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05/08/2022
Denunciam uma rede criminosa entre um empresário brasileiro, um iraniano especialista em ciberataques, Lula, Cristina e a tripulação de avião venezuelano

Em apresentação no Congresso, é levantada a existência de uma rede internacional que inclui o empresário Nuno Rocha, o iraniano preso na Argentina, Asan Azab, Lula, Cristina Kirchner e a tripulação do avião da Emtrasur.

Denunciam uma rede criminosa entre um empresário brasileiro, um iraniano especialista em ciberataques, Lula, Cristina e a tripulação de avião venezuelano

por Maibort Petit | rightdiario.com.ar 28/07/22, 11:27

Uma rede internacional - presumivelmente criminosa - foi revelada, incluindo o cidadão luso-brasileiro, Nuno Rocha dos Santos de Almeida e Vasconcelllos; um iraniano preso em junho na fronteira de Asan Azad com o Uruguai; o ex-presidente do Brasil, Lula da Silva, o ex-primeiro-ministro português José Socrates; a atual vice-presidente da Argentina, Cristina Kirchner; a tripulação iraniana do avião da Emtrasur em Buenos Aires, e até mesmo fundos do regime venezuelano.

Essa rede está sendo mapeada em uma investigação que apoia um projeto de resolução apresentado pela oposição na Câmara dos Deputados da Argentina, no qual o Poder Executivo - e seus órgãos de inteligência - são solicitados a fornecer informações sobre Nuno Rocha dos Santos, e que ser confirmado se o referido empresário aparece nos contactos do telefone iraniano, Asan Azad, que foi confiscado quando este foi detido pelas autoridades fronteiriças.

No mesmo texto, assinala-se que Nuno é há anos uma figura de proa do "patriarca" dos banqueiros portugueses, Ricardo Salgado Espírito Santo, apelidado no seu país de DDT (Dono Disto Tudo, ou seja, dono de tudo isto ) e que, graças a essa relação, conseguiu acumular uma fortuna que depois transferiu ilegalmente para o Brasil.

Em junho de 2014, Nuno Rocha foi afastado da gestão do Banco Espírito Santo de Portugal por diversas irregularidades, e viajou para o Brasil para continuar com os seus esquemas de fraude financeira e branqueamento de capitais.

"Operação Marquês"

O próprio Ricardo Salgado foi condenado a seis anos de prisão por três crimes de abuso de confiança na chamada "Operação Marqués", o caso cujo principal réu é o ex-primeiro-ministro português José Sócrates, que hoje assessora o candidato a presidente do Brasil Lula da Silva.

O socialista Sócrates liderou o governo português entre 2005 e 2011, período em que instalou uma rede criminosa que incluiu múltiplos crimes económico-financeiros, que foram investigados pela justiça portuguesa. Várias ligações entre Sócrates e Lula são mencionadas no caso.

Na apresentação, os deputados argentinos do PRO citam um artigo do jornal português O Público, onde consta que o ex-presidente Lula da Silva e um de seus principais assessores, José Dirceu (atualmente preso pelo escândalo da Petrobras) teriam recebido propinas de 50 milhões de euros, “em troca das necessárias autorizações políticas para um acordo de telecomunicações luso-brasileiro”.

Suspeita-se que as propinas teriam assegurado que o acordo tivesse a necessária autorização do Estado brasileiro e das agências negociadoras. "A polícia portuguesa estaria investigando pessoas próximas ao ex-presidente Lula da Silva, ex-funcionários e gerentes brasileiros e portugueses, em uma investigação relacionada ao negócio fechado entre a operadora Oi e a Portugal Telecom (PT) em 2010", explica a carta. .

O papel de Nuno Rocha dos Santos de Almeida e Vasconcellos

Na apresentação, a Together for Change assegura —citando fontes de inteligência— que Nuno Rocha entrou no negócio através da aquisição e controlo da companhia telefónica portuguesa através da sua empresa ONGOING com capital de Ricardo Espírito Santo, que segundo fontes fidedignas da investigação, " seria capital do petróleo chavista."

Nuno era também accionista do Banco Espírito Santo, "o mesmo banco com sucursal em Miami, que foi lembrado pelos investigadores judiciais como o 'Banco Noriega', em alusão ao ex-ditador panamenho Manuel Noriega".

Segundo as citadas fontes judiciais portuguesas, “o Banco Espírito Santo tinha poderes especiais para gerir todos os bens de Hugo Chávez e da sua irmandade venezuelana”.

Na carta apresentada pela oposição, destacam-se algumas reportagens de imprensa —em português e inglês— onde se afirma que o ex-primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates —que se tornou o “facilitador do branqueamento de capitais, suborno e corrupção”— foi quem que possibilitou a ascensão de Nuno Rocha dos Santos Vasconcellos.

