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03/10/2013
NÃO EXISTE UM DEUS CATÓLICO?

 

NÃO EXISTE UM DEUS CATÓLICO?

'Não existe um Deus católico, mas um Deus', diz papa

Francisco volta a defender uma mudança radical e uma Igreja mais aberta no primeiro dia do processo de reforma do Vaticano

02 de outubro de 2013 | 8h 47
Jamil Chade, Correspondente / GENEBRA - O Estado de S.Paulo

No dia em que o papa Francisco dá início à maior reforma da Santa Sé em décadas, o pontífice deixa claro seu ataque contra a estrutura do Vaticano, contra as disputas de poder nos bastidores da Igreja e defende uma reforma radical. "A corte é a lepra do papado", atacou o argentino.

"A visão 'Vaticanocêntrica' se esquece do mundo que nos rodeia", criticou pontífice - Maurizio Brambatti/EFE
Maurizio Brambatti/EFE
"A visão 'Vaticanocêntrica' se esquece do mundo que nos rodeia", criticou pontífice

Em entrevista ao fundador do jornal La Repubblica, Eugenio Scalfari, chegou até a alertar que não acredita em um "Deus católico", mas em um Deus de todos. Para ele, Deus tem um conceito que vai além do catolicismo. "Não existe um Deus católico. Há um Deus." Ele, porém, alerta: "Religião sem misticismo é apenas filosofia".

Nessa terça-feira, 1, o grupo de oito cardeais convocados por Francisco começou a apresentar os detalhes de todas as ideias que nos últimos meses recolheram pelo mundo sobre a reforma da Igreja. O processo será longo.

Essa será sua principal obra e ele quer deixar a mudança como seu principal legado, atacando o egoísmo dentro dos muros da Igreja, o fato de a Santa Sé apenas defender seus interesses e um comportamento de bispos que não condiz com o cristianismo. "Esse é o início de uma Igreja com uma organização não tão vertical, mas também horizontal", apontou o papa, apostando em uma Igreja menos centralizada.

Ao retornar de sua viagem ao Brasil, o papa já havia indicado que não seria ele quem julgaria os gays. Ontem, reforçou a ideia de que não será ele nem o Vaticano que julgarão o bem e o mal. Na entrevista publicada nessa terça, uma vez mais Francisco dá sinais concretos de que quer uma Igreja aberta. "Estar aberto à modernidade é um dever", insistiu, revelando o que vai querer de sua reforma.

Ao falar sobre o narcisismo, o papa foi contundente. "Não gosto da palavra narcisismo", disse. "Indica um amor fora de lugar por si mesmo. O verdadeiro problema é que os mais afetados por isso, que na realidade é uma espécie de desordem mental, são pessoas que têm muito poder", atacou. "Muitas vezes, os chefes são narcisistas."

O papa chegou a elogiar alguns membros da Teologia da Libertação, tendência atacada pelo Vaticano, e aponta que foi justamente a perseguição contra esses padres que o politizou. "Isso lhes deu um plus político à sua ideologia, mas muitos deles eram crentes com um alto conceito de humanidade."

Igreja feminina. Ele não deixou de atacar o "liberalismo selvagem que converte os fortes em mais fortes e os fracos em mais fracos e os excluídos em mais excluídos". Para ele, o Estado precisa corrigir "as desigualdades mais intoleráveis".

Jorge Bergoglio voltou a insistir que uma "Igreja missionária e pobre é mais válida do que nunca". "Essa é a Igreja que Jesus pregava." O papa deu sinais de que a participação da mulher na Igreja também será alvo da reforma. "Não se esqueça de que a Igreja é feminina."

 

Fonte:http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,nao-existe-um-deus-catolico-mas-um-deus-diz-papa,1081149,0.htm

 

 

Se se dispensa um “Deus Católico”, se cada um pode seguir o bem como o concebe, será necessária a Igreja para a salvação? No máximo, será um auxílio para aqueles que querem construir uma utopia de um mundo novo, de um mundo melhor de liberdade, igualdade e fraternidade.  Em tal perspectiva, que restará da Igreja? Restarão grupos esparsos de homens que conservam a fé imutável no Deus Uno e Trino.

