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07/04/2021
Bento XVI declara devoção a São José em entrevista inédita aos 93 anos

Bento XVI declara devoção a São José em entrevista inédita aos 93 anos

publicado em 31/03/21

"O silêncio dele, na verdade, é a sua mensagem. Ele expressa o 'sim' que assumiu na sua união com Maria e, portanto, com Jesus"

Papa Bento XVI

Bento XVI declara devoção a São José em entrevista inédita aos 93 anos, concedida ao semanário católico Die Tagespost. A entrevista completa, conduzida pela jornalista Regina Einig, será publicada pelo periódico alemão nesta Quinta-Feira Santa.

Vale recordar que o nome de batismo do Papa Emérito é Joseph, isto é, José em alemão. Por isto, o santo pai adotivo de Jesus é especial padroeiro do Papa Ratzinger.

Na entrevista, Bento XVI incentiva os católicos a lerem a carta apostólica “Patris corde“, com a qual o Papa Francisco proclamou o corrente Ano de São José. Trata-se de um texto que “vem do coração e vai ao coração”, comentou o Papa Emérito sobre a carta de seu sucessor e acrescentando que ela “contém enorme profundidade”. Bento declarou:

“Estou particularmente satisfeito com o fato de que o Papa Francisco tenha chamado a atenção dos fiéis para São José. Li com especial gratidão e sincera aprovação a carta apostólica ‘Patris corde‘, que o Santo Padre publicou por ocasião da elevação de São José a santo padroeiro universal da Igreja há 150 anos. Considero que esse texto deve ser lido e considerado repetidamente pelos fiéis, contribuindo assim para a purificação e para o aprofundamento da nossa veneração dos santos em geral e de São José em particular”.

Bento XVI destacou o silêncio de São José, cuja vida humilde se distancia do centro das atenções:

“O silêncio dele, na verdade, é a sua mensagem. Ele expressa o ‘sim’ que assumiu na sua união com Maria e, portanto, com Jesus”.

Bento XVI declara devoção a São José

O Papa Emérito contou que a sua família mantinha uma forte tradição de celebrar o Dia de São José, 19 de março, como uma data festiva. A família preparava um café-da-manhã especial, com grãos de café moídos na hora – algo que a família não tinha condições de fazer todos os dias. O pai do futuro Papa, aliás, era um grande apreciador de café. Nessa ocasião, havia até uma toalha de mesa especialmente dedicada ao santo esposo de Nossa Senhora. A mãe de Joseph Ratzinger também preparava um bolo com glacê nessa data. Por fim, a mesa era adornada com uma flor do início da primavera no hemisfério Norte. Não custa lembrar que um símbolo especial de São José é justamente uma flor, o lírio branco da pureza.

Bento XVI também fala da significativa tradição que invoca São José como patrono da morte santa, já que ele teve o privilégio de morrer entre ninguém menos que Jesus e Maria:

“A ideia de que ele tenha terminado a vida terrena aos cuidados de Maria é bem fundamentada. Por isso, pedir que ele nos acompanhe docemente em nossa hora derradeira é uma forma bem fundamentada de piedade”.

Fonte: https://pt.aleteia.org/2021/03/31/bento-xvi-declara-devocao-a-sao-jose-em-entrevista-inedita-aos-93-anos/

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A morte de São José: misteriosa, mas a mais sublime que se pode imaginar

publicado em 18/01/16

Pode haver melhor passagem para a vida eterna do que entre os braços de Jesus e de Maria?

Não há registros documentais da morte de São José, mas é comumente aceito que ele faleceu antes do início da vida pública de Jesus.

Nos primeiros séculos da Igreja, conforme narra Isidoro de Isolanis, costumava-se ler nas igrejas do Oriente, todo dia 19 de março, uma narração solene da morte do pai adotivo do Filho de Deus:

“Eis chegado para São José o momento de deixar esta vida. O Anjo do Senhor lhe apareceu e anunciou ter chegado a hora de abandonar o mundo e ir repousar com seus pais. Sabendo estar próximo o seu último dia, quis ele visitar, pela última vez, o Templo de Jerusalém, e lá pediu ao Senhor que o ajudasse na hora derradeira.

Voltou a Nazaré e, sentindo-se mal, recolheu-se ao leito, agravando-se em breve o seu estado. Entre Jesus e Maria, que o assistiam com carinho, expirou suavemente, abrasado no Divino Amor.

Oh, morte bem-aventurada! Como não havia de ser doce e abrasada no Divino Amor a morte daquele que expirou nos braços de Deus e da Mãe de Deus?

Jesus e Maria fecharam os olhos de São José.

E como não havia de chorar Aquele mesmo Jesus que choraria sobre a sepultura de Lázaro? ‘Vede como ele o amava!’, disseram os judeus. São José não era tão só um amigo, mas um pai querido e santíssimo para Jesus”.

A Igreja, que venera com carinho este santo de tão grande devoção dos cristãos, o reconhece como o padroeiro da boa morte.

Pode haver, afinal, melhor passagem para a vida eterna do que entre os braços de Jesus e de Maria?

Fonte: https://pt.aleteia.org/2016/01/18/a-morte-de-sao-jose-misteriosa-mas-a-mais-sublime-que-se-pode-imaginar/




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