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26/09/2013
O fator Maradiaga

 

O fator Maradiaga

Por Hermes Rodrigues Nery * | Fratres in Unum.com –  No dia seguinte à renúncia de Bento XVI, Leonardo Boff foi entrevistado por uma emissora de televisão e disse que o seu candidato preferido a Papa seria o Cardeal hondurenho Óscar Andrés Rodríguez Maradiaga, SDB, arcebispo de  Tegucigalpa, este sim, segundo Boff, amigo da “Teologia da Libertação” e seu próprio amigo – o que ele diz sobre o purpurado pode ser conferido aqui, a partir dos 5:10.

Cardeal Maradiaga no comando.

Cardeal Maradiaga no comando.

Pois bem, Maradiaga foi escolhido pelo Papa Francisco para ser o Coordenador do Conselho de Cardeais que irá apresentar, agora em outubro, propostas para a chamada “reforma da Cúria Romana”. Em entrevista divulgada hoje por Info Católica, o prelado declara que as reflexões da comissão que ele encabeça conduzirão a “algo muito interessante” para a Cúria.  Nas confidências, hoje pacificamente aceitas como autênticas, de Francisco a um grupo de líderes religiosas latino-americanas podemos ler: “A reforma da Cúria romana é algo que pedimos quase todos os cardeais nas congregações anteriores ao Conclave. Eu também a pedi. A reforma não posso fazer eu, estes assuntos de gestão… Eu sou muito desorganizado, nunca fui bom nisso. Mas os cardeais da comissão a levarão adiante. Aí estão Rodríguez Maradiaga, que é latino-americano, que está na dianteira…”.

Mas quem é Óscar Andrés Rodríguez Maradiaga, predileto de Boff e a pessoa de confiança de Francisco?

Maradiaga teve um braço de ferro com Bento XVI, em maio de 2011, quando este se opôs que Lesley-Anne Knight fosse reeleita secretária-geral da Cáritas Internacional. Maradiaga, então, presidia a instituição que, na visão de Bento XVI, havia perdido sua identidade católica. Atesta este fato o que recordamos, de passagem: a Caritas brasileira é financiada nada mais nada menos que pela abortista Fundação Ford.

Com o veto de Bento XVI, Lesley-Anne Knight foi acolhida para secretariar o grupo “The Elders“, que reúne 12 líderes mundiais anciãos, presidido por Nelson Mandela e do qual faz parte Fernando Henrique Cardoso. A entidade propõe, entre outras coisas, como explica Monsenhor argentino Juan Claudio Sanahuja, “o acesso das mulheres ao ministério sagrado das denominações cristãs”. Seus membros são financiados pela Open Society, de Georges Soros.  Poder-se-ia depreender, dessas ligações, algumas das motivações pelas quais nossos pastores atualmente preferem não se apresentar como “obcecados” por temas morais?

Ainda sobre “The Elders”, o meu professor de Bioética, Monsenhor Michel Schooyans, assim explicou em uma de nossas aulas na PUC-RJ, em 2010: ”Limitar-nos-emos aqui a ressaltar a hostilidade desse grupo de “The Elders” face às Igrejas cristãs que se recusam a ordenar mulheres.  Eis como se argumenta: assim como os espaços da atividade secular, anteriormente reservados aos homens, tornaram-se acessíveis às mulheres, assim também os espaços da atividade religiosa, hoje reservados aos homens, devem ser abertos às mulheres” (Ver um resumo do pensamento dos Anciãos aqui, e aqui citado como fonte . Para mais informações ver a página da entidade).

Além de delegar a Maradiaga a coordenação do grupo de Cardeais para estudar a reforma da Cúria, Francisco sinalizou que ele terá força e aval no que proporá, pois, na sua última e controversa entrevista, quando o padre Antonio Spadaro lhe lembrara que “o estilo de governo da Companhia implica a decisão por parte do superior, mas também o atender ao parecer dos seus ‘consultores’”, Francisco respondeu, com precisão: “Sim, devo acrescentar, no entanto, uma coisa: quando entrego uma coisa a uma pessoa, confio totalmente nessa pessoa”.

Ocorre que Maradiaga, a quem Francisco confiou os estudos para a reforma da Cúria, faz parte do “Religions for Peace” (cf. página 18 deste documento), entidade que , junto com os “The Elders”, vêm trabalhando para mudar os princípios morais e a disciplina da Igreja Católica, entre outras medidas, como conta Sanahuja em “Poder Global e Religião Universal”, “para impor uma nova ética ou religião universal que consinta, por um lado, no relativismo moral e, por outro, na idolatria da lei positiva – a lei civil – o que é fruto de consensos parlamentares ou políticos que vão mudando ao longo do tempo para servir  aos interesses de quem esteja no poder. Obviamente, o grande inimigo deste programa é a doutrina imutável de Jesus Cristo anunciada aos homens pela Igreja Católica”. Os “The Elders” e a “Religions for Peace” fazem parte das forças globalistas para minar a moral católica. E então, diante disso, como explicar que um Cardeal da Santa Igreja Romana faça parte dos quadros de similar organização?

Tais fatos merecem estudo e reflexão.
 
* Prof. Hermes Rodrigues Nery é especialista em Bioética pela PUC-RJ.
 
 
Fonte:http://fratresinunum.com/2013/09/26/o-fator-maradiaga/




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