9). É uma descrição ainda mais próxima da verdade, pois mostra a infinita diferença entre as ideias que temos sobre o Paraíso e a realidade.

De qualquer forma, eles podem ter uma ideia de como será no Céuaqueles que já nesta terra tiveram a oportunidade de saborear uma pequena antecipação do Paraíso. E todos podem experimentar. Basta aproximar-se da confissão com sinceridade, com diligência, com profunda dor pelos pecados e com a firme intenção de se emendar. A pessoa sentirá imediatamente uma paz e uma felicidade em comparação com as quais todos os prazeres fugazes, mas desonestos, do mundo são um tormento odioso. Todos procurem aproximar-se para receber Jesus Sacramentado com uma boa preparação; nunca permita que sua alma permaneça no pecado, mas purifique-a imediatamente; executa bem todos os seus deveres; elevar humildes e frequentes orações ao trono de Deus, sobretudo pelas mãos da Virgem Imaculada; abrace também os outros confrades com coração caridoso, suportando por amor de Deus sofrimentos e dificuldades; faz o bem a todos, inclusive aos inimigos, unicamente por amor a Deus e não para ser louvado nem muito menos agradecido pelos homens, então compreenderá o que significa ter uma amostra do Paraíso e poderá encontrar a paz e a felicidade mesmo na pobreza, no sofrimento, na desonra, na doença.

Esta antecipação do Paraíso é também um anúncio seguro da bem-aventurança eterna. Na realidade, não é fácil dominar-se da forma acima descrita, para conquistar esta felicidade, mas lembremo-nos que quem a pedir à Imaculada com humildade e perseverança, certamente a obterá, pois não é capaz de recusando-nos nada., nem o Senhor Deus pode recusar-lhe nada.De qualquer forma, em breve saberemos exatamente como será no céu. Certamente, em cem anos, nenhum de nós caminhará mais nesta terra. Mas o que são cem anos em comparação com o que passamos?... E então, quem esperará tantos anos mais?... Daqui a pouco, portanto, contanto que nos preparemos bem, sob a proteção da imaculada.

Fonte:https://lanuovabq.it/it/lassunta-lannuncio-di-come-sara-in-paradiso




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