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17/12/2020
Ditadura de Maringá: o Padre silenciado

Ditadura de Maringá: o Padre silenciado

17-12-2020

Por FratresInUnum.com

Nero foi um ditador sanguinário e paranoico, não se limitou a cometer desmandos brutais como também fez injustiças bárbaras, quer matando sua própria mãe, quer fazendo com que Sêneca, seu antigo pedagogo e conselheiro, cometesse suicídio como prova de sua própria obediência e submissão. São assim os ditadores: além de abusarem de sua autoridade, responsabilizam suas vítimas e as penalizam com o voluntário desaparecimento.

Ontem, publicamos um artigo em que comentávamos o absurdo simulacro de decreto emitido por Dom Severino Clasen, ofm, ex-aluno de Leonardo Boff, que aparece, muitíssimo à vontade, numa foto ao lado do ex-presidente e atual condenado Lula. Mostramos que não apenas a arbitrariedade do texto, como a oniprensença de nonsenses, que denunciam a mais absoluta inépcia do prelado, o seu completo despreparo, somado a uma féria vontade persecutória.

Hoje, fomos surpreendidos com uma mensagem da vítima, o Pe. Rodrigo Gutierrez Stabel, em que realiza o seu próprio auto-amordaçamento: ele se culpa por um eventual escândalo produzido pela divulgação da carta (escândalo que jamais teria acontecido se a carta não tivesse sido escrita) e diz que deletará permanentemente a sua postagem (a qual permanecerá devidamente arquivada, segundo o princípio: “você vem com a sua versão da história, mas a gente tem o print da conversa”), e reafirma sua obediência, comunhão, submissão, em nome das quais se afastará das redes sociais.

Os ditadores não brincam em serviço, tudo o que querem é neutralizar por completo os seus desafetos e criarem a completa hegemonia. Um padre, nos dias atuais, pode ser facilmente vitimizado por toda a estrutura eclesiástica sem que possa fazer nada em sua própria defesa.

Se o “Decreto” do arcebispo era a ditadura documentada, a mensagem do padre é a documentação da ditadura consumada, de um tirano que de maneira ostensiva obriga a sua vítima a voluntariamente se destruir, quando as únicas coisas alegadas contra ela eram apenas disparates e generalidades oblíquas.

Não se trata de especulações sobre a vida pessoal e o ministério de um padre, mas sobre um modus operandi iníquo, que revela o caráter tirânico de uma autoridade eclesiástica, a qual age a despeito da lei e por puro autoritarismo.

Fazemos votos de que os fieis não deixem o padre abandonado à mão de seu tirano e o ajudem, pois não falamos de um criminoso que precisa ficar encarcerado para o bem da sociedade. Temos de ficar atentos, pois abusos de autoridade como esse não podem passar desapercebidos. É hora de nós, leigos, acordarmos e nos posicionarmos contra desmandos dessa natureza.

Fonte:https://fratresinunum.com/2020/12/17/ditadura-de-maringa-o-padre-silenciado/




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