 

Não existe um Deus Católico?

 

Padre João Batista de Almeida Prado Ferraz Costa

 

Confesso que fiquei perplexo lendo esta frase ontem: “Não existe um Deus católico”.

Embora a expressão “Deus católico” seja insólita, negá-la no contexto em que foi negada tem consequências desastrosas.  Realmente.

O Antigo Testamento está repleto da expressão o Deus de Israel, o Deus de Abraão, Isac e Jacó, atestando que o Deus vivo e verdadeiro se revelava ao povo eleito, depositário de suas promessas e ensinamentos, e se distinguia dos ídolos dos falsas religiões que aterrorizavam os povos pagãos.

Completando-se com a encarnação do Verbo de Deus a Revelação Divina, a qual se encerra com a morte do último apóstolo, e sendo a Igreja Católica a depositária de tal revelação, dizer que não se crê em um “Deus Católico” parece-me favorecer a heresia  monolátrica, isto é, a crença em um deus único, concebido pela mente humana, distinto do Deus Uno e Trino, que se revelou, encarnou, fundou a Igreja Católica para perpetuar sua obra de salvação do mundo.

Dizer “não existe um Deus Católico”, no ambiente atual de ecumenismo maçônico e diálogo inter-religioso sem fronteiras, só contribui para a demolição da fé católica e reforça a marcha do mundo contemporâneo rumo ao deísmo, ao panteísmo, à gnose universal. Afirmar “não existe um Deus Católico”  é um convite dirigido aos “irmãos” pedreiros livres e aos “homens de boa vontade” para trabalharem todos juntos na fundação de uma nova religião de uma nova era da humanidade, em que o homem será a sua própria lei.

A infelicidade de tal afirmação cresce ainda mais quando se tem presente que nos dias de hoje  o Deus da Metafísica, o Ser Absoluto, o primeiro Motor Imóvel, a Causa Primeira incausada, o Ato Puro dos estudiosos da Ontologia, que serve de base para uma exposição racional do mistério da Revelação Divina, desapareceu completamente da cultura contemporânea. De modo que negar o “Deus Católico” não significa ceder lugar ao Ser Absoluto na mente dos homens de hoje, mas sim ceder lugar à “energia cósmica” que alguns imaginam como um demiurgo.

Acresce que na mesma entrevista o bispo de Roma disse que “cada um tem a sua própria concepção de bem e mal e deve escolher seguir o bem e combater o mal como concebe .” Ora, isto equivale a proclamar a soberania absoluta da consciência individual, que já não terá sua autoridade e legitimidade à proporção em que aplica fielmente a lei de Deus na direção da vida humana.

Sinceramente, estou convencido de que a chave para entender o drama dos nossos tempos, não está tanto em meditar as promessas de Cristo de que as portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja, quanto na meditação da passagem  do Evangelho segundo Lucas: “Mas,  quando vier o Filho do homem, julgais vós que encontrará fé sobre a terra? “(Lc. 18, 8). Sim, as portas do inferno não prevalecerão, mas os homens maus têm um poder enorme de corromper a fé e desfigurar a Igreja e reduzi-la a frangalhos.

Se se dispensa um “Deus Católico”, se cada um pode seguir o bem como o concebe, será necessária a Igreja para a salvação? No máximo, será um auxílio para aqueles que querem construir uma utopia de um mundo novo, de um mundo melhor de liberdade, igualdade e fraternidade.  Em tal perspectiva, que restará da Igreja? Restarão grupos esparsos de homens que conservam a fé imutável no Deus Uno e Trino.

Que Deus tenha misericórdia de nós. As tentações são muitas. Que Nossa Senhora das Vitórias, neste mês do Rosário, esmague as esquadras do modernismo, como em Lepanto esmagou o inimigo infiel.

 

Anápolis, 2 de outubro de 2013.

 

Fonte:http://santamariadasvitorias.org/nao-existe-um-deus-catolico/

 

 

Assista o vídeo:Nós Podemos Afirmar que todas as religiões são caminho de salvação?

 




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