Atribuído a Moisés, este é um dos salmos mais antigos, contrastando a natureza passageira da vida humana com a natureza eterna e imutável de Deus.
O que este salmo revela
O salmo abre afirmando Deus como habitação ao longo de todas as gerações, existindo antes mesmo dos montes serem formados ou a terra criada — de eternidade a eternidade, Deus é Deus, enquanto mil anos diante dEle são como um único dia, ou como uma vigília da noite.
A vida humana, em contraste, é descrita com honestidade como breve e frágil — como a relva que floresce pela manhã e murcha à tarde, com os anos passando rapidamente, muitas vezes marcados por dificuldade, e “logo se vão, e voamos”.
Em vez de terminar em desespero, o salmo se transforma em pedido: que sejamos ensinados a contar os nossos dias corretamente, para alcançarmos um coração sábio — e pede que Deus satisfaça o Seu povo com a Sua misericórdia a cada manhã, e que dê valor duradouro à obra das suas mãos.
Reflexão
Reconhecer a brevidade da vida aqui não pretende ser deprimente — é apresentado como o PONTO DE PARTIDA para a sabedoria. Reconhecer o tempo limitado é o que faz as escolhas de cada dia realmente importarem, em vez de ser algo a evitar pensar.
Uma oração inspirada neste salmo
Senhor, ensina-me a contar os meus dias de tal maneira que eu alcance um coração sábio. Satisfaz-me pela manhã com a Tua misericórdia, e dá valor duradouro ao que as minhas mãos fazem. Amém.