Este salmo abre com uma das imagens mais comoventes da Bíblia sobre exílio e saudade, antes de se tornar um dos mais difíceis do Saltério.
O que este salmo revela
O salmo abre com exilados sentados à beira dos rios da Babilônia, chorando ao se lembrarem de Sião, incapazes de cantar as canções de alegria que cantavam em casa, enquanto seus captores pediam, cruelmente, que cantassem mesmo assim. O salmista pergunta como seria possível cantar uma canção do Senhor em terra estrangeira, prometendo nunca esquecer Jerusalém. As linhas finais expressam uma dor e uma raiva tão cruas diante da violência sofrida por seu povo que preferimos não as detalhar aqui — refletem uma angústia real de guerra, mas de um jeito que não combina com o tom de conforto deste espaço.
Reflexão
A pergunta “como cantaríamos a canção do Senhor em terra estrangeira?” continua ressoando para qualquer pessoa que já se sentiu deslocada demais da própria alegria para conseguir expressá-la — o salmo não força uma resposta fácil para essa pergunta.
Uma oração inspirada neste salmo
Senhor, nos momentos em que me sinto exilado da minha própria alegria, ajuda-me a não esquecer quem Tu és, mesmo quando não consigo cantar. Amém.