"...Então verão o Filho do homem voltar sobre as nuvens com grande poder e glória.." (Marcos 13)
 
       
 
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02/10/2018
Respeito humano
 

Respeito humano

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Escreve, Meu filho: Não te preocupes se ainda não tens a menor ideia do que vou te dizer: isso demonstra que tu não és o único que pensas e meditas, mas que Sou Eu o que te fala.

Em mensagens anteriores, te falei extensivamente sobre as contradições da pastoral moderna. Estas contradições são tão óbvias que não se escapam de ninguém, nem mesmo as almas menos sensíveis aos problemas da vida cristã.

Mas nenhum pastor tem coragem de romper essa barreira de medo, de respeito humano? Medo, respeito humano, temores se juntam formando uma parede quase intransponível.

Para escalar este muro seria necessário, estar na unidade do espírito e no ardor da fé, meditar o Evangelho, assimilar seu conteúdo e efetivamente desejar sua aplicação antes de qualquer coisa em seu próprio interior. Disso resultaria como consequência a espontânea vontade de uma aplicação exterior para o Corpo Místico. Se não se realiza primeiro a assimilação interna, não se pode como consequência, realizar a externa.

Por analogia aconteceria na alma o que normalmente acontece no corpo: para um real e ainda sempre misterioso processo de digestão, o alimento ingerido é transformado e assimilado em primeiro lugar, depois essas substâncias são distribuídas a todos os outros membros que formam o corpo.

Contra a justiça

Pecam contra a justiça todos aqueles que desejaram contagiar de erros e heresias o seu rebanho, que não tiveram a coragem de tomar uma posição firme contra os lobos que têm devastado as almas do rebanho, especialmente nos seminários e nas escolas.

Pecam contra a justiça, Pastores e Sacerdotes que permitem a propagação do materialismo nos ambientes nascidos para animar as almas, num clima de serena alegria, que às vezes se convertem em lugares de contágio espiritual.

Pecam contra a justiça, aqueles Pastores e aqueles Sacerdotes que, por terem a mente obscurecida pela presunção, quase nunca são objetivos em seus julgamentos, são contra a justiça. Frente a terceiros, tomam posições equivocadas: não perguntam diretamente e a fundo, crendo que possuem em exclusividade a assistência do Espírito Santo. Com uma surpreendente segurança, cometem erros cujas consequências são lágrimas e sofrimentos para aqueles que são suas vítimas.

Um pai não quer o sofrimento do filho, quer sua correção e por isso sabe como unir a correção, se necessário, ao amor e jamais vincula sua obra ao julgamento exterior dos demais.

Pastoral contraditória

A ti, Meu filho, te parece duro afirmar essas verdades, porque tu não vês o que Eu vejo, Eu conheço os corações humanos em sua profundidade, insondáveis para vós, mas não para Deus que vos criou.

Como explicar o comportamento de alguns Pastores, Superiores religiosos e Ministros Meus rígidos e inflexíveis em relação a sacerdotes animados de bom espírito e com boas iniciativas?

Pelo contrário verás sorrir os que ousam rebelar-se e zombar, mesmo sabendo muito bem que causam muito dano ao rebanho que lhes foi confiado.

Uma pastoral contraditória nunca poderá ser frutífera. Não percebem que estão semeando em um deserto pedregoso, onde a semente morre tão logo é lançada e nem sequer tem tempo para germinar.

O não querer aprofundar a investigação nos males que a Igreja sofre hoje também é uma contradição.

Se desculparão dizendo que isso não é verdade, porque muitos estudos foram feitos. Sim, até demais, mas sempre na superfície, nunca com profundidade. A causa primeira permanece sempre no fundo de um mar tremendamente agitado, que anuncia uma tempestade.

A causa primeira, o grande mal que aflige a Igreja hoje, é a ambição e o orgulho de alto a baixo. A escuridão se supera apenas com a humildade. Voltemos então à comparação que alguns Pastores e Sacerdotes se recusam a fazer entre suas vidas e a Minha, cujo traçado está sempre marcado pela humildade, pobreza e obediência.

Quem não tem a coragem de refazer a trajetória de sua vida sacerdotal de Belém ao Calvário, torna-se co-responsável pelo que hoje a Minha Igreja sofre e, mais ainda, torna-se co-responsável pela hecatombe que paira terrivelmente e arrolará juntos cordeiros, ovelhas e pastores, não só no sangue, mas, muitos, também na condenação eterna.

Eu não morri na Cruz por capricho: Morri na Cruz para resgatar as almas de Satanás e suas legiões. Não posso tolerar que as almas se percam pela ineficácia daqueles que, seguindo o Meu exemplo, deveriam subir diariamente Comigo ao Calvário na humildade, na pobreza e na obediência.

Filho, não creem, não querem crer. Por isso insisto no oferecimento e na oração.

Te abençoo.

(Mensagem de Jesus de 06 de junho de 1976)

Do livro "Confidências de Jesus a um Sacerdote", de Mons. Ottavio Michelin

Fonte: http://www.santisimavirgen.com.ar/michelini/mensajes.htm

 
 
 

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