Um salmo curto que se move de um pedido urgente para não ser recebido com silêncio até uma ação de graças confiante, mostrando mais uma vez como súplica e louvor podem conviver.
O que este salmo revela
O salmo abre com um pedido urgente para que Deus não permaneça em silêncio, porque o silêncio pareceria como descer à cova — o salmista ergue as mãos em direção ao santuário de Deus, pedindo para não ser arrastado junto com os ímpios, que falam paz aos vizinhos enquanto guardam malícia.
Ele pede que os ímpios recebam o que suas ações merecem, e então se volta para o louvor, bendizendo Deus porque seu clamor por misericórdia foi ouvido, descrevendo Deus como sua força e escudo, seu coração confiando e saltando de alegria.
O salmo termina ampliando além do pedido pessoal, pedindo que Deus salve Seu povo e seja o seu pastor, carregando-os para sempre.
Reflexão
O medo específico do silêncio de Deus (mais do que da Sua ausência) nomeia aqui um tipo particular de dor — não ser respondido, não apenas não ser ajudado — e o salmo trata ser ouvido como valioso em si mesmo, mesmo antes de qualquer circunstância mudar.
Uma oração inspirada neste salmo
A Ti clamo, Senhor; não te cales diante de mim. Tu és a minha força e o meu escudo, e o meu coração confia e se alegra em Ti. Amém.