Nuno, que tem dupla nacionalidade (portuguesa e brasileira), vive atualmente em São Paulo e seria protegido de José Dirceu (processado pelo emblemático caso Lava Jato com quase nove anos de prisão, libertado em 2019) e Lula da Silva.

Dívidas em Portugal

Na comunicação entregue, é feita referência a várias publicações em português, que indicam que "Nuno Rocha Santos Vasconcellos deixou grandes dívidas em Portugal".

“A principal holding do grupo sob sua responsabilidade tinha uma dívida de mais de 1.300 milhões de euros quando entrou em liquidação em outubro de 2016“. Em 2017, Nuno devia 1,25 milhões de euros ao Estado. O Novo Banco, por sua vez, herdou uma dívida de 12 milhões. O BCP era credor do empresário por 9,7 milhões de euros. No total, Nuno Vasconcellos devia 22,95 milhões de euros.

Premiado no Brasil

Devido a estas dívidas, o empresário luso-brasileiro encontra-se insolvente desde o verão de 2016. “Não pagou a dívida pessoal que tinha, alegando que em seu nome só tinha uma moto de água”, refere o relatório.

Durante a presidência de Dilma Rouseff, em 2016, Nuno, como representante dos acionistas que controlam o portal iG e outros veículos de comunicação, foi homenageado pela Polícia Militar. “Foi-lhe entregue uma moeda comemorativa, utilizada simbolicamente para homenagear oficiais e cargos pelos bons serviços prestados, bem como civis que dão um valioso contributo à sociedade”, explica.

Perdas Milionárias

Em Portugal, os bancos Novo Banco e BCP perderam quase 700 milhões de euros em empréstimos concedidos à empresa Ongoing, representada por Nuno e seu sócio Rafael Mora. As perdas multimilionárias ultrapassam 3% da riqueza produzida em Portugal em 2017. Os relatórios mostram que o Banco Novo e o BCP não conseguiram recuperar os empréstimos concedidos à Ongoing.

O relatório adianta que as perdas atingiram outros 440 milhões de euros no Novo Banco e 230 milhões no BCP quando se acrescentou a continuação e anulação de juros de dívidas. Este montante equivale a mais de 80% dos empréstimos inicialmente concedidos.

Durante o ano de 2014, quando o Grupo Espírito Santo foi intervencionado durante a investigação do caso, apareceram nos relatórios várias empresas que angariaram fundos junto do BES e colocaram o banco para assegurar a dívida. Entre as empresas aparece em andamento.

A operação do Grupo Espírito Santo, que veio à tona em 2014, começou com a prisão do ex-primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates, no aeroporto de Lisboa. O ex-funcionário passou mais de nove meses em prisão preventiva na prisão de Évora e mais um mês e meio em prisão domiciliária.

Após os acontecimentos de 2014, Nuno Rocha "emigrou" para o Brasil, sob a proteção de seus associados e amigos, José Dirceu e José Sócrates, ambos próximos do ex-presidente Lula da Silva.

Uma vez instalado no Brasil, Nuno criou uma holding ligada à comunicação social com fundos alegadamente obtidos por meios ilegítimos em Portugal. Na apresentação aos deputados, Juntos pela Mudança denunciou que Nuno criou uma rede de contatos na Argentina, com jornalistas e personalidades relacionadas à vice-presidente Cristina Fernández "com o objetivo de apoiar sua candidatura presidencial e interferir no processo eleitoral por meio de mecanismos e especialistas em ciberinteligência”.

Neste sentido, pede-se o enfoque no contacto de Nuno Rocha Vasconcellos com o iraniano recentemente detido em Concepción del Uruguay e com a tripulação do avião iraniano-venezuelano.

Um fato suspeito

Os deputados da oposição chamam a atenção para um comentário feito na semana passada pelo vice-presidente, que desafiou publicamente o presidente Alberto Fernández quando disse que ela poderia mostrar seu celular a qualquer um, enquanto outros não, fazendo uma alusão velada ao vazamento de informações sugestivas e conversas comprometedoras que seriam de seu companheiro de fórmula presidencial e atual presidente da Argentina.

“Ninguém se perguntou como a vice-presidente teve essa informação, como ela chegou a ela ou quem está por trás disso? … talvez, talvez, com certos especialistas em software, engenharia social e inteligência cibernética, como, por exemplo, o iraniano cidadão detido em Entre Ríos e a delegação do avião da Emtrasur detida em Ezeiza?”

Por Maibort Petit – La Derecha Diario

Fonte:https://derechadiario.com.ar/argentina/denuncian-una-red-criminal-entre-un-empresario-brasileno-un-irani-experto-en-ciberataques-lula-cristina-y-la-tripulacion-del-avion-venezolano




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